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Enquanto discutiam a matéria inconstitucional na Comissão de Segurança Pública da Câmara – completamente dominada pelo bolsonarismo – relativa a absurda proposta de desarmar a segurança do Presidente da república e seus ministros, alegando que eles fazem o mesmo com a população que deseja se armar, o deputado do Espírito Santo Gilvan da federal, que vive enrolado na bandeira do Brasil, declarou seguidas vezes que o propósito da aprovação é que assim Lula possa ser morto. E assim ele
providencia com a aprovação da matéria, que foi o relator.
Imagine aprovar uma matéria em Comissão na Câmara dos Deputados, onde o objetivo declarado é a morte do Presidente da República e seus ministros?
Não demorou nem uma hora depois e sua criminosa pregação – ele que se diz também evangélico praticante – estava protocolada pela advocacia geral no STF onde vai responder por incitação à morte do presidente, e espera-se que na Câmara por quebra de decoro.
Não vimos nenhuma reação do presidente Hugo Motta sobre o caso, mas ele vai precisar agir e conter os furibundos deputados e senadores bolsonaristas, cada vez mais desesperados e descontrolados diante do futuro amargo que espera o chefe . Então é preciso ler tamanha fúria assim : tratam de reagir à sua maneira das decisões da justiça enquanto preparam suas campanhas para 2026.
O tal deputado, por exemplo, é o candidato do PL ao senado do Espírito Santo, e nem precisa dizer que vai dar trabalho, por mais incrível e vergonhoso isso pareça.
Talvez tenha se estrepado com suas falas, ao desejar a morte do Lula pode ter conseguir a própria, política. Mas no STF, porque na câmara e no voto dos eleitores acho que seguiria aprontando e cometendo crimes.
O que nos mostra que ainda temos um longo caminho a percorrer, mas estamos caminhando.
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As razões por trás das medidas tresloucadas do temerário e irresponsável comandante da economia do gigante do norte são conhecidas: a perda da hegemonia global e os déficits fiscais astronômicos, agravados por um desequilíbrio comercial crescente — especialmente com a China.
A escolha de aumentar tarifas comerciais não é nova, tampouco inédita. Dependendo das escolhas e dos métodos, pode até ser eficaz. Trata-se de uma prática comum entre países que desejam proteger setores estratégicos de sua economia, mesmo que isso se dê em detrimento de uma concorrência aberta.
O problema está na forma como essas tarifas são aplicadas. Não se deve adotá-las de maneira linear, generalizada, sem análise de impactos, e muito menos como gatilho para uma guerra comercial contra o mundo inteiro.
Para ilustrar, vale lembrar o acordo entre Ucrânia e Rússia que, mesmo em meio à guerra, mantém a produção de grãos ucranianos fluindo pelos portos — essencial para preservar a economia ucraniana. Atacam-se infraestruturas, sim, mas a base econômica é, em parte, mantida. Porque estão em guerra.
Sempre procuro comparar Trump com o ex-presidente argentino Mauricio Macri — não pelo alcance dos estragos, mas pela visão de mundo. Trump, no entanto, se aproxima ainda mais de Javier Milei em termos de impulsividade e desprezo por fundamentos. Em sua gestão, distribuiu cargos entre bilionários autocratas que nada compreendem do funcionamento da economia global, mas que carregam a arrogância e a pressa olímpica de quem busca “resultados rápidos” — custe o que custar.
Os resultados, contudo, ainda estão longe. Mas os estragos já começam a aparecer.
Se o alvo é a China — e é —, o ataque generalizado ao mundo inteiro denuncia uma megalomania típica de um ego mal resolvido. As motivações de suas ações se revelam nos delírios que o consomem. E deixar o planeta inteiro em suspense, esperando o próximo movimento, é a culminação dessa obsessão descontrolada.
Mas… e depois?
Talvez ele nem tenha pensado nisso. Parece claro que o improviso é a única constante no que vem a seguir. Por isso, ninguém sabe exatamente como reagir: negocia-se? Retalia-se? Espera-se? Enquanto isso, as ameaças se acumulam, revelando a disposição de seguir na aventura a qualquer custo.
