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Blog do Franco

  • Revoada de Judas.

    maio 26th, 2018

    Proponho reagendar a malhação do Judas, tradicional e inquietante prática, para, digamos … amanhã?

    Segunda feira já está a uma eternidade, com o relógio acelerado e acelerando.

    O principal responsável desconfortavelmente instalado no planalto central também pode ter antecipado a sua hora, embora a prioridade do momento exige a malhação do Judas neoliberal : Pedro Parente.

    Até por exigência simbólica.

    Por esses dias sua desastrosa biografia já circulou Brasil inteiro, infelizmente atrasado.

    O desgoverno acuado não tem e nem terá respostas para a crise que só piora.

    Malharão Judas Parente daqui a pouco e vai ser o menor dos problemas.

    Todavia, inadiável.

  • Chamem o exército.

    maio 26th, 2018

    Sempre acho engraçado quando passo em frente às instalações do exército, ultimamente também da marinha, e reparo os meio-fios das ruas internas branquinhas, sempre pintadas

    Penso que essa tem sido ao longo das últimas décadas a principal atividade dos militares: pintar meio fio.

    Não conheço as patentes envolvidas, tampouco a logística empregada, noto, forçosamente, a excelência do trabalho executado.

    Recentemente resgatados dessa dura labuta, primeiro na segurança da cidade do Rio de Janeiro – com resultados pífios – e não satisfeitos dos vexames nas favelas, agora seguem para desbloquear estradas em um país de milhões de kilometros quadrados.

    Me angustiam tantas tarefas, estariam as valorosas tropas preparadas, seriam os recursos suficientes?

    Breve saberemos.

    Sugiro, a título de colaboração, que aproveitem e pintem os meios-fios das ruelas das favelas e as canaletas das estradas por onde passarem.

    Quem sabe assim aproveitem melhor o treinamento de tantos e tantos anos?

  • Culpados.

    maio 26th, 2018

    Faz parte da nossa cultura – não sei das outras – apontar culpado para tudo.

    Quando não identificado corretamente, inventamos um.

    Costuma resolver.

    Dessa vez a greve sugere múltiplos culpados, todos na tentativa de escapar apontando o dedo a outros.

    Provável sobrar um pouco pra todo mundo.

    Aqui mesmo já apontei os meus: os golpistas, o Parente, os EUA; principais responsáveis pela derrubada da presidenta legítima e honesta.

    Os picaretas queriam passar o rodo e quase conseguiram.

    Os antigos gauleses – segundo me ensinou o gibi do Asteriz, o Gaulês – só temiam que o céu caísse sobre suas cabeças.

    Os brasileiros agora terão pavor da gestão tipo Parente no futuro, uma espécie de desastre inesquecível.

    Sim, porque do estilo dele existem muitos, igualmente ávidos por estropiar.

    Helena landau, me lembrei dela, conhecida construtora de desastres.

    Enfim, dessa vez, após 15 anos não é mais possível culpar o PT desse desastre.

    Não deixa de ser uma novidade.

  • A quem possa interessar.

    maio 26th, 2018

    A superação dessa crise passa necessariamente por alguma compreensão da natureza do problema.

    Sem fazer apelos inúteis ao altruísmos, solidariedade e empatia, porque palavras que perderam significado, nem fazer o apelo a consensos inviáveis, mas o velho e bom diálogo.

    Comecemos do início, exatamente no ponto que paramos.

    Que cada um permaneça no seu quadrado, escastelado em motivos que perdem sentido rapidamente, fica impossível diante do desafio que a realidade impõem.

    Que as idéias corram livres, que cada um permita ao outro o seu direito, espaço e autonomia.

    Valores óbvios, importantes, que trazem resultados, esquecidos nessa onda de intolerância e fundamentalismo tão vazios quanto os resultados que produzem.

    Talvez as palavras não bastem, os avisos, as imposturas denunciadas, e, sobretudo o ódio propagado, foram longe demais.

    Mas as consequências, que ainda podem ser revertida, ainda há tempo para superarmos essa desgraça.

    Começa por ouvir, menos falar, menos certezas, muito muito menos ódio.

    Guardemos as nossas soluções para nós mesmos, elas não serviram e nem servirão de quase nada, a única resposta verdadeira será a nossa, se a construirmos coletivamente.

    Em paz.

    Ah, fora Parente, fora Temer e Lula livre!

    Começamos dai!

  • Parente e o conjunto da obra.

    maio 26th, 2018

    O caos instalado no país, a partir de uma política suicida e irresponsável praticada por uma diretoria da estatal brasileira escolhida entre dirigentes das multinacionais de petróleo concorrentes da nossa Petrobras.

    Tudo isso que assistimos e sofremos é a ponta desse iceberg de desmonte e sucateamento, que passam pelo fechamento da indústria naval com encomendas direcionadas para a China, venda dos oleodutos, da distribuição, dos postos de gasolina, sucateamento das refinarias, destruição setor petroquímico, fim da indústria de implementos agrícolas, diminuição de todos os investimentos até a venda do pre sal.

