Confirmadas as indicações de Dino, para a vaga no STF, e Gonet como o novo Procurador Geral, sem surpresas.
Algumas idas e vindas normais para avaliar as conveniências.
Gonet é o conservador para chamar de seu, agrada alas da PGR e da sociedade preocupadas com avanço das pautas de costumes. Mas tem perfil discreto e garantista, e não aceita judiciário legislando. Então, na avaliação do Presidente, é o seu escolhido para os próximos dois anos.
A nomeação de Dino mira o horizonte, sua presença nos próximos 20 anos no STF, permite imaginar um Ministro com experiência e visão de vida comprometidos com o legado social que Lula sonha perenizar.
Sua atuação no Ministério da Justiça vai fazer falta, ainda mais que não temos ideia do perfil que Lula pretende para seu substituto. A hipótese de desmembrar em duas pastas, Justiça e Segurança, me parece a mais provável. Dino não concordava com a divisão, que me parece necessária. Nessa hipótese, o Secretário Geral de Dino,Capelli, é o favorito para assumir a pasta de segurança. E na justiça caberia a Tebet, conforme se especula.
Segue para o Congresso ainda hoje o projeto de lei que garante às empresas de engenharia brasileiras, financiamento do BNDES para disputar obras no exterior.
A prática comercial dos principais países do mundo enfrentou no Brasil propaganda enganosa, dizendo que estaríamos financiando ditaduras e investindo em outros países. O que o banco de desenvolvimento faz, é financiar a obra da empresa brasileira que ganhou uma concorrência internacional. Financiamento que faz parte do critério básico de disputa internacional, e, como disse, é parte do pacote para a disputa das grandes obras no mundo.
Com o Minha Casa Minha Vida de volta, que representou 80% de todo o investimento em obras residenciais até 2015, a construção civil está se preparando para voltar a ajudar a economia a crescer.
As grandes empresas de engenharia sofreram muito, as equipes técnicas foram desmontadas e alguns anos serão necessários para refazer o tempo perdido.
Estaleiros e compra de conteúdos nacional, sobretudo pela Petrobrás, formam o triple que vai levantar a engenharia novamente. Como vocês sabem, três pontos formam um plano estável….
E tem ainda o PAC, retomada das milhares de obras públicas paradas e obras de infraestrutura e saneamento previstos para os próximos anos.
Não é milagre, não tem segredo, mas ninguém faz, além do nosso Lula.
E os resultados serão colhidos nos próximos anos, enquanto discutem déficit fiscal que não faz nenhuma diferença no momento, e inflação combatida com os juros mais altos do mundo, sem nenhum motivo.
Após o assédio do Senado ao STF – e não que estivessem errados no conteúdo, mas na motivação – o Ministro Gilmar Mendes provocou e questionou sobre as anunciadas medidas para conter o ativismo golpista dos militares, tantas vezes anunciado e que desapareceu da pauta.
Estamos aguardando a lei que proibirá militares da ativa de usarem sua visibilidade funcional e liderança sobre tropas – também circunstância do cargo – para candidaturas e ativismo partidário. Posteriormente, eles retornam para a caserna como se nada tivesse acontecido.
Quanto ao exercício de cargos comissionados nomeados pelo poder de plantão, cabe uma discussão. Nesse contexto, é necessário definir uma quarentena, que deveria valer tanto para ministros civis quanto para diretores e presidentes de estatais, ou seguir diretamente para a reserva. Sair sem mais nem menos não deveria ser uma opção.
Parece que a provocação de Gilmar teve algum efeito e voltaram a falar em votar a lei que definirá a questão. Os Policiais Militares dos estados também precisam de leis semelhantes; a quantidade de candidatos nas forças estaduais cresce a cada ano, e os eleitos são sempre de péssimos para tenebrosos.
Há um desacordo entre a pauta do STF e do Senado. Na Câmara, não fossem os inúmeros processos do Lira, que o obrigam a pisar em ovos com a justiça, a disputa seria integral entre a Câmara, o Senado e o STF.
