O deputado e vice presidente da Frente Parlamentar Ruralista um dos muitos da ala radical do setor, soltou os cachorros hoje quando afirmou que a ponte entre governo e agronegócio está rompida para sempre, agora que o governo participou de uma feira anual do MST.
Isso me fez lembrar de uma piada dos anos 70, no auge do governo militar.
Ministros e senadores discutiam quem mais roubava no cargo, o primeiro mostrou uma estrada, bateu no bolso e disse : 20% tá aqui!
O segundo mostrou um viaduto , bateu no bolso e afirmou : 50% tá aqui!
O terceiro e último mostrou uma ponte para os demais que procuraram, procuraram e não viram ponte alguma, e disse : 100% tá aqui!
O tal vice ruralista, integrante extremista de parte do setor, não pode romper uma ponte inexistente, e mesmo se fosse possível, não o faria por motivo banal.
Semana passada mesmo, em Ribeirão Preto, desconvidaram o Ministro do atual governo para convidar o ex presidente, ninguém que eu saiba mostrou aborrecimento .
Um certo alívio, talvez.
Também estranho tamanha fúria vindo do vice ruralista, o presidente da frente, provavelmente, deve estar mantendo conversas por trás do furioso representante.
Procura a tal ponte ai seu vice, se 100% dela ainda esta por fazer, tanto faz, o agronegócio não vai deixar de conversar por causa de um arroubo arrogante e desproporcional como esse
Vamos a essa altura do campeonato com 5 meses de novo governo, terminando a avaliação, remoção do escombros e partindo para a reconstrução.
Sem contar com o drible na GLO dos vândalos do dia 08/01 e os desejos ainda ocultos do Partido Militar.
Reduzimos desmatamento na Amazônia em 70%, salvamos índios do extermínio, expulsamos grileiros e garimpeiros, retomamos fiscalização do Ibama e do Ministério do Trabalho, encaminhamos a nova âncora fiscal para aprovação, a anterior nunca foi cumprida , pressionamos o BC a reduzir a taxa juros, para parar de fingir perseguir meta impossível, reforma tributária, novo PAC a caminho e nova política preços combustíveis no forno e retomada de investimentos da Petrobrás, além da conclusão de 14 mil obras paradas abandonadas.
E mais por vir.
Mas o post é para revelar um novo desejo da mídia nativa, além da remuneração dos conteúdos jornalísticos previstos nos jabutis da PL 2630, querem agora um governo lulista mas sem o Lula.
Tentaram emplacar um Bolsonarismo sem Bolsonaro, fracassando miseravelmente, agora planejam repetir o fracasso no atual governo.
Queriam, verdade seja dita, a tão desejada terceira via , alguém bonito e cheiroso que não atrapalhasse os belos planos liberais.
Na falta desse topam Temer, FHC e até Bolsonaro, mas no caso do capitão fingem não querer,mas desconfio que o capitão fingia ainda mais rejeita-los.
Tudo em vão, golpe de partido militare, Guedes e sua agenda derrotada e agora o tal Campos Neto, todos insistindo no Brasil acomodado e pobre, Brasil calado e omisso, fora das disputas mundiais.
E, internamente conformado com a situação atual herdada desses genocidas liberais incompetentes.
A disputa é essa, sempre foi essa, sempre foi dificil e dura, mas dela ninguém arreda pé.
Sugiro a mídia corporativa e os liberais brasileiros que desistam dessa campanha do lulismo no governo sem o Lula governando, vão pescar bacalhau e guardem a cabeça do peixe, porque é o máximo do troféu disponível ao alcance no momento para vocês.
Mais de um interlocutor tem dito que nosso presidente Lula anda ansioso, agora até triste.
Que reclama da morosidade e da dificuldade de fazer valer sua vontade em decisões que parecem não chegar na ponta .
Comparam com seu primeiro mandato, quando, segundo afirmam, teria mais poder em impor suas decisões.
Provável que tudo isso seja verdade, mas talvez falte ai uma constatação de que não apenas o exterior mudou desde o último mandato do Lula, mas também ele mudou.
E muito.
Não é preciso rever os fatos desde sua passagem anterior na presidência até os dias de hoje, ninguém mais que ele sabe o que viveu e passou para chegar novamente ao planalto.
Porque além dos fatos e do mundo político complexo que estamos, vai também um homem muito mais seguro de si e daquilo que sabe o que precisa fazer.