O que vem a seguir para os EUA é inflação e estagnação econômica. Depois, talvez, uma lenta substituição das importações, o que parece ser a intenção por trás da loucura. Mas há um problema de tempo: foram décadas de globalização e integração produtiva mundial. Não é possível substituir isso com um estalar de dedos. Levará tempo — e talvez a sociedade americana não esteja disposta a esperar. Aí, sim, a coisa pode desandar de vez.
Outro exemplo do voluntarismo tresloucado está na Argentina. Enquanto a imprensa tece loas ao “ajuste”, a população passa fome. E os sinais de que o rumo está cada vez mais desequilibrado se multiplicam. Esse modelo — apressado, cruel, sacrificial com os pobres e indulgente com os ricos — não funciona. Não dura. E termina, invariavelmente, em lágrimas e desespero.
Os Estados Unidos que se preparem.
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Depois de alguns meses de queda na popularidade — que, aliás, não tirou de Lula a liderança na corrida presidencial de 2026 —, a recuperação começou a aparecer. A queda havia sido provocada, principalmente, pela alta mundial no preço dos alimentos e por uma campanha fake sobre a “taxação do PIX”, iniciada em dezembro.
Algumas pesquisas mais recentes já vinham mostrando estabilidade na aprovação. A divulgada hoje pelo Datafolha mostra crescimento nos números. Lula recupera justamente onde mais havia perdido: no Nordeste, entre as mulheres e a população de meia idade. Mas o maior crescimento, segundo o Datafolha, veio entre os mais escolarizados e melhor informados— o que sugere o peso da campanha de desinformação sobre os grupos com menos acesso à informação e, como observou Marcos Coimbra, menos interessados por política fora dos períodos eleitorais.
A avaliação parece bastante correta, especialmente vinda de um mestre em pesquisas. E, sendo assim, é de se esperar uma recuperação mais ampla da popularidade do governo e de Lula, à medida que a informação começa a se espalhar do centro mais atento para a base mais ampla da população.
Não se trata de criar expectativas irreais: os números tendem a refletir, de novo, a divisão do país, marcada por uma polarização persistente. A diferença é que agora a extrema direita está sem candidato, batendo cabeça para tentar segurar o patrimônio eleitoral que herdou de Bolsonaro.
Na minha opinião, esse patrimônio vai encolher. O novo candidato — ainda desconhecido — não vai sustentar o estilo bolsonarista, porque sabe que isso faz perder votos. Mas, ao mesmo tempo, não conseguirá atrair o centro. Resultado: pode acabar perdendo também uma parte do eleitorado mais extremista.
Mas isso é para logo ali. Nem está tão distante assim. Ontem, por exemplo, o deputado aloprado de Minas, que foi um dos grandes propagadores da fake news do PIX, tentou ressuscitar o assunto. Não teve um milímetro do sucesso anterior. Mas o movimento mostra que eles perceberam a retomada de popularidade do governo e já se preparam para recomeçar a campanha de mentiras para tentar conter a nova tendência.
Vida que segue.
Ah — e sobre a avalanche de pesquisas divulgadas nas últimas semanas: ela chegou ao fim. Afinal, mostrar a recuperação gradual da popularidade de Lula não é — e nunca foi — o objetivo dessa sequência inusitada. Perdeu a serventia. E, por isso, vai parar.
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Quando gastamos alguns minutos para analisar melhor o conteúdo das pesquisas que vêm sendo divulgadas — uma presencial e outra espontânea na internet — encontramos algumas pérolas, como a afirmação de que a política ambiental de Bolsonaro é melhor que a de Lula.
O que dispensa comentários.
Na verdade, praticamente todas as respostas seguem um padrão de má vontade evidente. E não por ignorância, mas por desinteresse. O brasileiro não se preocupa com política dois anos antes da eleição. Ponto.
Quem responde pesquisas espontaneamente na internet já é, de alguma forma, uma pessoa engajada politicamente, o que distorce completamente qualquer projeção eleitoral.
Resumindo: pesquisas feitas a dois anos do pleito não valem de nada.
Basta lembrar que, nessa mesma época, no meio do mandato de Bolsonaro, ele tinha 30% das intenções de voto, enquanto Lula aparecia com 60%. No dia da eleição, a diferença entre os dois foi de apenas 1,5 ponto percentual.
