O martelo foi batido, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) está concluída para a votação, e o déficit primário proposto é zero.
Haddad venceu a queda de braço interna. Dentro do PT, havia a preocupação de que uma meta tão restrita poderia obrigar o governo a cortar investimentos em 2024. Por vários motivos, isso não é conveniente, pois nossa economia ainda patina e a arrecadação dá sinais de queda.
Nesse contexto, como Haddad convenceu seus pares, incluindo Lula, de que a meta de déficit zero é factível?
Na verdade, não os convenceu. Acredito que Haddad tenha mostrado a todos que, como estão todos envolvidos em negociações duríssimas no Congresso, inclusive com a votação da Reforma Fiscal na Câmara, além de vários projetos para fechar as brechas de perda de arrecadação, e o ano está chegando ao fim. O que Haddad destacou foi que se o governo abrir mão de enfrentar o desafio de arrecadar, praticamente obrigando o Congresso a trabalhar a toque de caixa e engolindo uma série de decisões que desagradariam aqueles acostumados a fugir de impostos, uma sinalização nesse momento de que não cumprirá a meta combinada seria o fim das esperanças de aprovar qualquer outra coisa neste ano.
Esse argumento convenceu pelo bom senso e pela realidade. Será que o Congresso fará a sua parte e aprovará as medidas para aumentar a arrecadação?
Parece que sim. A questão da meta é sensível no argumento geral dos acordos que envolvem a política e o mercado. A sua manutenção é um recado eficaz.
Qualquer revisão, se houver, ficará para o início do segundo trimestre de 2024, quando a evolução, ou não, da arrecadação e das despesas deixará um quadro mais definido para uma análise apurada.
Lembrando sempre que toda discussão é sobre o déficit primário, aquele que exclui o pagamento dos juros da dívida pública. O outro déficit, total, que inclui o pagamento dos juros, continua nas calendas, nas alturas, nos píncaros, mas ninguém liga. Isso é para os ricos e investidores, e aí não há discussão.
Embora não pareça, tenho a impressão de que o conflito entre Israel e o Hamas está se encaminhando para o fim. A estratégia alucinada de Israel mina a popularidade de seus aliados, especialmente Biden, que enfrentará eleições e perde popularidade a cada atrocidade compartilhada. E são inúmeras.
Enquanto isso, na Ucrânia, um conflito que parecia destinado ao total abandono, há notícias de um discreto avanço das tropas ucranianas – improváveis, mas que servem como propaganda e incentivo – começam a aparecer, sugerindo que uma mudança de cenário está em curso.
Assim funciona a imprensa mundial, pulando de um barco para o outro conforme os interesses dos patrocinadores.
Zelensky, que parecia derrotado e próximo do enterro, ressurge conquistando territórios em sua guerra aparentemente perdida. É preciso notar as evidências quando elas surgem, e parece ser exatamente o que está acontecendo.
França, EUA e Canadá, embora ainda na fase da retórica, começam a buscar distância das atrocidades em Gaza. Mesmo a posição de Netanyahu, apesar de toda arrogância, não é tão sólida internamente em Israel, e sua liderança pode mudar rapidamente.
Não temos nenhum sinal evidente disso ainda, mas em situações extremas como a atual, as mudanças são bruscas, sempre precedidas de sinais para que os interessados possam se preparar com antecedência.
Na hipótese de isso se confirmar, Zelensky e sua guerra voltam ao palco, e o conflito contra a impopular e temida Rússia retoma o centro das atenções.
Vamos aguardar para ver se isso se confirma.
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O economista francês Thomas Piketty voltou à cena na semana passada, lançando uma advertência ou apelo aos países desenvolvidos para que levem os BRICS a sério.
Cerca de 2014, com seu livro “O Capital no Século XXI”, ele se tornou conhecido por teses intrigantes. Piketty apontou que nos países desenvolvidos, o acúmulo de dinheiro e recursos superava as taxas de crescimento. Para amenizar a concentração de renda global, propôs uma taxa sobre a movimentação de capital global. Embora nunca tenha sido implementada, a ideia é válida.