Sim, ele sabe exatamente o que precisa fazer para entregar em alguns poucos anos um Brasil muito melhor que recebeu.
Por isso fica ansioso, não sei da tristeza que remeteria para uma frustação que me parece distante da realidade, já a pressa por fazer o que sabe ser imprescíndivel é natural e até evidente.
Antes dele governar pela primeira vez ninguém sabia que incluir o pobre no orçamento traria desenvolvimento, agora todo mundo sabe, ninguém sabia que reajustar o salário mínimo acima da inflação não quebra ninguém e nenhuma prefeitura do interior, agora todos sabem, que privilegiar conteúdo nacional não encarece nada, que participar de fóruns internacionais como protagonista é melhor, que incentivar a cultura e a educação é a solução, que a agricultura familiar é fundamental, que a política e os acordos é o único caminho.
Tanta coisa que a gente não sabia e agora todo mundo sabe.
E para a agenda atual, ele sabe que precisa abaixar o juro do BC, aprovar uma nova âncora fiscal, fazer a reforma tributária, enquanto vai refazendo a âncora social perdida, o capital desperdiçado em obras irrelevantes e a reforma no coração cheio de ódio que insiste em perambular por ai.
Tudo isso leva tempo, a gente sabe, ele sabe muito mais.
E fica ansioso porque enxerga o que há de vir, para que venha antes e que venha melhor.
Daqui a pouco a gente vê também o que ele está fazendo, nós demoramos mais um pouco pra ver o que ele já sabe, já encaminhou e partiu pra outra.
Depois esses dizem que foi tudo sorte.
Já respondi essa antes mas repito, a sorte é toda nossa.
Dificilmente um fato resumiria tão bem uma época quanto a esse destino dado a exportação de santas produzidas no Brasil , na região do garimpo de Ouro Preto durante o período colonial, quanto essa de esconder ouro dentro da imagem da santa em algum buraco previamente talhado.
As famosas santas do pau ôco.
A escolha do objeto para servir de disfarce enquanto o crime era cometido remete não só as práticas religiosas então vigentes, mas o apelo do sagrado para manipular e esconder as verdadeiras intenções.
Da prática o crime evoluiu para uma sentença trivial no linguajar nativo, porque tão abundante quanto ao uso do artefato em si para o delito na época, igualmente o uso da imagem santa passou a significar os hipócritas desse mundo mundano impregnado dos mesmos santos ôcos, ou quem sabe, enxertados de diamantes.
Estão por ai, com a cara pintada de maquilagem exagerada, talvez aqui ainda imitando as pobres santinhas, em cultos somente em épocas eleitorais, ironizando acusações com mais mentiras que ainda conseguem inventar.
Não tenho particular prazer nesse tipo de assunto, sinceramente me chateia, corrupção deslavada e medíocre praticada por altos escalões atraem holofotes enquanto os grandes roubos ficam escondidos.
Como por exemplo da Ligth agora quebrada, nas mãos dos mesmos que nos roubaram a Eletrobrás.
Nesse caso lidamos com Catedrais ôcas e não santinhos.
Mas os santinhos estão por ai, conduzidos por Tartufos com a mesma cara de pau das pobres imagens, praticando os mesmos delitos dos antepassados coloniais.
Essa prática, cá entre nós, até gozava de certa simpatia por tratar de ludibriar a feroz vigilância colonial, roubando nosso ouro e o mandando para o exterior financiando luxos da realeza portuguesa e sua existência material, nesse sentido quem rouba de ladrão teria seu perdão.
Já a prática atual das neo santas do pau ôco não goza dessa simpatia, parecem mesmo bonecas daquelas russas que vamos abrindo e outras e outras vão aparecendo.
Nosso ex presidente passou por três matrimônios e vários mandatos de deputado federal antes da bem sucedida aventura de conquistar o poder central, em comum nesse período de deputado o crime de peculato apropriando-se do salário dos funcionários de seu gabinete, as esposas da época lavando o dinheiro e fazendo as despesas da casa, das casas, depois crises matrimoniais, roubo de cofre e esposa fugindo do país, até a chegada do Queiroz, depois o Palácio até o Cid.
Uma trajetória épica, ainda por ser melhor compreendida, se cavalgado ou cavalgando o partido militar, certamente em simbiose perfeita entre eles.
