O mesmo fenômeno eleitoral que ocorreu na Espanha e no Brasil pode evitar a vitória do candidato fascista Milei nas eleições do próximo dia 19 de novembro na Argentina: o voto feminino.
Tanto o partido extremista de direita VOX na Espanha quanto o movimento bolsonarista no Brasil não conseguiram convencer as mulheres de que armas, violência, ignorância, a eliminação dos direitos sociais, militarismo e uma mentalidade de “salve-se quem puder” são motivos suficientes para conquistar seus votos.
Diferentemente dos homens, que nas eleições no Brasil e na Espanha estavam divididos em relação às piores ideias fascistas, quando não a favor .
Na Argentina, o mesmo fenômeno ocorre, especialmente entre os homens jovens, que podem estar preocupados com um futuro medíocre que os espera. Eles tentam encontrar soluções que não priorizam a autonomia e a perseverança, mas sim o uso da força e uma falta de inteligência, sem mencionar a preguiça.
Esses sentimentos e atitudes devem ser derrotados.
Cada vez mais, as sociedades dependem da presença das mulheres nas tomadas de decisão. Não é coincidência que sejam as mulheres que sustentam as democracias em todo o mundo. Não é por acaso que o fascismo as considera suas maiores adversárias.
Parece que eles estão certos, uma vez que as mulheres também não os querem, e a repulsa mútua está aumentando.
Sorte da democracia. Sorte nossa.
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Todo mês uma tabela com as previsões dos bancos é liberada, chamada de Boletim Focus.
Na verdade nunca é bem uma previsão, mais um chute ou a revelação dos desejos dos bancos para as trajetórias dos diversos itens que formam, somados, o rumo da economia.
A que ilustra o Post saiu hoje, um resumo das principais previsões.
Observe que a previsão de inflação cai, o crescimento do PIB cai ( tem uma seta embaixo do número que compara com a previsão anterior e mostra a tendência), mas taxa de juros não cai.
Câmbio permanece igual.
Evidente que inflação em queda e crescimento do PIB em queda, segundo a previsão, deveriam estimular o Banco Central a diminuir, continuar diminuindo, e melhor seria acelerar a redução dos juros.
Mas não é a lógica econômica que orienta a previsão, como afirmamos.
Na próxima quarta o BC deve continuar o conta-gotas e reduzir mais 0,5% da Selic.
A principal CEO do Santander do Brasil está lá na matriz de Espanha explicando que déficit fiscal zero é besteira, o que vale é o crescimento da economia e consequentemente da arrecadação.
Campos Neto, o bolsonarista no BC, tem R$ 30 milhões aplicados em Selic, num fundo oculto, revelado pela Revista Carta Capital. O salário dele é uns R$ 20 mil líquidos. Quem sabe um dia ele explica como juntar tanto, ganhando relativamente pouco.
Um ano de governo Lula e já somos nós de novo. E queremos e merecemos mais .
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Pesquisa recente da Gallup mostra que o apoio a Biden nos EUA atingiu 37%, o menor índice do mandato.
Enquanto isso o adversário Trump, que não prima por coerência, afirma e reafirma ” ser o único dos presidentes a não iniciar uma guerra. E terminei com duas : Iraque e Siria!”
Nas últimas semanas as notícias truncadas na imprensa não deixavam claras as intenções de Trump com relação a mais essa guerra dos EUA. Sim, dos EUA. Já se somam 5 mil os soldados norte americanos em Israel.
Todo esforço de guerra inclui embaraçar a informação, para não dizer mentir descaradamente. E parte do esforço foi pinçar as contraditórias fala de Trump, tentando camuflar sua posição no atual conflito, mas ele escancarou com a declaração.
Deve ter sido estimulado pelo gráfico abaixo:
Gráfico que mostra a crescente indisposição dos Republicanos em ” envolvimento com problemas externos”, para usar o termo da pesquisa. Mas também mostra o quanto a política comum dos Democratas foi acompanhada por seu eleitor, embora a soma de ambos partidos indique queda no total de apoios a intervenções estrangeiras.
A vitória de Trump anterior foi baseada nisso, o gráfico mostra claramente como captou o desejo de seu partido no geral e nas franjas da oposição, cansados das guerras. Seu governo alucinado não permitiu uma reeleição, que agora fica mais provável com os repetidos e apocalípticos apoios de Biden a guerras e genocídios.
