
Não tem
forno apagou
farinha sem
água também
gente não
bocas e lamentos
se na casa do pão
nasceu luz
ninguém viu.

Não tem
forno apagou
farinha sem
água também
gente não
bocas e lamentos
se na casa do pão
nasceu luz
ninguém viu.

Tem sido uma boa experiência compartilhar ideias e notícias, e algumas arriscadas previsões, por aqui com vocês.
Paramos no feriado de Natal e retornamos em seguida, porque esse mundo mesmo não para.
Muito agradeço a companhia e o apoio, seguimos por mais.

As imagens da madrugada de ontem na Argentina, e a expectativa de muitas mais nos próximos dias, nos deixam uma sensação de tristeza e alívio.
Tristeza pelos hermanos, alívio por nós.
Por muito pouco não embarcávamos novamente na canoa furada do fascista, e seria ainda pior, com o grupo dos tresloucados reeleitos.
Lá na Argentina, o maluco abriu todas as frentes de batalha simultaneamente, promete que ainda vem mais, e já enfrenta, com 10 dias de governo, a resistência nas ruas e crescendo.
Seu revogaço de leis e decretos jogou a Argentina na Idade Média, na época do nascimento dos estados modernos. Desregulamentação radical, salve-se quem puder, lei do mais forte, ou simplesmente a abolição do estado regulador.
Que nunca foi é uma maravilha, mas sim parte do processo civilizatório da humanidade, em constante evolução e aprimoramento. Milei pretende abolir a evolução e o estado moderno por decreto, nem precisa dizer o tamanho da encrenca para os vizinhos.
O que vai acontecer?
É provável uma rodada de negociação no Congresso, mas não sabemos a quantas andam os acordos de apoios por lá. Vamos descobrir agora.
Num certo sentido, alguma coisa menos radical foi tentada no governo Macri, fracassando miseravelmente.
As loucuras de Milei me lembraram Collor, a maluquice anunciada me lembrou a Zélia e seu plano de vento.
Vai acabar tudo numa enorme confusão, que parece ter iniciado precocemente.
Ao menos isso os argentinos não perderam, a indignação.
Lamentável é o fato de eleger um cretino e um programa de louco, e quando o louco começa a implementar aquilo que prometeu, aí ninguém mais quer assumir a loucura.
Que seja, antes tarde do que nunca. Futuro aquele rol de asneiras anunciadas não tem, revogar as leis não é solução para nada, modificá-las, atualizá-las, adequá-las, revogar aqui e ali, tudo bem.
Vai acabar rapidamente o teste anarco liberal da Argentina.
O que fica explícito, mais uma vez, é que a prioridade da casta nunca é o progresso, o crescimento econômico do país. Exatamente como no Brasil. Eles fazem ajustes para garantir o pagamento de seus investimentos, desonerar o estado para sobrar dinheiro para negócios privados, acumular a renda nas classes dominantes e sem fazer concessão para os pobres e necessitados. Assim conduzem seus ideais: a liberdade avança para eles, para o povo o que avança é a polícia repressora.

Depois de uma jornada intensa, chegamos a uma pausa propícia para algumas avaliações.
Iniciamos o ano com grandes expectativas, enfrentando uma confusão intensa por parte do grupo derrotado nas eleições e ameaças que, hoje, parecem distantes, mas que foram proferidas nos tetos dos prédios públicos invadidos e depredados.
A primeira e talvez mais perigosa armadilha foi oferecida logo de cara e de bandeja: declarar uma Garantia da Lei e da Ordem (GLO), para que os militares assumissem o comando na repressão aos supostos terroristas.
O cenário mais provável teria sido vê-los abraçados aos terroristas nessa missão até os dias atuais.
A oferta não foi aceita, e só os bobocas estão enfrentando questões judiciais, mas no fim do ano parecem se estendem aos financiadores da manifestação dos simpatizantes do fascismo.
Alguns militares foram para a reserva, um Cid está detido e fala, e não fala, mas, em geral, os militares permanecem na toca, e ainda não houve uma investigação aprofundada sobre eles.