O fato é que o ex governo do Brasil durante esses 4 anos de destruição do tresloucado ex presidente, não promoveu, assinou, planejou, registrou, lançou ou sonhou qualquer coisa sem antes calcular o ganho na intermediação.
Ou seja, tudo tinha uma comissão.
O esquema de lobby, ilegal no nosso país, infiltrava-se por todos os poros da antiga administração, e quando não promovida pelo próprio governo, aceitava de bom grado as oportunidades oferecidas.
Até vacinas tentaram incluir no pacote das intermediações desnecessárias, quando o grupo criminoso do ministério da saúde, quase todos militares, queriam comprar milhões de doses de vacina a 1 dólar e vender a 10, como vimos na CPI da Covid no Senado.
Logo na largada do desgoverno anterior, nas suas primeiras semanas, já mostraram a vocação tentando antecipar renovação de contratos de fornecimento de energia de Itaipu para o Brasil, num rolo que resultou na exoneração do ministro paraguaio envolvido e por aqui não deu em nada, mas deixou registrado o rumo que nosso país passaria a seguir.
E foi assim, proprietários de 100 imóveis, 50 deles adquiridos em dinheiro vivo, com todos os familiares envolvidos em práticas de peculato explícita, anos e anos, agora repetindo o procedimento no palácio do Planalto com candidato a generalato e acobertado pelo partido militar, o comando militar e um partido de cretinos .
Evidente que todos os escândalos virão a tona, mesmo o treinamento militar e de inteligência (?) que o tal Cid supostamente recebeu foi suficiente para esconder o tamanho da lambança dessa gente, os esquemas fazem parte da vida deles, não sabem e não querem viver de outra maneira .
Acho que as queixas repetidas do ex presidente amiúde durante seu mandato, quanto ao cansaço e certo arrependimento no cargo, tem sim um fundo de verdade, apesar do uso da vitimização que funciona bem e humaniza a criatura, ele se via obrigado a trabalhar e não queria, e sentia que seus rolos cresciam e fugiam do seu controle de ocultamento.
Não deu outra, estão todos ou descobertos ou a caminho.
A Val do açaí, o Queiroz, as formaturas dos cadetes e defesa das milícias, deixaram saudades no capitão, se deixou levar pela megalomania golpista do partido militar e chegou lá, para mostrar toda a incompetência de seus apoiadores e reafirmar sua ignorância violenta e medíocre.
Alem dos 100 anos de sigilo que gostava de decretar, que seja condenado a 100 anos de solidão, longe de cargos , peculato e corrupção.
Nossa Macondo, nossa Sucupira, nosso realismo fantástico ultrapassou a ficção.
Começa a fase relevante das articulações no Congresso Nacional, com a previsão de aprovação relâmpago do chamado Arcabouço Fiscal ainda nesse mês .
Talvez na Câmara em maio e Senado junho.
A costura inclui até segurar o próprio PT da tentação de incluir emendas no projeto.
Lula ontem no discurso no Ceará resumiu o que tenho entendido do futuro na relação governo e Congresso, com cada votação negociada e as mais relevantes, paradoxalmente, caminhando com mais facilidade, ao menos nesse primeiro ano.
O arcabouço pouco serve para o crescimento da economia, antes pode até ser um freio, mas é um instrumento da cena política entre agentes econômicos e sinaliza intenção e pressiona o Banco Central a cortar juros.
Um dialogar entre legiões armadas até os dentes.
Serve.
Os críticos repetem que sem crescimento o arcabouço é na verdade um garrote, prejudicando mais que ajudando.
Expliquei em outro post que sem crescimento não tem nem governo e afundamos todos na lama.
Queimem as pontes, queimem os navios, queimem os barcos, chegamos em terra e só resta o caminho a frente.
Não sei da luta anterior para a criação de Petrobrás em detalhes, a campanha nacionalista de sua criação pareceu surgir, visto de longe, mais uma aposta do que uma certeza.
Talvez esse debate anterior esteja contaminado pelos mesmos argumentos prós e contra quando da exploração e anúncio da descoberta do pré sal, quando imprensa e analistas econômicos davam como inviável e cara a exploração no fundo do mar.
Pouco tempo depois essa visão derrotista e pessimista foi arrasada pelos fatos , bilhões de barris descobertos e retirados dos oceanos a custo competitivo.
Após o golpe na presidenta Dilma a primeira providência foi colocar nossas reservas a venda, acabar com o fundo soberano da educação e da saúde e impor um custo de combustíveis internacionais na venda dos produtos da nossa estatal.