Vendo sua popularidade desabar, Biden faz apelos patéticos a Israel para poupar civis, enquanto veta qualquer iniciativa da ONU de amenizar na prática e com alguma assistência, o drama Palestino.
E vê seu apoio interno afundar, juntamente com Israel no mundo, que arrisca mais uma perseguição a seus cidadãos.
Tudo errado, com consequências trágicas e reforçando a chance da volta de um governo Trump ainda por cima.
Definitivamente, não vale.
Mas tem um senão. Os EUA em plena recuperação econômica faz da indústria bélica, mais uma vez, o carro chefe de seu crescimento. O mundo precisa pensar nisso, a questão da transição para uma economia verde e sustentável, passa por uma tão importante revolução quanto : que o modelo industrial-exportador dos EUA seja substituído por um que promova a paz, abandonando as guerras.
Stress e adjetivos ofensivos por parte da mídia corporativa contra a declaração do presidente Lula, que afirma que não teremos um déficit fiscal zero em 2024, à custa dos investimentos e programas encaminhados.
Durante toda a discussão anterior, desde a ideia da nova âncora fiscal, que substituiu o teto de gastos do governo Temer – que nunca foi cumprido -, sempre alertei para o fato de que zero seria a meta, mas até 0,25% do PIB de déficit estava contemplado no projeto então em discussão. E digo mais, até 0,5% do PIB, que não estaria previsto na nova âncora, estava nos prognósticos.
A gritaria é a mesma de sempre, daqueles que afirmavam que o primeiro governo de Lula seria um fracasso, que suas políticas nunca seriam sustentáveis, que a Petrobras nunca viabilizaria o pré-sal, que a operação Lava Jato investigava corrupção e que a escolha entre Haddad e Bolsonaro era muito difícil.
Atualmente, eles tentam fazer o mesmo com Milei, sem sucesso, porque a loucura é tanta que não dá para esconder. E fazem o mesmo em relação ao genocídio na Palestina, comparando os foguetes caseiros dos palestinos, que mal danificam uma fachada, com mísseis que derrubam prédios inteiros. E esses mísseis são lançados de aviões, quando os palestinos não têm nem asa delta.
Gleisi diz que, na verdade, Lula defende Haddad, antecipando a discussão e colocando-a no devido patamar: “Não há uma agenda do Ministério da Fazenda, uma do Ministério da Saúde”. “[Lula] assumiu a responsabilidade de manter os investimentos necessários para que o país se desenvolva, crie empregos e tenha crescimento”.
A imprensa diz que Haddad foi desautorizado, e ele responde que a meta continua a mesma, sem drama.
O Partido da Imprensa é a oposição ao governo federal no Brasil, que no momento não existe, restando apenas histéricos sem projeto nacional. Nos municípios e estados é outra história; a histeria fascista conquista votos e elege candidatos, mas a nível nacional não.
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Imagine-se em sua casa e, todos os dias, seu presidente ameaça outros países com a guerra, retaliações, repressão, bloqueios e invasões, entre outras coisas. Isso, somado ao fato de já estar apoiando conflitos e guerras envolvendo a Rússia, a maior potência nuclear do mundo, e insistindo em retórica violenta contra o Irã, China, Líbia e Egito. Eu ficaria muito preocupado.
Por outro lado, há um candidato um tanto excêntrico que, recentemente, entrou no cargo prometendo não entrar em guerra com ninguém e cumpriu essa promessa. Foi por isso que ganhou a eleição, embora tenha perdido depois devido à pacificação do país e à sua incompetência notável, além das maluquices.
Agora, voltamos ao cenário anterior, com conflitos generalizados prestes a escalar. Apesar do crescimento da economia, que é principalmente baseada na indústria bélica que eleva os preços das armas a níveis sem precedentes, quem preferiria viver assim, tendo uma opção disponível?
Biden está começando a sentir a pressão. A velha tática do Partido Democrata nos EUA de promover guerras externas enquanto busca reconciliação interna sempre atinge um limite quando o envolvimento direto dos compatriotas e o risco de mortes e mutilações nas guerras chegam a seus quintais. Quem escolheria isso?