O Senado que emergiu das eleições estava se preparando para cassar membros do STF, enquanto os deputados na Câmara planejavam gastar uma quantia considerável de dinheiro em emendas secretas, além de assumir um tipo de parlamentarismo de orçamento. Cerca de 50% do investimento total anual do governo do Coiso era destinado a essa rubrica secreta, sem destino claro. Sem eira nem beira.
Adaptar essa turma a um regime republicano presidencial saudável tem sido um desafio. A turma dos fascistas, assim como os militares, permanece na retaguarda, sem abrir mão de suas convicções. A solução com eles é mais complicada, talvez até impossível de alcançar. Se conseguirmos manter esse grupo entre 20% e 25% do eleitorado, eles continuarão sendo uma dor de cabeça, mas perderão eleições, e assim seguimos.
2024 ainda não é o ano para alçar voos; as asas quebradas foram reparadas em 2023, mas o verdadeiro voo só ocorrerá em 2025. Como mencionado anteriormente, o próximo ano requer paciência e diálogo.
Mesmo assim, é preciso ter cuidado para não seguir o caminho de Ícaro.
Em todo o caso, venceu a Terra redonda sobre a plana. Parece pouco, mas foi muito.

Nos parágrafos seguintes, frases escolhidas no X, para mostrar onde estamos e para onde vamos.
Com dados até outubro, revertemos a tendência de queda nas coberturas vacinais, que já durava sete anos. Em dez meses, superamos todo o ano de 2022. Houve alta em 8 vacinas infantis.
CELULAR SEGURO A partir de quarta-feira (20) estará disponível para download o aplicativo Celular Seguro, que pretende inutilizar os aparelhos em caso de furto/roubo.
Brasil ultrapassa o Canadá e se torna a 9ª maior economia do mundo em 2023, de acordo com FMI.
RANDE VITÓRIA DA EDUCAÇÃO! Acabo de receber a notícia do líder @guimaraes13PT, que pela força e mobilização dos estudantes, professores, parlamentares, conseguimos adiar a votação da reforma do ensino médio para março, após a Conferência Nacional da Educação!
#Brasil encerra ano sem #dívidas com dezenas de organismos internacionais pela 1ª vez em 20 anos.
Empresas brasileiras distribuem R$ 224,2 bi em proventos em 2023.
O ES desistiu de aumentar a alíquota do ICMS, de 17% para 19,5%. Vai continuar em 17%. O anúncio foi feito pelo governador
@Casagrande_ES. É que foi retirada da reforma tributária a referência ao período de 2024 a 2028 como base para a distribuição de parte do IBS no futuro
@LulaOficial pula de 12a economia mundial para 9a e volta ao top 10. Fecha 2023 com um PIB estimado em US$ 2,13 tri. Já ocupamos a 7ª posição do ranking entre 2010 e 2014. Em 2020, saímos do top 10. E olha que começamos 2023 na 12ª posição.
O CNPE aprovou hoje um novo cronograma da mistura do biodiesel ao diesel: o B14 (14%) será antecipado para março/2024 e, o B15 (15%), para 2025.
Tesouro planeja pagar quase R$ 95 bi em precatórios na sexta-feira, após edição de MP.
Primeiro indulto de Natal do atual governo Lula exclui condenados pelo 8 de janeiro, por violência contra a mulher e chefes de facções.
O BRASIL VOLTOU: Concurso INSS: 1.800 candidatos serão convocados, anuncia Lupi.
Eu acho que a gente tá terminando o ano de forma excepcional. Não poderia existir nenhum cientista político que pudesse imaginar que a gente fosse chegar no final do ano na situação promissora em que nós chegamos. É uma situação bonita, o povo mais alegre.@LulaOficial
Bolsa de Valores de SP (B3) opera próximo aos 132 mil pontos, em nova alta histórica. Dólar cai, cotado a R$ 4,86. Expectativa de pouso suave na economia dos EUA e ata do Copom, que avalia progressos desinflacionário, impulsionam o mercado.
