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Blog do Franco

  • 21 de abril

    abril 20th, 2018

    “(…) Portanto condenam ao Réu Joaquim José da Silva Xavier, por alcunha o Tiradentes, Alferes que foi da tropa paga da Capitania de Minas, a que com baraço e pregão seja conduzido pelas ruas públicas ao lugar da forca e nela morra morte natural para sempre, e que depois de morto lhe seja cortada a cabeça e levada a Vila Rica, aonde em lugar mais público dela será pregada, em um poste alto até que o tempo a consuma, e o seu corpo será dividido em quatro quartos, e pregado em postes pelo caminho de Minas no sítio da Varginha e das Cebolas, aonde o Réu teve as suas infames práticas, e os mais nos sítios de maiores povoações até que o tempo também os consuma; declaram o Réu infame, e seus filhos e netos tendo-os, e os seus bens aplicam para o Fisco e a Câmara Real, e a casa em que vivia em Vila Rica será arrasada e salgada, para que nunca mais no chão se edifique e não sendo própria será avaliada e paga a seu dono pelos bens confiscados e no mesmo chão se levantará um padrão pelo qual se conserve em memória a infâmia deste abominável Réu (…)”.

    A muito me acertei com a história do nosso herói inconfidente, porque compreendi que não por acaso o condenaram a sofrer todas as atrocidades possíveis, sabiam que estavam atingindo o coração do movimento.

    Nem só Tiradentes foi supliciado, dez outros inconfidentes foram igualmente sentenciados à morte. A leitura da ata da sua condenação, de onde extraí o trecho acima, esta disponível facilmente e mostra.

    Da ata sabemos das façanhas do herói, longe de ser um bobo usado como bode para expiar os pecados de terceiros.

    Tiradentes era um líder destemido, propagandista do ideal revolucionário que pregava, tendo até imaginado a bandeira do movimento , que mesmo voto vencido na ocasião, acabou eternizada na atual bandeira de Minas Gerais.

    Vou evitar de traçar os paralelos que me fizeram escrever este post, os sinais da nossa história atual ainda são tênues e apontam para soluções que ainda não estão definidas.

    Mas noto a semelhança dos tempos, e rogo que os destinos dos heróis de hoje sirvam mais àqueles que lhes são contemporâneos do que de lembrança para as gerações futuras.

  • Lula

    abril 19th, 2018

    Para quem sabe, diante da enorme dificuldade enfrentada para se comunicar, em que cada palavra importa, Lula no seu segundo bilhete mencionou a possibilidade da morte.

    Não me incluo entre aqueles que farejam presságios ou intenções ocultas, nem quem perceba um prenúncio de depressão.

    As palavras foram cuidadosamente escolhidas, e quem como eu tem acompanhado os discursos do líder, reconhece nessas algumas peculiaridades.

    Dessa vez, pensando em agradecer e fortalecer os militantes que fazem a vigília próxima à PF de Curitiba, Lula cuidou de incluir uma mensagem do significado daquela luta da vigília em particular, que agradeceu, e outra para o futuros das lutas: serão muito duras.

    Escolheu dizer que aconteça o que acontecer, o nosso futuro não será conquistado facilmente, porque além de tudo , também ele que é um conciliador, foi jogado na prisão incomunicável e de preferência para sempre.

    Ao barrar a entrada do prêmio da paz Esquivel, a justiça e a elite brasileira confirmam imediatamente as afirmações do Lula.

    No futuro, qualquer um, inclusive ele, terão imensas dificuldades para conduzir em paz esse país.

    Foi o que entendi.

  • Uma senadora e suas bestas

    abril 19th, 2018

    Em algum reino da bananandia vive uma senadora muito esperta, que antes de dedicar-se ao bem comum dos seus, expunha as ideias e ideais dos seus patrões em um programa de TV.

    Lá fez a fama que permitiu ingressar na carreira política e na busca idealista do bem comum para os seus.

    Trouxe consigo as lições aprendidas nos muitos anos dedicados a mentir e manipular descaradamente a audiência, seu esforço sempre foi no sentido de tudo fazer para agradar os patrões.

    Assim, mesmo da tribuna do Senado não abandona seus velhos hábitos do mal proceder e mente sem dó nem piedade.

    Também guarda com carinho a lição aprendida dos publicitários americanos: ninguém perde dinheiro apostando na burrice alheia.

    Seu mandato ela deve por seguir ao pé da letra a valiosa lição.

    Não devemos, entretanto, julgar desfavoravelmente a inteligência da nobre senadora, não é a falta de matéria cerebral que a move, antes, sua aposta no contrário: a burrice de seus eleitores.

    Então, nessa aposta racional que faz,  aprendeu que além de não perder dinheiro, também não perde eleição.

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