Passados alguns anos desde o impacto do livro e de suas teses, que contêm estatísticas e informações econômicas importantes, algumas negligenciadas, e agora, com essa advertência, me pego refletindo sobre a natureza das propostas do economista. Não exatamente pensando se suas iniciativas vingarão, mas na natureza de suas preocupações.
Piketty, apesar de seu verniz progressista, parece mais preocupado em alertar o mundo desenvolvido do que em enfrentar os reais problemas do desequilíbrio econômico mundial.
Enquanto as guerras coloniais de aniquilação e tomada de território à força são televisionadas em tempo real, o complexo industrial de guerra impulsiona as economias moribundas dos países desenvolvidos. Que tipo de taxa resolveria um desequilíbrio nuclear, por exemplo?
No fundo, intencionalmente ou não, a proposta de taxar o fluxo mundial financeiro, em valores mínimos, serviria como uma esmola para manter os desequilíbrios intactos. É interessante notar que seu alerta se dirige também às novas gerações, como um aviso de que as heranças, que eram o grande sustentáculo das riquezas, estão começando a perder força, o que de fato tem acontecido no mundo desenvolvido.
Quanto ao alerta atual de que os BRICS precisam ser levados a sério, Piketty parece repetir seu estilo, advertindo aos ricos que uma nova força econômica surge e os ameaça.
Sugere ele que alguma coisa precisa ser feita para impedir?
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“Nós conseguimos, na minha opinião, um resultado bastante expressivo, foram colocados US$ 2 bilhões de dólares em títulos sustentáveis, a primeira vez que o Brasil emite esse tipo de título”, informou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a jornalistas.
A princípio, a emissão de títulos brasileiros em dólar causa calafrios. Os juros anuais na casa de 6,5% ao ano, para os investidores, também não são muito simpáticos.
No entanto, em retrospecto, essas taxas representam os juros mais baixos dos últimos 10 anos. A captação foi considerada no mesmo nível dos países desenvolvidos, e o direcionamento dos recursos para o meio ambiente e práticas sociais sustentáveis é inédito.
Aos poucos, a disposição do atual governo em relação à preservação e sustentabilidade vai saindo do discurso e tomando rumos práticos. Talvez ainda não na velocidade desejada, como evidenciado pelas queimadas no cerrado e em Manaus coberta de fuligem. Ainda há muito a ser feito.
Quanto aos dólares captados, afastando a minha má vontade inicial, é fundamental captar recursos para a transição energética, algo que o Brasil pode liderar por conta própria, promovendo também ações compensatórias globais. Em um mundo que bate recordes de produção de petróleo e que continuará a demandar mais nas próximas décadas, nossa posição de preservar as florestas existentes e implementar políticas de compensação pode nos levar a um patamar de financiamento externo inédito.
O mundo simplesmente não pode esperar mais. Nem nós.
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Brasileiros repatriados do inferno de Gaza devem chegar hoje ao país. Um outro grupo de 50 pessoas está sendo organizado no Itamaraty para sair de Gaza, mas é heterogêneo e ainda não tem detalhes sobre quem seriam.
O debate na Argentina foi intenso do início ao fim, com o maluco Milei perdido como sempre. A audiência foi comparável a um jogo da Argentina na Copa do Mundo, mas será que se traduzirá em votos? No próximo domingo, com o resultado da eleição, vamos descobrir. As ofensas ao Brasil e a Lula provocaram uma reação do candidato governista, que desmentia as falas do adversário em tempo real, no X.
A semana de feriado provocou o esvaziamento do Congresso. Na próxima semana, a pauta da reforma volta, e deveremos ter alguma aprovação final, mesmo que seja fatiada. Estamos na discussão do déficit no orçamento para o próximo ano; Haddad insiste no zero, enquanto o PT chega a até 1% do PIB para garantir os investimentos. Vamos ver quem leva.
Em Portugal, o primeiro-ministro demissionário teve seu nome incluído na investigação por um erro de transcrição. Bem, ele não precipitou em seu pedido de demissão? Agora, um erro judicial banal, provocou uma crise desnecessária e perigosa.