Uma certa unidade é obtida no início dos conflitos, o sentimento patriótico é reacendido, e muitos respondem positivamente aos tambores de guerra. No entanto, não são tantos como costumavam ser. E, repito, com uma opção distinta disponível, apesar dos problemas, a perspectiva da guerra pesa demais contra as dores conhecidas das consequências das guerras.
Biden perderá a eleição se não conseguir pacificar os conflitos atuais, pelo menos até sua possível reeleição. Pode ser que sua obstinação seja maior do que podemos vislumbrar e que ele realmente queira destruir tudo, imaginando sobreviver em um mundo parcialmente destruído. Não sei, mas sei que ele não chegará lá se não mudar no curto prazo. Até a justiça, que ameaçava Trump de não concorrer, parece estar diminuindo o ímpeto, pois o perigo de um conflito generalizado é grande demais, e quem pode impedir isso deve fazê-lo.
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Os números da arrecadação não deixam dúvidas de que, no terceiro trimestre do ano, nossa economia estagnou.
Geralmente, no último trimestre, que inicia em outubro, depois novembro e dezembro, temos a expectativa de melhora, mas, por enquanto, ainda não a temos. No ano, estamos bem, com os prognósticos de crescimento do PIB em 3% mantidos, contra as previsões iniciais de 0,7%. No entanto, o efeito dos juros astronômicos bateu forte, aumentando a inadimplência inédita e obrigando o lançamento de programas de renegociação que ainda estão em andamento, com efeitos esperados para os próximos meses.
Os juros mais altos do mundo continuam caindo a conta-gotas. É evidente que isso é positivo, mas estrangulou o setor de serviços, de quem dependemos para uma maior dinâmica da nossa economia, uma vez que é o setor que mais pesa na composição do PIB. E o setor de serviços continua patinando.
A indústria não retomou o fôlego necessário; grandes montadoras estão demitindo, enquanto a frota nacional de carros envelhece rapidamente.
O investimento público na retomada das obras paradas está engatinhando, prefeituras e estados estão digladiando para tentar recompor as perdas de arrecadação passada, adiando para o próximo ano a expectativa de resultados melhores.
A Petrobras está fazendo o que pode, batendo todos os recordes de produção, voltando a investir em cargueiros com conteúdo nacional, projetando a exploração da Margem Equatorial e administrando os preços dos combustíveis com a velha eficácia dos melhores tempos. Além das refinarias a todo vapor, evitando a importação de combustíveis, que era a prática corriqueira antes.
Na imprensa, a única coisa destacada é a queda da inflação, praticamente dentro da margem da meta quase impossível. No entanto, nem uma linha é dedicada à estagnação do setor de serviços, que é exatamente o setor que apresenta as maiores quedas de preços e que mais precisa voltar a crescer. Inflação baixa a custo de economia parada, mata o paciente.
A preocupação evidente do governo no momento é aprovar as últimas medidas no Congresso, visando aumentar a arrecadação para o próximo ano, mantendo os investimentos previstos e permitindo a tão cobrada trajetória sustentável da dívida. Parece que os ânimos nas duas casas estão apaziguados e os objetivos serão todos alcançados. Os percalços, sobretudo da reforma tributária ainda no Senado, que depois precisa retornar para a Câmara para carimbar as mudanças dos senadores, são normais. Lembrando que, no Brasil, ninguém conseguiu fazer uma reforma tributária nas últimas décadas, embora todos tenham tentado.
O ano vai fechar bem melhor do que começou, mas, sem dúvida, as cobranças para o próximo, incluindo uma eleição nos municípios, serão crescentes. Partimos de previsões próximas a 1,5% de crescimento do PIB em 2024, metade do que precisamos para manter os programas ativos e a estabilidade na política.
O quadro não é ruim, nem negativo; as bases estão assentadas e temos condições para iniciar um novo ciclo de crescimento. Enquanto lá fora as coisas não vão bem, embora os atuais conflitos caminhem para uma solução nas próximas semanas. Tanto Israel quanto a Rússia vão colher resultados, e Biden está perdendo apoio em casa em um momento decisivo para ele, com as eleições se aproximando. Para ele, as guerras não são mais uma boa ideia, e Trump, com sua promessa de acabar com todas em um dia, pesa na decisão do eleitor cansado de tanto conflito.
Dependemos um tanto de nós e um tanto do clima lá fora. Ambos estão meio incertos, mas, fazendo a nossa parte, que não será pouca, podemos colher os resultados pretendidos.