    Pagamento antecipado de dívidas a bancos estrangeiros, com suspeita de favorecimento, e acordos internacionais em ações de investidores que promoveram , pagando bilhões, antes dos processos amadurecerem.

    O caos é apenas a consequência dessa ação premeditada e de tamanha loucura que obrigou a reação de sobrevivência de patrões e empregados do transporte de cargas.

    E a gasolina, o gás, não mereceriam de todos nós reação semelhante?

    Imaginem daqui para a frente as múltiplas ações de indenização por aves mortas, leite derramado, prejuízos nas entregas, mortes em hospitais, cancelamento de negócios, feiras, hotéis, o prejuízo de um país inteiro parado por conta de uma ação irresponsável.

    Quem vocês acham que vai pagar por isso tudo?

    Qual decisão os juízes que incentivaram e acobertaram tantos anos dessa loucura irão tomar?

    De que lado o MP federal, tão cioso e dirigente quando o Pt cuidava de todos e de tudo com eficiência e resultados extraordinários, vai estar?

    Dos brasileiros?

    Essa história e suas consequencias não estão nem no começo.

  • Enterrem meu coração em Curitiba.

    maio 25th, 2018

    O impasse da greve caminha para um conflito a essa altura de proporções desconhecidas, uma não-solução, portanto, que acumula ódios e rancores.

    Por conta desse desastre nacional, totalmente evitável, no mínimo administrável, meu pensamento segue para as masmorras de Curitiba, onde a voz do diálogo, da inteligência e da esperança, sobretudo esperança, permanece em silêncio, isolado, impedido de construir as saídas de que tanto precisamos os brasileiros.

    Dia 29 próximo, terça feira, a articulação jurídica dos megalômanos e ladravazes – me faltam adjetivos – se reúne para consolidar uma injustiça que ultrapassa esse momento de loucura, atinge a própria história do nosso povo.

    Uma iniciativa burocrática, fria e insensível que promete causar maiores, mais graves e duradouros danos que 100 anos de greves de camioneiros.

    O TSE vai julgar ação de deputado do Dem sobre candidaturas de condenados em 2ª instância, resultado previsível e combinado com o MP para que esse solicite tutela antecipada impedindo essas candidaturas.

    Assim, enterram juridicamente as chances legais de participação do presidente Lula, fechando as portas do futuro a maioria dos brasileiros.

    Os tempos de radicalização parecem chegar, nossos lares e nossas vidas em turbilhão de ameaças e temores sofrem as afrontas do desprezo e da falta de esperança.

    O que imaginam esses construir nesse caos de injustiças e seguidos golpes contra a vontade e o desejo das pessoas, por que trocam nossas escolhas?

    Pelas escolhas deles?

    Não serve.

    Não vou pedir aos céus vinganca, nem que alguém a faça em meu nome, nem desejo o uso da força, da instabilidade, das violências.

    A história segue seu caminho, posso perceber o mal que cresce e se avizinha nos caminhos tristes que seguimos, dessa estrada com tantos e duros percalços onde não é mais possível esperar alguma coisa boa.

    A tempestade, sempre ela, vem.

  • Paraísos artificiais.

    maio 25th, 2018

    Ah, amigx leitor, se me permite assim chama-lx, pretendo explicar como funciona a política de preços de combustíveis no Brasil, adotada a partir de 2016 sob a direção do sociopata Parente.

    Consiste em manter a paridade entre custo, câmbio e cotação internacional do petróleo.

    O custo é baixo, ao menos até venderem as reservas aos gringos, aí ninguém mais vai saber.

    Mas, por hora, é baixo.

    Sobram câmbio e cotação do óleo.

    Imaginem vocês que o nosso país, após a descoberta do pré-sal sal, é auto-suficiente na produção do óleo, ou praticamente é, não precisando importar óleo para uso interno. Nesse caso, que diferença faz o preço do óleo bruto lá fora?

    Importa gasolina, porque quer, e muita, mas esse é outro assunto.

    Fiquemos no óleo, para simplificar.

    Quanto ao câmbio, se não tem custo em dólar para comprar óleo, que diferença faz o câmbio?

    E, pior, o câmbio é controlado à custa de muita grana, através da política de juros altos e compra e venda de dólares pelo banco central.

    Ele não varia autonomamente em hipótese nenhuma.

    A conta de juros custa uns 500 bilhões por ano, o câmbio uns 100 bilhões esse ano.

    Onde estão essas variáveis que provocam tantos aumentos
    nos preços dos combustíveis no Brasil?

    Certamente as respostas não estão nos motivos confessáveis.

    Imaginar que trabalham para manter a atratividade das ações da empresa na bolsa, bem, eu pergunto, por quê?

    Quem ganha com isso?

    Que diferença isso faz?

    Durante o governo lula/Dilma o valor da ação saiu de 5 para 50, sem precisar fazer nenhuma concessão exagerada.