Nos EUA, Trump começa a ganhar distância na disputa pela Casa Branco no ano que vem. E, agora, Biden tem um adversário de sobrenome Kennedy, subindo pelos calcanhares. Sei não.
Boa semana a todos.
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O Diretor do Banco Central, Gabriel Galípolo, esteve em Vitória, onde moro, para uma palestra em um evento do Instituto Líderes do Amanhã.
Antes de Galípolo, assistimos a uma excelente apresentação do governador Casagrande, onde ele destacou seu trabalho bem-sucedido no estado do Espírito Santo e enfatizou seu constante apelo ao diálogo e união na política, combatendo os extremistas.
Até aqui, tudo bem, mas gostaria de falar sobre Galípolo.
Pessoalmente, ele me pareceu mais jovem do que realmente é, com seus 40 anos, e possui um currículo acadêmico respeitável. Demonstrou conhecimento em sua fala, simpatia, erudição e sinceridade. Não buscou justificar posições ou cenários no atual trabalho no Banco Central; ao contrário, deixou claro que uma certa perplexidade acompanha as atuais decisões dos gestores dos Bancos Centrais em todo o mundo.
O atual momento econômico mundial, pós-pandemia, desarranjo de cadeias de produção e agora guerras, sobretudo a política monetária agressiva dos EUA, desalinharam as referências centrais das políticas monetárias no mundo. Câmbio, inflação e taxa de emprego, que seriam as principais variáveis de referência, estão se comportando de maneira distinta dos manuais anteriores, e as expectativas futuras estão sem referência por causa disso.
Já discutimos bastante aqui no Blog sobre as decisões dos bancos centrais, o nosso aqui, que acompanho de perto, tem sido alvo de inúmeras críticas por manter, sem motivo aparente, as maiores taxas de juros do mundo.
Galípolo confirma minhas análises, modestamente, e diz que a previsão de duas novas quedas futuras de 0,5% nas duas próximas reuniões foi um risco que resolveram correr.
Risco, porque não têm nenhuma ideia do que vai acontecer no futuro, como se soubessem em algum momento.
Ora, estava evidente, desde sempre, que nosso Banco Central navega segundo a vontade política do momento. Antes, quando Guedes imaginou um cenário de juros baixos para forçar um dólar alto, e isso ele dizia abertamente, para que uma avalanche de investimentos externos inundasse o Brasil – o que nunca aconteceu no desgoverno que ele servia – o BC de Campos Neto baixou as taxas para pisos inéditos, provocando exatamente os resultados no câmbio desejados.
Quando a inflação ameaçou explodir os planos de reeleição do grupo mafioso que serviam, desesperadamente levaram as taxas de juros para a lua, sem nenhuma explicação para isso, além do desejo imediato de tentar reeleger seu grupo político.
Em tudo fracassaram. Após a vitória de Lula, Campos Neto insistia nas taxas estratosféricas, também sem razão técnica, sempre política. Agora, como intenção inversa, de ferir e atrapalhar o crescimento do PIB no governo que ele faz oposição. E, segundo palavras ouvidas ontem, a inflação surpreendeu e caiu muito acima das expectativas, e o dólar se comporta bem e, o maior susto, o nível de emprego e renda continuam bons e crescentes.
O que nunca foi sequer imaginado por nenhum deles no Banco Central, que agora colhem os louros de um monte de decisões aleatórias que foram tomadas.
Pois bem, o resultado de toda essa conversa é que, sem aquela briga toda no início do ano, quando Haddad, Gleisi e também o presidente Lula gritavam para que as taxas caíssem, e o BC, enquanto podia, não quis ouvir, só cedendo após as mudanças nas duas diretorias já sob indicação de Lula, o atual momento de economia ainda andando de lado estaria em situação ainda pior e, no próximo ano, aí sim, quando todas as análises convergem para um novo crescimento de 2,5% do PIB e retomada de consumo por conta de taxas de juros menores, jamais estaria acontecendo.
