As ameaças de contratos anulados por parte de Trump mereceram uma resposta pesada de Elon Musk, que afirmou que Trump consta nos arquivos secretos do processo de Epstein e, portanto, é um dos acusados de pedofilia do escândalo criminoso liderado pelo falecido empresário.
Se é verdade ou não, nem sei se o tempo dirá. Após assumir a presidência pela segunda vez, muita coisa vai pelo ralo e dificilmente volta de lá, mas o estrago na briga entre os dois próceres do MAGA chega a um nível baixíssimo, característico de ambos, e deve ser contornado no dia de hoje.
E por isso escrevo esse post.
Essa briga não segue. Os interesses de ambos são imensos, já fizeram as respectivas ofensas e manifestações de força, e precisam recuar, pois ambos têm muito a perder.
Musk, que ontem ameaçou paralisar seu projeto espacial, voltou atrás, e ficamos sabendo que, além de seus famosos satélites Starlink, os satélites militares dos EUA — e de quem mais? — são de sua empresa…
Panos quentes e o MAGA sobrevive, porque a farsa — digo, o show — não pode parar.
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A rigor, não tivemos nenhuma modificação com relação às anteriores, talvez até de estável com tendência de melhorar possamos dizer.
Se fazem o de sempre, e na pesquisa a maioria culpa o governo pelo escândalo do INSS, nenhum drama. A quem iriam culpar? E se a questão se resolve nas próximas semanas, como se espera, então mais essa polêmica termina.
Até a próxima, porque de polêmicas em polêmicas, algumas falsas e outras menos falsas, a coisa segue porque a oposição ao governo é a mídia, o mercado e as fake — a oposição mesmo e os seus representantes que eles carregam variam, vazios de significado próprio e dependem de fatores externos e aleatórios para sobrevivência.
Observando o último gráfico da pesquisa, que ilustra nosso post — gráfico, aliás, totalmente mal-intencionado, distorcido com pequenas variações estatísticas e mudanças da margem de erro mostradas como saltos ornamentais dignos de medalhas de ouro em Olimpíadas. A verdade é que a soma de aprovação e regular, que sempre foi o critério de avaliação de presidentes e suas administrações aqui e no resto do mundo — e querem ignorar e inovar de uns tempos para cá —, a soma está em 54% contra 43% de negativo e estável nesse patamar. E me parece essa a principal informação contida na pesquisa Quaest que foi divulgada hoje.
Sempre é bom lembrar que esses outros levantamentos que acompanham essas pesquisas — de grupos e subgrupos, religião, escolaridade, etc. — têm margem de erro próxima de 10% e devem ser observadas com mais cuidado.
Vida que segue e seguimos confiantes.
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Essa moça tem uma característica curiosa: ela não consegue disfarçar e esconder as mais ocultas das intenções bolsonaristas.
Quando ela saiu correndo atrás de um jornalista com uma arma, quando ela invadiu o sistema de controle do CNJ, quando ela conspirou com um hacker para desmoralizar as urnas — todos os seus movimentos espelhavam, de forma caricata e pública, os mesmos que a familícia e a tropa militar promoviam nas sombras.
Sua fuga para a Europa, de onde não pretende voltar por sua própria vontade, é mais uma antecipação da vontade oculta de todos os demais acusados pela Justiça nesse momento. O que ela faz é mostrar o que todos os demais pretendem fazer assim que a condenação chegar, como foi o caso dela, condenada a 10 anos.
Bolsonaro tem pronto seu pedido de prisão domiciliar por doenças, etc. Alguns outros, como o general Heleno, até pela idade, devem seguir — e, verdade seja dita, obter a prisão domiciliar. Não sem antes a condenação, bem entendido. O benefício tem critérios nem sempre justos, mas é o que a Justiça brasileira consegue contra os ricos e famosos.
Zambelli, em seu exagero característico, exala a fúria bolsonarista em essência e nas iniciativas.
Que a Justiça — e nós também — nos preparemos, porque quem puder, daquela turma, vai se mandar, e quem ficar vai atrás de benefícios como a domiciliar.