Lula diz ficou ‘irritado’ com projeção da #OCDE para #economia do #Brasil: ‘Vou provar que erraram’
BRASIL E como foi o primeiro ano do novo governo Lula? Para Jaques Wagner, o saldo é positivo e com grandes perspectivas para 2024.
demilson, o carteiro da minha rua, e sua bike elétrica novinha em folha. e pensar que queriam privatizar essa empresa.@correiosBR
Lula diz que economia brasileira vai surpreender para cima também em 2024.
BC segue cortando juros em 0,50% por reunião.
Lula diz que sua “sorte” é fruto de muito trabalho.
“Mesmo na resistência democrática que esse tribunal conduziu, nenhum tribunal é capaz de impedir o avanço autoritário sozinho”, diz ministro Luís Roberto Barroso ao tecer agradecimentos na última sessão do ano no STF.
Governo Lula ACABA de anunciar cotas nas aéreas para REDUZIR DE VEZ os preços das passagens em TODO o país.
Enquanto isso, no Brasil, em 2023:
– 9ª economia do mundo (era a 11ª em 2022)
– Menor desemprego desde 2015: 7,6%
– Menor inflação desde 2018: 4,04%
– Menor inflação de alimentos desde 2017: deflação de -1%
– Reservas internacionais cresceram 25 bilhões de dólares (122 bilhões de reais)
– Recorde de exportações na história, com abertura de 72 novos mercados: 310 bilhões de dólares (1,5 trilhão de reais)
“S&P eleva rating do Brasil de BB- para BB, com perspectiva estável” chegou o presente de Natal do Haddad.
Lula diz: ‘Se é verdade que eu tenho sorte, o povo deveria me eleger para sempre’.

A posse do novo Procurador-Geral da República (PGR) no Ministério Público Federal foi marcada pelo discurso emocionado de Lula, aparentemente por retornar como presidente eleito ao “covil de conspiradores” que o prenderam.
Seu discurso consistiu em uma crítica histórica aos PGRs anteriores, que, segundo ele, julgavam e condenavam com base em manchetes de jornais e TVs, manipulados por ondas de perseguição política de agentes públicos e mídia, agora denominados “midiafare”.
Lula denunciou uma seleção de mentiras, falácias e sinecuras, permeadas por preconceito e ódio de classe, a serviço dos piores interesses, que dominaram o Brasil até a chegada do “Messias do inferno”. E a mídia que recuou por conta do tal “Messias”, recuou do recuo e as criminosas práticas anteriores estão ressurgindo.
Apesar disso, Lula concentrou seu discurso na PGR, destacando o critério de sua escolha e objetivos: cumprir a lei sem se curvar ao presidente, à mídia ou a qualquer coisa.
Ele mencionou as práticas dos antecessores para evitar sua repetição, enfatizando o alto custo para a sociedade de ter uma PGR envolvida na luta política de classe. No entanto, os demais vícios da justiça brasileira não puderam ser abordados dentro dos limites do discurso presidencial, como a ação notória contra o povo pobre e a leniência com os ricos.
Quanto ao PIG (Partido da Imprensa Golpista), citado como autor da pressão que levou os antigos PGRs ao desastre, não há esperança de redenção. O MP em si também não pode ser salvo sem mudanças importantes e abrangentes.
Resta o Procurador Geral em si, um conservador com fama de honesto e, talvez, adaptável às exigências atuais. Seu histórico anterior não inspira confiança, mas destaca-se por ser mais discreto que a média dos demais candidatos. O que pode ter sido determinante para a sua escolha e Gonet não esqueceu de tratar do tema na sua fala, na direção conveniente.
O acerto da escolha, no entanto, só será conhecido com o tempo.

Ontem, segunda vez no ano, o povo chileno escreveu e recusou uma nova constituição, para substituir a atual escrita durante a ditadura Pinochet.
Uma primeira tentativa foi feita pelo atual presidente e seu grupo, uma espécie de PSol no poder, e a nova carta pretendida foi rechaçada de pronto no plebiscito anterior.