Quanto a Galípolo, de quem imagino como o próximo presidente do BC a ser indicado no próximo ano, substituindo o atual bolsonarista Campos Neto, confesso que fiquei com boa impressão dele, mas percebi um quadro ainda em formação, amadurecendo suas ideias e que, na minha opinião, ainda não está pronto para assumir o BC no próximo ano. Mais à frente, sim, tem toda a condição pessoal e conhecimento para qualquer função pública, mas, como disse, ainda falta amadurecer na compreensão de que o que ele representa está muito acima de algumas decisões falsamente técnicas, que deveriam tornam reais a vontade política de crescimento econômico e diminuição das desigualdades, que uma taxa de juros elevada, sem motivo nenhum, não promove quando concentra renda e empobrece o país. Falta a ele, aparentemente, uma necessária clareza de seu papel, porque se não for assim, onde estaria a diferença de uma administração do PT e uma outra qualquer?
Nesse mesmo evento, na parte da manhã, o ex-ministro bolsonarista Paulo Guedes também fez previsões otimistas para a economia brasileira nos próximos anos.
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A foto que ilustra o post ainda não é dos brasileiros saindo da zona infernal de Gaza, mas sim anterior, de brasileiros que estavam em Israel e foram trazidos por aviões da FAB, na impossibilidade de voos comerciais na região.
Aqueles que estão em Gaza aguardam no portão da fronteira com o Egito a liberação final para a travessia, que deve acontecer nas próximas horas.
A demora é um fato a ser esclarecido no futuro; o momento é de alívio e de reflexão, olhando para o futuro e o passado.
Enquanto a administração fracassada e derrotada tenta aproveitar a proximidade com o atual regime fascista de Israel, insinuando influência na repatriação dos prisioneiros brasileiros de Gaza, a verdade é que nunca cuidaram de nada e nem de ninguém – exceto de si mesmos – quando tinham os meios e o poder, além da obrigação, de fazê-lo.
O avião presidencial aguarda há semanas a oportunidade de cumprir a missão de resgate, que finalmente acontece agora.
Dessa forma, concluímos com sucesso o resgate dos brasileiros apanhados no pior lugar do mundo nos dias que correm.
E que ainda não teve um fim, muito longe disso, porque após bombas e invasões, temos tudo para imaginar um território ainda mais invadido e um povo ainda mais oprimido, apenas porque alguém resolveu invadir a terra deles. A causa Palestina pouco ou nada comovia o mundo, oprimidos pela cabeça de ponte ocidental no mundo muçulmano, dono dos petróleos. Pouco ou nada vai mudar daqui para frente quanto a isso.
O mais provável é o esquecimento, tão logo cessem as bombas.
Vou encerrar o post por aqui. Comecei a imaginar os cenários futuros na região e o destino dos palestinos e resolvi parar para não tornar meu texto um vale de desespero. Tentei comemorar o retorno dos nossos compatriotas e, de certa maneira, fica impossível imaginar alegria diante do que estamos assistindo. Mas fica o registro do sucesso da missão do governo atual e alívio para as famílias.
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Seriam necessários 49 votos, e a Reforma Tributária, a primeira etapa dela, foi aprovada no Senado com algumas modificações da que veio da Câmara, por isso volta e algumas novas rodadas de negociação são esperadas.
Mas não muda a essência da boa notícia, desde a redemocratização inúmeras tentativas de simplificação e melhora qualitativa e distributiva da tributação são tentadas, sem sucesso. Até ontem.
A espinha dorsal da Reforma Tributária, IVA Dual, não cumulatividade, desoneração de investimento, desoneração de exportação, cesta básica desonerada e alimentos mais baratos, passou.
A expectativa de plena aprovação na Câmara, talvez com algum pedaço fatiado ali e aqui, e promulgação até o fim do ano, permanecem.
Num certo sentido e no tipo de mundo de imagens e sinais em que vivemos, é possível dizer que parte importante da batalha foi vencida. Daqui para frente é trabalho burocrático de anos, estudos e mais estudos para calibrar as alíquotas e ajustes periódicos para aprimorar. Tudo previsto no prazo longuíssimo de anos e anos para a plena implementação das novas regras de tributação.