É o que temos. E não deixa de ser inédito: os processos e as prováveis condenações de políticos e generais, dentro da nossa conturbada história, são um feito importante ao afastarmos essa gente de onde nunca deveriam ter chegado.
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Não usei a frase do título entre aspas porque ela foi recentemente usada por uma comentarista da GloboNews, mas não é dela, no sentido de autoria. Trata-se de uma ideia corriqueira entre viúvas de uma visão política do tipo PSDB — exatamente a da jornalista, que, não por acaso, tem Aécio Neves como padrinho de seu casamento.
Frustrações à parte da jornalista, que aparentemente ficou sem opção de voto, uma vez que o padrinho virou pó e o partido está extinto, não tem o menor cabimento a afirmação, sob qualquer análise possível, em qualquer aspecto — inclusive na comparação das administrações Lula com FHC ou qualquer outro presidente do pós-ditadura. E nem antes, na minha opinião.
Se a jornalista pensa em economia, os números atuais são cada vez melhores e seguem melhorando. Se é honestidade e transparência com a coisa pública, idem. Se é viés democrático e inclusivo, também. Se é por reconhecimento internacional, nem se compara com nada de antes.
E, se pensa no Bolsonaro para falar de Lula e esquece da história de um e de outro, como se Lula fosse aquele rebotalho autoritário, incapaz e incompetente, que perdeu uma eleição legítima, apesar de tudo que fez… A comparação entre duas personalidades públicas tão dispares, que a jornalista é incapaz de avaliar, mostra o tipo de visão que a infeliz tem — e o quanto mal informados estão os milhões (se bem que em número cada vez menor) que assistem aos seus programas.
De minha parte, me incomodou a frase, tamanha a leviandade e o total desconhecimento da história recente do país, que ela deveria, ao menos, conhecer.
Para quem assiste, meus lamentos. Vocês merecem coisa muito melhor.
Em inglês: TACO trade. Ou, traduzindo, Trump Always Chickens Out, na nossa língua alguma coisa como Trump Amarela Sempre, corre da raia, por aí.
E dessa vez não sou eu quem está falando, mas o jornal de negócios Financial Times, provavelmente cansado da confusão que o presidente norte-americano promove aparentemente por nada.
Se a impressão geral sobre os recuos de Trump, depois de prometer o fim do mundo e coisas semelhantes, para os EUA e o mundo, para as pessoas e as empresas, o que se percebe agora é que a coisa vale para tudo mesmo, com a falação descontrolada seguindo sem nenhum objetivo claro ou estratégia, senão chocar e promover desordem social e econômica, onde o próximo capítulo seguramente estará nos índices econômicos e sociais sendo já apurados.
A alegação de Trump para legitimar as suas ações é que venceu a eleição e continua a desfrutar de apoio popular. Também foi o caso de Mussolini, que afirmou que “a rigor, eu nem sequer era um ditador, porque meu poder de comando coincidia perfeitamente com a vontade do povo italiano de obedecer.”
Sugerimos em posts anteriores que a estratégia não deveria alcançar resultados importantes. O exemplo de Elon Musk, que semana passada comunicou seu desligamento da administração Trump, depois de prometer economizar US$ 2 trilhões e não obter nem 10% disso — mesmo quase desmontando o serviço público federal e seus programas — deixa evidente o grau de compromisso com metas e propósitos. Isso porque as metas são irreais e os propósitos tão obscuros e enigmáticos que nem seus autores sabem exatamente quais são.
E a eficácia junto aos parceiros de negócios e interesses dos EUA segue ladeira abaixo, com o adicional de que ninguém mais leva a sério o interlocutor alaranjado, mesmo sabendo o perigo que ele pode representar em termos de desarranjo e problemas globais.
Talvez pudéssemos sempre chamar assim as lideranças do nosso Congresso: dirigentes sindicais de interesse próprio em primeiro lugar e de todo o resto em segundo.
Não estou sendo injusto, porque o pensamento dominante na política é a sobrevivência; mesmo os melhores precisam manter seu lugar nas disputas eleitorais periódicas para seguir fazendo seu trabalho.