Vida que segue.
( Atualização: Setembro reagindo! Ótima notícia!
Superávit primário do Gov. Central R$ 11,5 bi; est. R$ 11,0 bi- Bloomberg 27/10 Resultado se compara a déficit de -R$ 26,4 bi em ago. Receita total sobe p/ R$ 201,3 bi em set. x R$ 170,6 bi em ago.)
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Tentaram, esfolaram, lançaram a Lava Jato e seus juízes e promotores traidores e vendilhões.
Perderam.
A Petrobrás segue fomentando o progresso do Brasil, nunca valeu tanto quanto vale hoje. Promove a transição energética do futuro e sustenta a balança de trocas internacionais. Só a importação de combustíveis caiu 25% com o retorno da plena operação das refinarias.
75 anos e seguindo.
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A cada quatro anos, quando ocorre uma eleição geral no Brasil, salvo golpes, elegemos não apenas o Presidente e os governadores, mas também os deputados e senadores, de acordo com o que a Constituição nos obriga. Estes representantes possuem autonomia, independência e iniciativa própria, e suas atribuições são igualmente definidas na Constituição, que é a lei máxima de um país democrático como o nosso pretende ser.
É evidente que quando elegemos livremente uma grande quantidade de bancadas opositoras, conservadoras, retrogradas ou simplesmente desonestas, o governo eleito, seja qual for, terá que lidar com elas. Os eleitos muitas vezes buscam ocupar todos os cargos possíveis, disponíveis ou não. Alvos em cargos importantes, sem um apoio político sólido, são especialmente visados. Parece que ainda miram em mulheres, o que complica a situação, mas, no fundo, é a mesma turma fazendo as mesmas coisas. E, vale ressaltar, são eleitos para isso.
A cada eleição, alertamos, suplicamos e tentamos conscientizar, mas seguimos adiante. Sem maioria, é necessário negociar, fazer acordos e compartilhar o poder.
E, claro, não sem a cachaça, porque, como nos alerta Chico Buarque, sem ela, ninguém segura esse rojão.
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Vale observar a variação na pesagem de influência entre a Câmara e o Senado, no que diz respeito aos interesses do governo.
No início do mandato, Arthur Lira, presidente da Câmara, fazia declarações arrogantes e manifestava o desejo de implementar uma espécie de Parlamentarismo Híbrido, dividindo o poder com o Executivo. Quem manteve uma postura firme foram os líderes do Senado, com Rodrigo Pacheco recusando repetidamente as pautas consideradas golpistas.
No entanto, a recente aproximação entre a Câmara e o governo, seguida pela nomeação de indicado do líder do Centrão para a chefia da CEF, parece estar mudando esse panorama. Enquanto as pautas de interesse do governo foram destravadas na Câmara, o Senado, sob Pacheco, atua, ainda que não explicitamente contra, digamos com menos disposição em comparação ao início do ano.
Há sabedoria nesse equilíbrio, e alguém parece estar pesando constantemente os interesses e o melhor caminho para manter o protagonismo do Executivo e a iniciativa política, aprovando projetos, ora na Câmara, ora no Senado, de acordo com a maior necessidade.
Eu sei quem é que faz isso. E você?
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Somando o massacre no estado norte-americano do Maine, iniciado ontem à noite, chegamos a um total de 504 ataques contra pessoas sem motivo aparente em 2023, que ainda não chegou ao fim. Houve 22 vítimas fatais e 60 a 80 feridos até o momento neste último ataque.
Vamos relembrar a cena de luto e as promessas que, infelizmente, muitas vezes parecem vazias. Muitas pessoas estão indiferentes e aguardam o próximo episódio de violência insensata.
Infelizmente, os Estados Unidos continuam a sofrer com uma frequência exasperante desse tipo de tragédia. O número desconhecido e incontável de armas de ataque no território é uma preocupação impossível de controlar. Armas de ataque! Não são armas defensivas.
Não podemos esperar que as coisas mudem se nada for feito.
Por aqui no Brasil nos livramos da Besta, mas quatro anos de armas de ataque liberadas e estaríamos lamentando um quadro cada vez mais semelhante ao EUA. Mas falta uma campanha de desarmamento para retirar das ruas as armas distribuídas pelo genocida.
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