
Para começar, associar o crescimento do Brasil a um foguete não foi ideia minha; a revista The Economist fez isso primeiro durante o governo anterior de Lula.
Mas essa imagem representa a possibilidade contida por desmandos, incompetência e muita burrice, de quem não consegue aproveitar as potencialidades de um país continente como o nosso.
Estamos novamente na expectativa de crescimento do PIB em números expressivos, com previsões variando entre 3,3% e até 4% para este ano. Lembrando que partimos de previsões de 0,7% no início do ano e ainda estamos sob o jugo das maiores taxas de juros do mundo.
Esse crescimento está sendo acompanhado por um aumento da massa salarial, aumento do emprego e do investimento – aquele tipo de crescimento que beneficia a todos. Foram gerados 1,3 milhão de empregos até agora, 230 mil só em setembro e a meta do ano é 2,0 milhões. Com carteira assinada.
A demanda de Natal já provocou uma subida na inflação do produtor, compensada pela queda dos preços dos alimentos, o que manteve a média de inflação comportada.
Eu me pergunto por que os outros governos não fazem o mesmo, qual é o segredo de Lula?
Incluir os mais pobres no orçamento seria a resposta.
E se ele realmente incluir os mais ricos no imposto de renda, como prometeu, há quem esteja calculando uma arrecadação superior a R$ 300 bilhões apenas com essa iniciativa inédita de taxar as grandes fortunas, dividendos e bloquear outras manobras contábeis para evitar o pagamento de impostos devidos.
Há algumas manobras incríveis, como aquelas que usam isenções promovidas pelos Estados e depois usam esses impostos não recolhidos como crédito para abater outros recolhimentos devidos.
Está cheio desse tipo de coisa por aí, e Haddad tem falado muito sobre isso. Não precisamos necessariamente aumentar os impostos, mas sim cobrar o que é devido.
Mais tarde, vou detalhar melhor sobre o Minha Casa Minha Vida, que mal recomeçou e já está fazendo a construção civil crescer 10% no primeiro semestre. Como a base de comparação ainda é fraca, aos poucos o crescimento do setor será mais evidente. Para lembrar, o MCMV foi responsável por 80% do investimento na construção civil no governo anterior de Lula e também no governo de Dilma. Ou seja, todos aqueles projetos de construção que você via nos bairros das cidades em todo o Brasil, financiados pelo setor privado, representavam apenas 20% do total. Isso mostra a diferença que um programa como esse pode fazer.
Temos um desafio pela frente em relação ao câmbio, como expliquei em outro post. A enorme demanda por dólares dos Estados Unidos para rolar dívidas está sugando a liquidez de dólares no mundo e causando uma alta generalizada da moeda. Não há muito o que fazer, além de acelerar o máximo possível a transição do dólar como moeda de referência e permitir que cada país use sua própria moeda nas transações globais.
Esse é o futuro.
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