Me peguei pensando nisso nesses dias, porque, se a atuação de Lira e seu antecessor, o malfadado Eduardo Cunha, não deixavam dúvidas sobre suas intenções, o início de Motta segue na mesma direção. Sim, sem dúvidas ele procura distender a relação com o governo, evitar o confronto puro e simples, como estávamos nos acostumando a ver. Mas primeiro grita e depois conversa.
No Senado, a coisa anda semelhante. Alcolumbre segue seu estilo conhecido, e que Pacheco manteve.
Estamos falando tudo isso em função da discussão do IOF, quando as manifestações de Motta e Alcolumbre sugeriam um rompimento e medidas contrárias implacáveis. Aos poucos, a retórica — que servia para marcar posição e agradar a base sindical (no caso, os deputados e senadores das casas) — vai cedendo espaço para a negociação, e podemos esperar um acordo nos próximos dias.
Haddad não precisa necessariamente do IOF; necessita de R$ 20 bilhões para recompor o caixa e cumprir a meta fiscal. De onde vai sair o dinheiro é que estamos descobrindo.
Eu penso que o IOF de 2025 se mantém na base desejada e nas condições do decreto que provocou toda essa reação. Me parece que para 2026 é que a coisa não se sustenta, com o governo e o Congresso ou solucionando por agora, ou deixando mais à frente, serenados os ânimos e mantidas as condições para a meta do ano.
A economia brasileira apresentou novo crescimento expressivo em 2024, mais uma vez superando as previsões iniciais.
Em 2024, o PIB cresceu 3,4%, após altas de 3,2% em 2023 e 3,0% em 2022.
O crescimento foi bem maior nos últimos três anos do que nos anos imediatamente anteriores à pandemia.
O PIB está 11% acima do nível em que estava no último trimestre de 2019, antes da pandemia, 8% acima do nível máximo atingido antes da pandemia (2014T1) e 1,5% acima da tendência de crescimento nos três anos antes da pandemia.
Vendas de veículos novos atingiram, em novembro/24, o maior nível em cerca de cinco anos, na média móvel trimestral.
Em fevereiro/25, o nível de utilização da capacidade instalada da construção civil atingiu o maior nível em dez anos.
Volume de serviços e comércio próximos do maior nível registrado da série.
A taxa de desemprego está no valor mínimo da série histórica.
Entre set/20 e fev/25, a taxa de desemprego caiu de 15% para 6,4%, maior queda já registrada na série atual.
A renda disponível das famílias cresceu 22% de dez/21 a dez/24, maior alta de 3 anos da série histórica.
O crédito bancário como % do PIB está próximo dos maiores valores da história, ao redor de 55% do PIB.
O crédito às famílias (livre e direcionado) aumentou de menos de 20% do PIB em 2008 para cerca de 35% recentemente.
E o crédito ampliado às empresas (empréstimos, títulos de dívida e dívida externa) também está próximo ao máximo histórico.
A concessão de crédito livre para PF (exceto cartão à vista) teve crescimento de quase R$ 14 bilhões de abr/23 a fev/25.
No ano, o Real acumula valorização de 5,9% em relação ao dólar.
Mais da metade das despesas dos empreendimentos rurais está ligada, em algum grau, ao câmbio. Dentro dos preços livres, alimentação no domicílio é o grupo mais impactado por uma depreciação cambial. Sendo que a inflação segue desancorada e acima do teto, mesmo com as taxas de juros na lua.
Considerando a exposição resumida que mostra a exuberância da economia brasileira, está claro que ainda falta enquadrar a inflação de demanda, que, apesar de abaixo da cambial – que deve começar a cair gradativamente com o dólar mais comportado – ainda mostra força para subir 1% no primeiro trimestre, no limite do teto se projetada para o ano.
A pergunta de um bilhão é: o que fazer, diante do cenário que mostra praticamente todos os setores nas máximas históricas e nosso Brasil ainda com quase tudo por fazer e melhorar?
E nosso Banco Central já deu a resposta, desacelerando a economia e retirando expectativas de crescimento no curto prazo, cujos efeitos são esperados no segundo semestre.