    O que se quer é criar confusão e caos, aniquilar e vender, sucatear e chamar de lixo.

    E para isso precisam mentir, manipular, enganar e esconder.

    Vão continuar?

  • Acabou, não acabou. Vai acabar?

    maio 25th, 2018

    Já vou logo avisando : só Deus sabe!

    O que nosotros mortais sabemos, segundo sabias palavras do Fernando Brito no seu blog O Tijolaço, é que foram longe demais para recuarem rápido.

    A tentativa de ontem do desgoverno foi desesperada, atendeu a patrões e os interesses dos acionistas da Petrobras, noves fora e ficou todo o resto de fora.

    Problema é que neste resto cabem muita gente e o desenlace permanece aberto.

    Demorar em buscar uma solução definitiva seria por demais arriscado nesse ambiente tóxico em que transformaram o Brasil, mas inventar uma frágil e provisória, como parece o caso, pode acrescentar lenha, ou melhor, gasolina e diesel, nessa fogueira.

    Em tudo essa crise serve para lembrar porque esses aí nunca ganham uma eleição, aliás, nem candidato costumam ter.

    São apenas comerciantes, de gado e gente, e, agora graças ao golpe, de petróleo.

    Progrediram.

    E nós?

  • Terminator.

    maio 25th, 2018

    Se é verdade que o Diabo mora nos detalhes, nas frestas, é preciso dizer que nesse Brasil desgovernado ele não encontra lugar.

    Por aqui a coisa corre escancarada, escandalosa, barulhenta e sem medo de ser infeliz, e aí o inimigo se afasta.

    Evidente que uma situação dramática como a greve de camioneiros exigia resposta rapida, contundente, exatamente tudo que o desgoverno não fez.

    Quando a situação ganhou ares de calamidade pública, agiu de forma vergonhosa e inábil, sem que até agora saibamos exatamente o que vai ser, provocando a proximidade do sem-nome.

    Imagine um governo anunciar uma decisão que custa bilhões aos cofres públicos, já comprometidos muito além das capacidades, e, quando perguntado qual a estimativa da medida, o ministro da fazenda não soube responder, olha o fi do cão aí.

    Claro que sabia, mas preferiu não dizer, de novo o capeta.

    Veja, minha tese não é abalada por essa falsa omissão, ao contrário, quando fingiu esconder, assim fazendo deu asas ao medonho, na verdade revela o abismo das falsas intenções, um canyon de falsidade, o que provoca o afastamento do tinhoso.

    Não é por nada menos que isso que tantos malafaias e felicianos povoam e apoiam essa trupe,dizem viver de exorcismo e sabedores dessas coisas todas, mas dizem que o pai da mentira morre de rir deles.

    Ou, igualmente fingem, e aí a coisa fica confusa, e, nem sei mais o que estava escrevendo….afinal, o coisa-ruim está ou não?

    Viver é muito perigoso, você já sabe.

  • O bonde da história.

    maio 25th, 2018

    Confesso que o início dessa greve dos camioneiros me deixou desconfiado, principalmente por conta da adesão da Globo e seu desembaraço para noticiar em tempo real os desdobramentos.

    Nesse ponto ainda tenho sérias preocupações dos avisos seguidos sobre abastecimento e a propagação de pânico, não confio em nada que eles fazem ou noticiam.

    Dito isso, talvez a questão central seja mesmo conduzir a narrativa dos fatos, em 2013 no início daquele movimento contra o reajuste das tarifas dos ônibus – os famosos 20 centavos – a Globo ficou contra e foi mudando na medida que percebeu o potencial destrutivo contido naqueles protestos.

    Talvez por conta daquela experiência, tenham optado de sair na frente dessa vez.

    Seja o que for, a verdade é que esse movimento assumiu múltiplas formas, ainda não sendo possível identificar reivindicação que ultrapasse o objetivo do protesto contra o custo do diesel, também dos pedágios no início se falou, e por mais esforço que tendências façam para conduzir a greve, ela segue acumulando apoios diversos.

    Até aqui os esforços para negociar a saída mostram-se insuficientes e paliativos, não atingindo o cerne da questão que é a política dos preços praticados pela Petrobras, agora tornada um feudo do mercado nas mãos de Pedro Parente.

    Sem resolver esse ponto, qualquer coisa que façam só joga a bomba mais umas semanas à frente.

    O gestor da nossa estatal segue com mostras seguidas de total incapacidade, com comportamento típico de um sociopatia perigoso, e até senadores do PSDB, que foram responsáveis por sua indicação, sugerem sua demissão sumária, diante da carga insuportável que sua proximidade nas eleições promete naufragar quem se disponha a carregar.

    Seguimos nessa batida, mas alguma coisa moveu-se nessa terra e isso foi extramamente positivo.

    Ps.: escrito antes do anúncio do acordo anunciado para o fim da greve. Não precisei mudar uma vírgula!

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