Se o fascista tivesse sido reeleito, o Executivo estaria não apenas incluído na disputa contra o STF, mas liderando o ataque, com Moraes como alvo preferencial.
As bancadas, tanto no Senado quanto na Câmara, teriam número suficiente para um ataque contundente. A vitória do Lula desmobilizou a maioria mais interessada em cargos, vantagens e poder, permitindo até agora uma tensão reprimida que agora, por interesses internos de disputa da futura presidência no Senado, mostra um pouco da bagunça que seria a relação entre os poderes se outro ocupasse a cadeira de presidente.
Lula, à sua maneira, entende e sofreu a extrapolação de leis, o ativismo do STF, que passou da fase de interpretar a lei para legislar por conta própria. Atualmente, Barroso como presidente seria, por si só, um desastre hermenêutico, ele que se vê como o procurador geral da República e ministro do STF, entre outras alucinações. Conter o STF dentro de suas atribuições não é uma má ideia, infelizmente motivada pelos motivos errados. Zanim foi uma nomeação nesse sentido, e o novo ministro mostra que não vai inventar leis, mas aplicá-las, sejam boas ou ruins. Que se mudem as ruins no legislativo, ou que sejam cumpridas. Ponto.
Senadores bolsonaristas buscam um candidato para a próxima presidência da casa e são o fiel da balança na disputa pelos votos internos na próxima eleição. Daí os acenos dos candidatos a presidência do Senado, tendo como alvo o STF, que reage sabendo do tamanho do rabo que está à mostra.
Existe também uma diferença entre o projeto de governo vitorioso e o projeto legislativo vitorioso. O que pode ser visto até como uma certa defesa dos contrapesos das instituições, com os vetos mantendo a balança de poder equilibrada, parece, porque em alguns momentos, balança perigosamente e pode desandar.
Nada disso é bom; o legislativo brasileiro é um desastre, mas nem sei dizer se é o pior de nossas instituições. Se eles brigam, nem tão ruim é, verdade seja dita. O presidente Lula assiste de fora ao desatino, servindo como lugar de equidistância e equilíbrio. Isso lhe favorece, embora não favoreça o Brasil.
Que nem entre na equação na disputa pelo poder, que tem uma lógica própria, uma conta de somar e multiplicar, a partir dos grupos eleitos, nomes que as pessoas, após a eleição, nem sabem dizer mais quem foi, segundo pesquisa recente. Que repete as anteriores, sem nenhuma novidade.
Enquanto temos nosso Lula para segurar as pontas, vamos levando.
Uma vez
Mensal
Anualmente
Apoie e divulgue o BLOGdoBADU.com Faça seu cadastro e receba as atualizações via e-mail. Se preferir, PIX 49071890600
A palavra ‘Agnaldo’, para os argentinos, representa o equivalente ao nosso décimo terceiro salário.
Peço que pesquisem os motivos.
Esta postagem destaca o desespero dos funcionários públicos, que temem não receber do futuro governo e solicitam antecipação do pagamento ao governo atual.
Não tenho a resposta, mas sei que não pode demorar.
Conheço a tese de que o Feudalismo ensinado nas escolas, na verdade, nunca existiu. Refiro-me ao Feudalismo restrito, que afirma a paralisação completa do comércio entre os povos, feudos e pequenas comunidades. Ainda não havia a formação dos estados nacionais, nem a sua mais completa tradução.
O que de fato existia eram comunidades, povos, tribos e cidades-estado, e entre todos esses, a paralisação completa da troca comercial nunca ocorreu. Ela foi restrita, diminuiu e mudou, mas continuou.