Antes de escreveram a atual tentativa, eleições legislativas mudaram a maioria legislativa no país, e os conservadores resolveram tentar a sorte e propuseram uma carta pior que a do Pinochet, por incrível que pareça.
E que foi derrotada ontem em um novo plebiscito.
E a velha carta constitucional continua a valer.
A popularidade de Boric não recomendaria uma nova tentativa, o que foi prontamente entendido por ele e anunciou a desistência até o fim de seu período. Que sugeriu até, o que hoje é improvável, inclusive se for reeleito.
O título do texto é uma referência a uma piada que corria na época da ditadura Pinochet, quando o ditador recorria a plebiscitos para renovar seus mandatos. Eleição, nem pensar. Em todo o caso, ele foi derrotado e acabou saindo e os civis retornaram. Deixou de herança uma constituição que eles não conseguem substituir, o que fala muito da dificuldade de uma nova ideia conquistar maioria nesse mundo, cada vez mais atomizado.

Enquanto celebramos nossos sucessos, sendo a escolha certa para a presidência o principal deles, observamos nossos vizinhos argentinos afundarem espetacularmente.
Até agora, nenhum plano foi apresentado, e a motosserra que pretendia operar eficazmente, atingindo a casta apodrecida, mais uma vez, sem nenhuma novidade ou surpresa, se dirige para os de sempre: trabalhadores, funcionários públicos e aposentados.
Agora é hora de marcar posição, e o contraste é evidente. Enquanto nosso governo trabalha para incluir, os bons resultados estão começando a aparecer. Os hermanos fazem o oposto, e colherão resultados opostos.
Não há sorte, não há surpresa, não há desculpa.
São escolhas. Quem transfere o custo do resgate econômico para as classes baixas e médias, concentra renda e empobrece o país, depois precisa sair correndo porque o povo furioso vai reagir.
Quem distribui riqueza e compartilha decisões, promove o bem comum e encerra seu período consagrado.
E por que todos não fazem isso?
Porque é uma visão da sociedade, quem merece e quem não merece, quem pode e quem não pode, quem eu quero e quem eu não quero. Pode parecer simplista, mas as queixas dos aeroportos cheios no Brasil e empregadas domésticas na Disney mostram claramente que tipo de mundo essa gente prefere.
Eu sempre lembro de uma cena do filme “Desaparecido”, quando o personagem do pai, interpretado por Jack Lemmon, está na embaixada americana procurando o corpo de seu filho desaparecido no golpe militar sangrento do Chile. Ele para diante do embaixador e observa o enorme jardim da casa da embaixada pela janela, sem nenhuma gente, tudo arrumado e vazio. E pergunta ao embaixador se isso vale a pena. A resposta foi que não se pode ter as duas coisas.
Assim, tentando obter as duas coisas, às duras penas e com muito trabalho, seguimos em nosso Brasil igualmente sofrido e golpeado.
Os argentinos entraram no turbilhão, em algum momento irão sair, talvez mais cedo do que tarde.
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No rescaldo do fim de ano, e apesar da sequência de conquistas na política e na economia, que antecipam as demais na cidadania, na educação, saúde, emprego e renda, não podemos deixar passar mais uma dessas impressões equivocadas sobre um pretendido regime semipresidencialista no Brasil. Nem em vigor, nem em andamento.
A força do Executivo é imensa, mesmo quando assumida por um líder controverso, como afirmou Lula. Desfazer e remontar um país não é tarefa trivial, como sabemos; destruir e demolir é muito mais fácil. Deixar acabar, ignorar, desprezar e dispersar, todas essas são as práticas normais que, por inércia, concentram a renda e empobrecem. Vencer a inércia e provocar mudanças dá muito mais trabalho.
Ainda mais num ambiente hostil, quando uma parte importante do Legislativo está absolutamente tomada pela loucura ou por interesses paroquiais invencíveis. Perceba, nem se fala mais da bancada da bala, da igreja e militar. Elas estão por aí, mas perdem a força quando confrontadas com exigências maiores, relevantes, abrangentes. O baixo clero e suas demandas mesquinhas são engolidos pelos grandes debates, mas estão lá, abafadas.