Se isso se confirmar, podemos esperar para breve a parada anunciada na elevação de mais juros na Selic e, depois, sim, a queda tão esperada, porque, uma vez alimentada, a expectativa de investimentos volta com força, operando aí – se tudo der certo – em um ambiente sadio e ancorado em inflação dentro da meta, ou quase, e permitindo um crescimento que, para vingar, precisa superar os limites históricos da nossa economia e abrir novos caminhos de prosperidade.
Percebeu? Chegamos no topo e agora precisamos retomar o fôlego para avançar na caminhada.
A polêmica da semana foi o decreto criando novas alíquotas e modificando todas as demais na cobrança do IOF, nosso imposto sobre operações financeiras.
A novidade de incidir sobre aplicações no exterior não durou 24 horas, porque mexia no fluxo de dólar e não é hora de tratar desse assunto. Foi uma barbeirada tremenda, mas o recuo rápido foi inteligente. Quanto mais rápido se reconhece o erro, melhor — apesar de pegar muito mal.
O anúncio veio no bojo do bloco de bloqueios no orçamento para cumprir a meta fiscal de déficit zero, ou até 0,25% do PIB. Incluíram o novo IOF para ajudar com R$ 20 bilhões este ano.
Como tudo que ocorre nessa estação, a gritaria foi geral. O Congresso ameaça devolver o decreto — coisa inédita — e as negociações estão abertas, as usual.
Vamos ignorar a retórica padrão da negociação política e tentar entender aonde podemos chegar, porque nas entrelinhas da disputa há alguns movimentos dos principais interessados.
O Congresso deu 10 dias para o governo apresentar uma outra solução sem mudança do IOF, que seja estruturante — nas palavras do presidente Hugo Motta.
Haddad saiu da reunião com Motta e Alcolumbre reafirmando a incidência do novo IOF, mas deixou uma porta aberta para 2026, assumindo a premente necessidade de R$ 20 bilhões em 2025 para assegurar o cumprimento da meta fiscal. Ontem, no Paraná, reafirmou a disposição de manter o decreto e cobrou responsabilidade e compromisso de todas as instituições.
Por acaso — ou não — ontem o STF voltou a julgar um processo sobre cobrança de CIDE, e encaminha um resultado, ainda em votação, de resguardar ao Executivo a iniciativa de mudanças tributárias que respeitem as regras. Ou seja, para garantir estabilidade e previsibilidade — que foram palavras empregadas no julgamento de ontem — o STF vai apoiar o governo nas suas prerrogativas de administrar, sobretudo para cumprir a sagrada meta fiscal. Se foi um recado, saberemos. Porque, entre outras coisas, Haddad avisou que, se for o caso, vai judicializar a cobrança do IOF, que já está em vigor. E, como ele parece precisar mais no curto prazo, uma disputa no STF pode ser suficiente para garantir seus objetivos.
O balcão está sempre aberto para negociações e vamos acompanhar a evolução de mais uma.
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¹ Não me aborreço de escrever-vos as mesmas coisas, e é segurança para vós.
Filipenses 3:1
Me socorro da sabedoria Paulina para escrever esse post, porque, se estamos novamente disputando a correção das medidas econômicas do governo, com alguns dos nossos assumindo a posição daqueles que boicotam, torcem e distorcem a realidade ao focar em um ponto negativo para esconder os resultados extraordinários, é preciso repetir, repetir e mostrar os números. Eles são a única referência válida, acima de opiniões e cenários negativos que nunca acontecem, senão nos desejos lúgubres e interesseiros dos de sempre.
Ontem saiu o CAGED de abril, reafirmando o crescimento de nossa economia no seu aspecto mais relevante, com crescimento dos empregados com carteira assinada e melhoria dos salários médios. Na nota que acompanha o informe, ficamos sabendo que todas as regiões do Brasil tiveram aumento de empregados formais, e em todos os setores que são acompanhados no levantamento estatístico oficial. Com destaque para o setor de serviços, o carro-chefe do PIB, e mais uma vez batendo o recorde do mês nos registros históricos do CAGED.