Aos poucos e R$ 300 bilhões de dividendos pagos a acionistas depois, e substituindo a presidência e o seu conselho deliberativo após alguns meses, e pagando um dividendos ainda exorbitante nesse mês de maio , a Petrobrás anuncia mudanças para o futuro.
Que nada são do que uma volta ao passado recente, quando investia em novas tecnologias, descobertas, plataformas e navios, e liderava o desenvolvimento industrial do Brasil.
Essa nova agenda será detalhada semana que vem .
Aqui também vale a observação, quando nosso crescimento retomar números condizentes com nossas necessidades e ambições, ouviremos que a sorte e ventos internacionais favoreceram.
Passei minha juventude ouvindo falar de Globalização, os chamados analistas políticos e econômicos papagueavam, esse o termo, dia e noite; a ofensiva dos países industrializados de transferir sua produção para os periféricos, sobretudo a China, ganhou o debate geopolítico mundial e foi imposto até para países em desenvolvimento.
O Brasil não transferiu empresas para a China ou outro pais asiático, talvez porque nem as tivesse de fato, passou a comprar a produção barata e deixou de receber investimentos estrangeiros aqui, sendo essa a consequência interna do mantra das elites sobre nós pobres ingênuos.
Gigantes como Apple foram parar em Xangai.
E o resultado desses anos de transferência de produção para a Asia resultou no desemprego industrial dos países desenvolvidos, enquanto asiáticos cresceram e agora tem em mãos não só produtos básicos no cardápio, mas também a fina flor da tecnologia mundial mais avançada.
EUA e UE abriram os olhos, a pandemia gerou um atraso de mais alguns anos, mas agora todos correm para reaver produção e reindustrializar seus países.
Talvez até essa guerra sirva de alavanca de crescimento industrial, o que nem novidade seria.
Por aqui o assunto patina, nossa visão estratégica não passa além de latifúndios e produtos primários. Que esses existam e prosperem, sem que esqueçamos que os melhores empregos e salários estão nas novas tecnologias .
Temos agora novamente um impulso de buscar investimentos e desenvolver a nossa indústria, refazendo o caminho iniciado em 2004 e interrompido.
O governo não pode fazer esse esforço sozinho, pode e vai induzir a nossa produção interna com estímulos, financiamentos e gastos públicos, mas depende do investimento privado para sedimentar essa política.
Falta um acordo entre nós brasileiros quanto ao que queremos para nosso futuro, mais uma vez a oportunidade bate na porta e dessa vez pode ser a última para essa geração embarcar.
Haddad está no encontro no G7 que acontece no Japão e surpreendeu a Secretária do Tesouro dos EUA Janet Yellen com um pedido de atenção não para o Brasil, mas para a Argentina.
Disse mais, que a crise do endividamento herdada do governo anterior, agravada pela Pandemia e agora terrível seca, compromete os recursos com exportação do país vizinho e pode, segundo afirmou, provocar uma mudança política radical no país.
Haddad referia-se a candidatura extremista do Milei, um fascista da pior espécie.
Haddad pode estar também se referindo indiretamente sobre o ataque do judiciário argentino contra a ordem democrática, cancelando eleições e perseguindo candidatos de esquerda .
Naquele roteiro lavajatista conhecido e de resultados idem.
A secretaria americana não escondeu sua surpresa com o pedido mas não se fez de rogada, aparentemente, prometendo avaliar a situação.
O que Haddad pretende, ao menos com os EUA, é chamar o país a responsabilidade, sendo quem mais influência exerce sobre o FMI, que faça gestões para ajudar a Argentina a superar esse momento de instabilidade cambial.
Faltam dólares.
Na mesma direção mas por outros caminhos, a China chamou o Ministro da Fazenda argentino para uma conversa em Pequim, e o Banco dos Brics, com nossa Dilma a frente, aproveita a visita e agenda conversas para negociar saídas da crise.
O presidente Argentino Fernandez abandonou a disputa para sua reeleição e tenta conduzir o país até o próximo pleito, enquanto sua parceira peronista Cristina Kirchner procura um caminho, apesar da proibição legal, para a sua candidatura.
Dia 25 próximo estão previstas caminhadas na defesa da candidatura de Cristina em todo o país.
Dessa vez o efeito orloff veio trocado e os hermanos parecem repetir nossa história recente.