Essa lembrança me ocorreu devido às movimentações em virtude da manifestação do líder argentino que ameaça romper relações comerciais e políticas com o Brasil. O governador da Província de Buenos Aires chamou o embaixador brasileiro para conversar, indicando a importância da manutenção de acordos e parcerias. Da mesma forma, o presidente brasileiro, Bolsonaro, pretende levar governadores de seu grupo político, como São Paulo, Santa Catarina e Goiás, para a posse de Milei, buscando firmar parcerias sem a participação do governo Lula.
Inicialmente, essas movimentações me preocupam, indicando um enfraquecimento dos estados nacionais e das políticas públicas estratégicas. Pode até ser verdade, mas pensando melhor, acredito que os laços econômicos devem sempre ser fortes e fortalecidos. Eles podem até resistir a barreiras ideológicas momentâneas e equivocadas.
Assim, deixa rolar. Cada um que se vire como pode. Essas ações podem ajudar a combalida economia argentina a sobreviver e, posteriormente, superar o desastre atual.
Uma vez
Mensal
Anualmente
Apoie e divulgue o BLOGdoBADU.com Faça seu cadastro e receba as atualizações por e-mail.
Ofendido repetidamente e de forma agressiva pelo indivíduo escolhido o futuro Presidente da Argentina. Por um breve e tumultuado período, penso. Nosso Presidente Lula, em hipótese alguma, deveria comparecer à posse do alucinado portenho, mesmo que o desequilibrado peça desculpas.
Aliás, tais desculpas já foram impostas como condição para qualquer diálogo pessoal no futuro.
Estão dizendo que Alckmin irá representar o Brasil na posse que ocorre no próximo dia 10, mas tenho uma sugestão diferente, considerando a proximidade do maluco argentino com animais, vivos e mortos.
Sugiro enviar a cadela Resistência, que foi adotada naquele período nefasto quando Lula estava preso nas masmorras de Curitiba.
A escolha da enviada será de acordo com o personagem em questão.
Observando a pesquisa realizada entre os operadores do mercado financeiro no Brasil, que ilustra o Post, nota-se que, no início de 2023, 73% deles esperavam uma recessão no país ao longo do ano. Mesmo diante da realidade atual, com um crescimento projetado de 3%, 27% dos especialistas econômicos persistem na ideia de que 2023 terminará em recessão.
Bem, pensar que em um grupo financeiro de elite, um terço acredita nisso, mostra a cretinice reinante.
Mas há mais, e eu preciso de outra imagem para continuar.
Leia atentamente e tente entender, pois parece que, além dos gênios econômicos, o Brasil convive com o jornalismo de contradição, que consegue incluir todas as possibilidades, excludentes entre si, em uma mesma manchete. Evidentemente, assim, não informam nada e ninguém; antes, confundem. E parece ser exatamente essa a intenção.
Estamos recebendo notícias de assédio pesado em redações de jornais no Brasil, algo que não é surpresa para muitos. A contratação de processos na justiça do trabalho e a exposição da tragédia em nossas redações, entretanto, não deixam de chocar. Se você não sabe, saiba, a indústria de fake news e ataque ao governo, inventando os maiores absurdos e mentiras, age dentro das redações pelas chefias editoriais. Que foram parar na Justiça do Trabalho.
Quanto aos sábios da economia, parecem ser os únicos que leem e acompanham os jornalistas das manchetes acima. No lugar deles, também estaria completamente perdido quanto aos verdadeiros fatos e acontecimentos atuais.
Sugiro a eles e a todos que busquem garimpar a boa informação e tentem averiguar, confrontando o narrado com a realidade.
Uma vez
Mensal
Anualmente
Leia o BLOGdoBADU.com. Apoie e divulgue. Aqui não inventamos mentiras.
Se preferir, PIX 49071890600
Faça seu cadastro e receba as atualizações diárias, direto no seu e-mail.
A reunião de ontem com o Presidente da Petrobras, Prates, Lula, Haddad e o Ministro da Indústria, pouco destacada, me pareceu de vital importância.
Foram avaliados quatro pontos: preço brasileiro dos combustíveis, investimentos prioritários em petróleo e gás, conteúdo nacional nas compras e distribuição de dividendos dentro das práticas comuns do setor.