Levando em consideração que amanhã vamos conhecer o crescimento oficial do PIB do primeiro trimestre, alguma coisa de 1,5% apontando para anual de quase 4,5%, e que o mês de abril — batendo todos os recordes de admissão de novos empregos formais — não entrou nesse cálculo de amanhã, podemos afirmar que o segundo trimestre começou muito forte, o primeiro semestre então está ganho, e as expectativas de crescimento serão todas reavaliadas brevemente para espelhar essa realidade. E não desejos, não mentiras e previsões falsas, não cortina de fumaça — e sim a constatação pura e simples, e numérica, da realidade.
Que não é nova: a década — como chamam nosso Lula para não falar seu nome — segue repetindo seus números anteriores, e acho até que com muito mais equilíbrio e conhecimento, por sua agora vasta, provada e aprovada experiência, cercado de ministros igualmente provados e que fazem seu trabalho extraordinário parecer simples, quando mostram repetidamente resultados extraordinários como se fossem corriqueiros.
Não são, nunca foram, e dependemos deles para assim continuarmos.
Por isso me mantenho nos temas, mostro e destaco os números que importam, não deixo de lado a questão dos juros, mas sem negar os resultados da atual política e seus objetivos de fazer a inflação ir para a meta e deslanchar em 2026 rumo à reeleição que marcará o enterro de uma espécie de fascismo no Brasil, restando o restolho para ser administrado e desaparecido o mais rápido possível.
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Vocês são testemunhas do quanto combati a alta seguida de juros no Brasil, iniciadas ainda na administração do Banco Central nas mãos do bolsonarista Campos Neto e mantida integralmente com o atual presidente Gabriel Galípolo.
Durante todo esse tempo, minha crítica não foi somente na falta de imaginação no combate à inflação do câmbio — a meu ver, a maior responsável pela inflação atual — porque o efeito sobre o dinamismo da economia era perigoso e poderia afetar nosso crescimento e arrecadação, níveis de emprego e renda, enfim, toda a cadeia de virtudes acumuladas nos dois primeiros anos do atual mandato do Lula. E um risco para sua reeleição contra os fascistas em 2026.
Pois bem, apesar de tudo e até contra a vontade manifesta do BC— porque a privada a gente não sabe — a economia brasileira resistiu aos seguidos aumentos dos juros e o câmbio está reequilibrado, sobrevivendo às turbulências das maluquices dos EUA de Trump, e assim nossa inflação acompanha o movimento e também se mantém equilibrada, ambos com tendência de queda.
Subitamente, após conhecermos o IPCA-15 de maio, comportado e abaixo das expectativas de números mais elevados, e melhor, com aumentos concentrados em energia e medicamentos que não se repetem, com os demais itens apurados mais comportados e em queda.
E depois desse aumento do IOF, ainda sendo discutido no Congresso, ficamos sabendo de mais um instrumento de ajuste fiscal que pode trazer mais benefícios além de ajudar na arrecadação: substitui o aumento da Selic sem aumentar a dívida pública. Sim é restritivo, mas se a intenção é essa me parece menos danoso que juros.
E esse tipo de medidas, digamos, fora da caixa, que estava tanto clamando. Não é possível que somente juros e mais juros sejam capazes de segurar câmbio e inflação no Brasil.
Volto a pensar nos contratos indexados, a cobrança de impostos, aluguéis, etc… tudo indexado no Brasil e, em algum momento, vamos precisar tratar disso.
E, me parece, que o pior passou. A curva de juros futuros estacionou e está em queda, a inflação acomodando para 5% ao ano, talvez menos, câmbio entre 5,6 e 5,7, PIB sendo revisado para cima e economia funcionando sem pressões e reagindo a tudo positivamente.
Então, o Banco Central está passando na prova. Se de fato as previsões vingarem como os novos humores indicam, podemos entrar 2026 com tudo alinhado — inclusive para a queda das taxas de juros. O que daria a Galípolo a razão de ter aguentado até aqui todas as críticas. Mas, mantenho aquelas que cobram outros instrumentos no combate à inflação, senão através dos juros. Mas vamos ver como segue o ano e o próximo. De certa forma, a coisa mudou de lado e podemos estar próximos de uma virada positiva.
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