Hoje saiu uma nova pesquisa de intenções de voto. A que mencionei anteriormente era sobre a aprovação do governo e a avaliação pessoal de Lula, com resultados ruins. Já a de hoje, sem nenhuma surpresa, mostra Lula vitorioso em todos os cenários e sem um adversário definido.
Isso porque a direita ainda não tem candidato. O maior adversário de Lula é a sua rejeição, mas, mesmo assim, ela ainda não é suficiente para derrotá-lo — e isso em um momento em que o governo não desfruta de uma aprovação majoritária.
Ontem também foi divulgada a gravação de uma palestra do ex-ministro da Casa Civil de Bolsonaro, Ciro Nogueira, que, entre uma série de baboseiras, revelou a única estratégia da direita para 2026: chamar Lula de velho.
E, assim sendo, vão perder novamente.
Por fim, vale notar a ordem em que divulgam as pesquisas: primeiro, a ruim, para causar impacto; depois, aquela que recoloca as coisas no devido lugar.
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A lista completa contém 150 países, a maioria taxada em 10% na importação de seus produtos para os EUA.
O critério para a elaboração dessa lista parece ter sido simplesmente dividir por dois o percentual de déficit comercial de cada país. Além disso, a apresentação sugere que tudo foi feito às pressas, sem um estudo aprofundado: as ilhas Heard e Mcdonald, que não têm habitantes e estão povoadas por pinguins, estão entre os territórios com taxação anunciada pelo presidente Donald Trump na tarde de ontem…
A taxação não foi uniforme para todos, mas, em todos os casos, aplicou-se uma alíquota linear sobre os produtos.
A aparente falta de critérios reforça a impressão de que houve preguiça na análise e no planejamento — inclusive no que diz respeito aos próprios interesses dos EUA. As únicas exceções foram petróleo, derivados e… a Rússia.
Sim, porque o nome da Rússia não aparece em nenhuma das listas divulgadas.
O que não deixa de ser inusitado, considerando o histórico conturbado entre russos e norte-americanos.
Especula-se que essa deferência tenha o objetivo de afastar a Rússia da China — uma tese que poderia se aplicar até mesmo aos países sul-americanos, taxados no percentual mínimo de 10%. Em todo o caso o governo brasileiro comemorou a relativa baixa tributação e ficar no mesmo patamar da Argentina.
O mais provável é que os EUA simplesmente precisem de petróleo, gás e terras raras russas — exatamente as exceções anunciadas até agora, sem que tenham sido indicados os países de origem.
As bolsas despencam em todo o mundo, a inflação nos EUA deve subir num primeiro momento e, depois, veremos. A ameaça de estagnação econômica cresce, e talvez estejamos diante da temida estagflação (estagnação + inflação), um fenômeno que os brasileiros mais velhos conhecem bem.
Trump fez seu movimento e já ameaça retaliar qualquer país que responder às medidas adotadas. Dificilmente essa escalada deixará de acontecer, mas imagino que será silenciosa. O laranjão reage a declarações públicas, mas costuma ignorar ações estratégicas discretas.
Um idiota sentado sobre bombas atômicas e no comando de uma economia que perdeu a hegemonia e agora age de forma perigosa.
Nada bom.
E deve piorar.
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Segundo levantamentos que circulam por aí na imprensa , o ex-presidente Bolsonaro mentiu 6657 vezes durante seus quatro anos de mandato.
Esqueceram de medir seus 24 anos anteriores na câmara dos deputados e os dois últimos anos, que passou no ostracismo e negociando joias da união.
Não sei quantas palavras o distinto pronunciou nesse período todo aí , mas imagino que em vista dos números a única coisa certa a afirmar é que ele nunca fala a verdade.
Nesse dia da mentira, fica a minha homenagem para um dos maiores mentirosos do mundo, quiçá do universo.
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O Congresso, apesar de ainda não ter votado o orçamento de 2025, não ter iniciado as discussões sobre a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e ignorar a revisão do regime 6×1 dos trabalhadores, assiste à oposição anunciar um bloqueio ao funcionamento da Casa. Para eles, a prioridade não é resolver questões essenciais para o país, mas votar a anistia para os golpistas.
Essa tentativa, no entanto, não deve prosperar. Sem orçamento aprovado, não há liberação de emendas para deputados e senadores, o que torna o impasse insustentável. Além disso, os conservadores precisam virar a página do bolsonarismo e lançar um novo nome com tempo suficiente para consolidá-lo.