Eventualmente, voltam, se percebem no Executivo vacilo ou tropeços, mesmo vacilos e tropeços inventados e falsos, mordem com todos os dentes da boca, porque é assim que se alimentam.
A questão do semipresidencialismo é isso, um Executivo fraco, dominado pelas causas paroquiais, sem rumo, sem iniciativa, inerte, para que as coisas não mudem e sigam como sempre foram. É por si uma força muito grande a inércia, e quanto maior o trambolho, mais força é necessária para mover.
Foi um ano muito importante; ninguém mais que o atual governo conhece as entranhas da mecânica que sustenta o poder real, tanto aquele que promove as mudanças quanto aquele que as evita.
Negociar é a arte da grande política; quem não aceita ou não entende, no fundo, prefere que as coisas fiquem como estão. A mudança é o encargo dos incomodados.
O Brasil não corre o risco de um semipresidencialismo; ele é a prática do nosso sistema engessado, da nossa polícia assassina, dos nossos recursos roubados, do baixo salário, da maior concentração de renda do mundo, dos maiores juros do mundo.
Não chegamos a esse desastre por acaso; as forças de inércia, o aparato judicial e político sob controle, na rédea curta, qualquer desvio de conduta é cortado e consequências acontecem.
Quando um Executivo de ocasião quer agir, e resultados concretos e invencíveis começam a aparecer, o aparato reage, ameaça, faz seus planos. Qualquer vacilo nos traz de volta para a inércia, porque ele é o nosso estado natural, o de menor esforço.
Tenho dito para os filhos que aproveitem; os próximos anos serão pródigos. Talvez nosso Lula, se a saúde permitir, consiga força para seguir mais um mandato depois. E depois, o que vem ninguém sabe. O que sabemos é que depende de nós manter o país em movimento, escolhendo com inteligência nossos representantes, apoiando as boas causas de mudanças, entendendo as dificuldades em jogo.
Não é o nosso normal, entenda. Os tempos são excepcionais, e não devem ser somente apreciados e desfrutados – isso também, claro – mas sobretudo que sirvam de exemplo, do que é preciso fazer e que é possível fazer.
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Na última semana da agenda legislativa do ano, com as principais pautas do governo encaminhadas, o Presidente Lula iniciou um discurso diferente, preparando a transição para 2024.
Para ele, o Brasil agora precisa implementar as mudanças aprovadas, executar as obras programadas e manter equilibrado o orçamento e as expectativas.
Depois da batalha que foi 2023, o que é necessário fazer, apesar das eleições municipais de 2024, é obter paz e tranquilidade para que o país normalize seu convívio interno e desarme, literalmente, o espírito.
As bases da economia estão lançadas, e é possível imaginar um cenário de razoável a bom, como temos insistido. Falta ainda promover o crescimento da renda, o que não é tarefa fácil e demanda mais tempo, investimento e paciência.
Por isso, a pregação pela tranquilidade, uma vez que o rumo está traçado; agora é necessário realizar a travessia.
No que depender do governo, uma atitude zen deverá prevalecer em 2024. A retórica com os bolsonaristas é inevitável, até porque eles não sabem e não vão mudar, e, para efeito eleitoral, com danos conhecidos e administráveis, a retórica funciona para ambas as partes e continuará. E, quem sabe, isolar os radicais fascistas de vez, recuperando os 85% de popularidade dos mandatos anteriores.
São os conhecidos desafios que irão para as disputas, muitos figurões meio desgastados ou acomodados vão reaparecer. A convocação será ampla, geral e irrestrita. A política vai se fortalecendo.
Um ano no Brasil nunca é algo morno, muito menos previsível, mas no governo a palavra de ordem está dada: percorrer o país, mostrar obras e serviços, e diminuir a temperatura.
2024 está, de certa forma, planejado, e o foco agora não é 2026 e a reeleição, mas 2025; o ano de acelerar e consolidar o projeto. 2026 é uma consequência.