Não é despesa : é investimento!

O Governo Lula planeja propor um Novo Ensino Médio com o aumento das disciplinas obrigatórias, passando de 5 para 12. Estas disciplinas incluem matemática, português, inglês ou espanhol, química, física, biologia, arte, sociologia, filosofia, geografia, história e educação física.

Com esta proposta, o governo busca reverter as modificações anteriores feitas durante as gestões de Temer e Bolsonaro, que foram criticadas por sua abordagem na redução da qualidade educacional, pensada para transformar nossa juventude em cretinos.

Vale notar que, na Argentina, o candidato da extrema direita, Millei, defende a extinção do Ministério da Educação, o que demonstra como a extrema direita em diversos lugares percebe a cultura e a educação como adversárias.

A proposta do governo precisará passar pelo Congresso, onde enfrentará as disputas políticas habituais. No entanto, vejo muitas possibilidades de sucesso. A maioria das escolas particulares, especialmente as melhores, não aderiu às medidas recentes que reduziram o escopo educacional, continuando a oferecer uma variedade completa de disciplinas. O desmantelamento da educação queria afetar principalmente as escolas públicas frequentadas pelas classes menos favorecidas. Isso pode favorecer a aprovação da proposta no plenário das casas legislativas, uma vez que a discussão de classes fica em evidência, algo que não agrada à maioria dos parlamentares. Os extremistas teriam um espaço limitado para argumentar.

Melhor assim.


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