Mas, nos bastidores, tudo não passa de encenação. Enquanto a ala extremista insiste no sonho impossível da anistia, a maioria finge aceitar a pauta apenas para herdar parte do butim eleitoral acumulado por Bolsonaro.
A realidade é que não há apoio suficiente para a anistia — nem no Congresso, nem fora dele, nem em lugar algum. Trata-se de um jogo dos extremistas para manter sua base mobilizada e aumentar seu poder de barganha na disputa interna pela liderança da direita.
Além disso, já está bastante consolidado o entendimento de que o Congresso não é instância revisora de decisões judiciais. Qualquer iniciativa de anistia a criminosos, além de ser uma afronta à Justiça, é inconstitucional. E todos lá sabem disso muito bem.
Ainda assim, insistem na proposta pelos motivos já expostos.
Outro ponto que merece atenção é o papel atual dos presidentes das Casas Legislativas. A impressão que tentam passar é a de que suas posições estão revestidas de grande poder e responsabilidade. No entanto, cada vez mais, parecem apenas líderes sindicais, movendo-se na defesa de interesses paroquiais, sem margem de manobra e reféns de maiorias furiosas ocasionais. Sobrevivem conforme os ventos políticos do momento, sem iniciativas ou liderança capaz de pautar discussões relevantes.
Retomar o foco das discussões para o interesse do país e do seu povo é a única urgência que o Congresso não pode negligenciar.
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Não entender a tentativa de assalto ao poder por grupos derrotados na disputa democrática como uma busca desesperada por mais privilégios e pelo controle da distribuição da riqueza é ignorar a essência do que está acontecendo.
A primeira medida de Temer, assim que Dilma foi derrubada, foi extinguir o orçamento soberano financiado pelos lucros do pré-sal. Com isso, legitimou-se para seguir sem fazer nada de relevante, ao mesmo tempo em que iniciava um período de destruição e abandono que perdurou até o fim do governo Bolsonaro.
Bolsonaro, por sua vez, acabou contido pela pandemia e não conseguiu implementar tudo o que pretendia em termos de desmonte do Estado e falsas transformações — mudanças que, na realidade, provocariam retrocessos institucionais e até civilizatórios.
O mesmo padrão se repete nos Estados Unidos e na Argentina: quando um grupo de ricos assume o poder sem ter nada a oferecer além da autopreservação e do favorecimento aos seus, a consequência é o colapso econômico e social. E, quando perdem o controle, saem correndo.
Na Argentina, por exemplo, há notícias sobre crescimento econômico e certa estabilidade inflacionária. Mas a que custo? Bilhões em empréstimos do FMI e dívidas futuras que apenas prolongam a agonia da população, impondo compromissos severos e, mantidas as condições atuais, impagáveis. A pergunta que se impõe é: crescimento e estabilidade para quem? Certamente não para os desempregados e famintos.
Nos Estados Unidos, Trump segue uma lógica semelhante. Suas “ideias transformadoras” não têm origem clara, mas têm um propósito definido: criar choques e sofrimentos inúteis, enquanto finge implementar mudanças significativas.
Comparo o governo Macri na Argentina ao de Trump nos EUA, pois ambos foram administrados por plutocratas sem experiência real em políticas públicas. São gestores de negócios bilionários que usam o aparato estatal apenas para legitimar escolhas voltadas aos interesses de seus grupos, sem qualquer compromisso com políticas eficazes ou benéficas para a sociedade. O que fazem é destruir e vender, ao mesmo tempo em que tentam convencer a população de que estão promovendo progresso.
O saldo dessa destruição é sempre o mesmo: escombros, derrotas, humilhação e fome. Por isso, acabam derrotados. Mas sempre retornam, porque reconstruir um país é uma tarefa árdua, demorada e, por vezes, frustrante. Esse cenário de desgaste abre espaço para os mesmos grupos voltarem ao jogo com novas promessas vazias, apenas para repetir o ciclo de destruição.
O verdadeiro objetivo desse projeto é empobrecer a maioria, enquanto enriquecem cada vez mais. E, ironicamente, utilizam o próprio Estado como ferramenta para sua destruição.
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