O resultado foi relativamente apertado, a semana foi excepcionalmente tumultuada pelo ex-presidente, seus apoiadores no Senado, reuniões com embaixador de Israel, ataques quanto aos limites fiscais na LDO em discussão. Me parece que agora, com a aprovação, a agenda fica mais leve, embora um importante ralo de dinheiro precise ser fechado com a aprovação de uma lei sobre incentivos fiscais de ICMS, ainda por ser apreciado a toque de caixa na Câmara para valer no início do próximo ano. Estimam em arrecadar R$ 35 bilhões com essa nova medida, importante reforço para o caixa do próximo ano.
Continua o debate do déficit fiscal para o próximo ano, se zero ou 0,5% do PIB. De certa maneira, o governo entrou na questão de limites, enquanto falava mais de aumento de arrecadação. A oposição e a imprensa conseguiram reintroduzir a questão do déficit como prioridade, e o governo, num certo sentido, capitulou, com alguns ministros falando coisas distintas. Até o presidente Lula entrou na discussão, se bem à sua maneira, relativizando o déficit e destacando a necessidade de manter o investimento previsto para o próximo ano.
A segunda etapa da reforma tributária, que tratará da renda, continua sem data, mas acredito que virá.
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O serviço secreto de Israel, incapaz de antecipar ataques terroristas a poucos metros de suas fronteiras, apontou a presença de terroristas perigosos no Brasil, prontos para iniciarem escalada de ataques a judeus residentes no nosso país.
Dois descendentes de libaneses estão presos, mas, segundo a nota oficial da Polícia Federal, foram acusados de aliciamento e nada de ataques, e o Hezbollah não foi citado.
O governo israelense divulga nota distinta, e foi a escolhida para a nossa imprensa espalhar, aí sim, falando em ataques a judeus no Brasil e Hezbollah.
Não bastasse a insinuação ainda por se provar, o embaixador de Israel no Brasil acompanhou o ex-presidente ao congresso para reunião com a bancada de oposição ao governo, onde disse que o Hezbollah vem aqui no nosso país porque encontra quem o ajude.
Enquanto isso, nossos conterrâneos continuam presos na ratoeira de Gaza, esperando liberação para saírem. O mesmo embaixador afirma que a lista de pessoas liberadas é decidida pelo Hamas, o que implicaria na libertação de alemães, ingleses, franceses e norte-americanos, todos países que apoiam Israel no conflito, antes dos brasileiros, que apoiam a paz e o cessar-fogo humanitário. Tanta mentira que faz do emissário israelense uma companhia adequada para bolsonaristas, jamais para o Brasil de agora.
As notícias que hoje ou até amanhã, na sexta, os brasileiros sairão de Gaza, mas agências internacionais dão conta de que a saída foi novamente fechada. Fechada para todos, vamos ver até quando porque nada lá é previsível.
O resgate dos brasileiros virou uma disputa política, com a impressão de que Israel procura retaliar a posição brasileira pela paz, impedindo a saída. Não seria inacreditável, dado o nível das atrocidades cometidas na guerra e o padrão da diplomacia praticada pelo atual embaixador israelita, claramente um fascista, alinhado ao bolsonarismo mais rasteiro.
Resolvida a questão da repatriação, voltaremos ao nosso nível de relacionamento com Israel, quase nada, até difícil de considerar romper, dada a nulidade. E seria improdutivo.
Claro que isso depende de uma solução dos nossos que ainda estão presos em Gaza. Qualquer dano à integridade deles tornaria a nossa posição de indiferença insuportável e medidas drásticas serão tomadas.
Quanto aos terroristas do Hezbollah presos para investigação, o mais provável é que estivessem fazendo algum tipo de recrutamento no Brasil, como acontece mundo afora com essas agências de espionagem. Isso, no máximo; o mais provável é que seja uma dupla de bodes expiatórios para embolar o noticiário e criar fatos de distração. A nossa mídia adora e embarca em todas, geralmente sem outra finalidade e consequências, além de embromar.
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