“Preço brasileiro” significa que a Petrobras ainda está cobrando caro pelos nossos combustíveis e não tem acompanhado a queda do preço do barril no mercado mundial, nem a queda da cotação do dólar. Aqui o cuidado é fundamental; quanto mais baixo for o preço do nosso combustível, mais a inflação vai ceder e o Banco Central, com a política do Bolsonarismo, vai baixar os maiores juros do mundo. Remover a trava dos juros é fundamental para o crescimento do Brasil.
Rever a política de investimentos está relacionado à urgência do país em realizar grandes negócios. A Petrobras é a principal empresa brasileira, e seus investimentos fazem muita diferença nos rumos gerais da economia. Quanto mais e melhor investir, mais o Brasil cresce.
A compra de conteúdos nacionais é a tentativa de retomar estaleiros e serviços específicos da cadeia de petróleo e gás, que estão parados desde o golpe em Dilma. Não é possível ficarmos gastando com empresas estrangeiras e deixarmos as nossas paradas. Além disso, é uma promessa de campanha que funciona e emprega muita gente na indústria.
Por fim, a política de continuar distribuindo R$ 20 bilhões em dividendos e perdendo capacidade de investimentos com essa maluquice. As maiores empresas de petróleo do mundo não distribuem mais de R$ 8 a R$ 10 bilhões, e a Petrobras não tem motivo para continuar favorecendo acionistas minoritários e deixando de lado seus investimentos.
Foi uma reunião muito importante e tratou de temas muito sérios que precisam de resposta imediata. Para o atual presidente da Petrobras, Prates, foi uma espécie de aviso. Ele entendeu tanto que volta na semana que vem com todo o plano de negócios para discutirem juntos no Planalto.
Eu percebo no atual presidente da Argentina mais semelhanças com Collor do que com Bolsonaro. Ele não possui histórico partidário, não tem apoio das forças armadas, não conta com o respaldo de igrejas evangélicas, e veio da TV, onde era analista de economia. Não é um ignorante e tem práticas de ocultismo em seu currículo. Tudo semelhante a Collor.
Seu autoritarismo é diferente do Bolsonaro; não tem proximidade com milícias ou crime organizado, e não enfrenta acusações de corrupção, rachadinhas ou posse de patrimônio incompatível com sua renda.
Assim como Collor tinha seu PC Farias como homem da mala e chefe de seu esquema, Milei ainda não assumiu, então falta surgir esse tipo de parceiro para ele. Talvez seja a irmã; vamos aguardar.
Milei propõe um tratamento de choque na economia, e alguma espécie de confisco ou quebra de contratos é provável. Ele diz que não, mas anunciou a paralisação de todas as obras no país e o fim dos repasses obrigatórios para as províncias, que são os estados por lá. Isso me parece uma quebra de contrato bastante séria.
Ele aparenta ter apenas um plano para seu governo: a dolarização. E ele fala em seu próprio nome quando se refere a temas econômicos, dispensando o “Posto Ipiranga” típico de nosso ex-presidente.
Collor falava em bala de prata quando se referia ao seu plano econômico e promoveu uma abertura econômica destrambelhada, iniciando o ciclo de destruição industrial que só foi parcialmente revertido no primeiro governo de Lula.
O que de Milei percebo em seu início pode valer também para o que prevejo em seu fim. Dificilmente ele terminará seu mandato.
Nosso ex-presidente, apesar da preguiça e incompetência, se agarrou ao cargo, entregou tudo para o centrão e foi vender jóias e andar de moto. Chegou ao fim de seu mandato mantendo seu eleitorado, que quase o reelegeu.
Vamos ver o que acontece.
Uma vez
Mensal
Anualmente
Apoie e divulgue o BLOGdoBADU.com Se preferir, PIX 49071890600 Faça seu cadastro e receba as atualizações no seu e-mail