Algumas coisas acontecem no STF e podem deixar a impressão de falta de controle, um certo temor de assumir posições e enfrentar a avalanche contrária do momento.
De uns anos para cá, quem pensou assim errou todas.
Depois da Lava Jato e da tentativa de golpe de Estado do bolsonarismo, o que não falta na maioria dos ministros do STF é unidade e vigilância. O que não quer dizer que controlam todas as iniciativas individuais dos seus componentes.
É o caso do ministro Mendonça, o terrivelmente evangélico e uma nulidade jurídica e pessoal.
Uma bomba que o Bolsonaro deixou lá.
Só que os demais sabem mais disso do que nós, e quando a bomba ameaça alguma coisa relevante, eles vão lá e desarmam.
Como fizeram ontem no julgamento da decisão tresloucada do Mendonça de passar por cima de decisão do Senado e prorrogar o funcionamento de CPMI.
Uma ideia autoritária, inconstitucional e afrontosa. Se eu consigo entender isso claramente, como pode um juiz do STF não fazê-lo?
Porque não quer, porque despreza a lei e a Justiça e porque está lá para servir outra coisa, outros interesses.
Nos votos de 8 dos 10 que decidiram enterrar essa patacoada do Mendonça, além de todos os desaforos que ele teve que engolir, uma informação trazida por Flávio Dino foi definitiva: quebraram mais de 1100 sigilos bancários e fiscais nessa CPMI.
Segundo Dino, isso seria a soma de todas as quebras de sigilo de todos os demais ministros da Corte em todos os anos anteriores. Ou seja, o que Mendonça e seus colegas bolsonaristas faziam na CPMI e queriam continuar fazendo era perseguição política com fins eleitorais e vazamentos criminosos para atacar o governo.
E foram fragorosamente apanhados e não vai sobrar nada para contar a história dessa CPMI.
Bobagem ficar achando que Justiça e investigação dependem dessa gente; quem vai atrás dos ladrões do INSS vai ser a Polícia Federal e a Justiça comum. Mendonça vai mandar descer a investigação porque, para ele, perdeu a graça e vai para o Banco Master, onde também enfia o pé na jaca a cada decisão.
E depois vão anular tudo o que ele anda fazendo.
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Desde que nosso banco central cortou dos 0,5% previstos para apenas 0,25% a taxa selic eu estava preparando um post sobre o assunto.
Porque as circunstâncias internas que estavam alinhadas não só para o corte em 0,5% como para anunciar cortes futuros na mesma toada, foram todas atropeladas pela agressão dos EUA e Israel contra o Irã, inicialmente para provocar mudança do regime alimentando revoltas internas, e até uma volta da família do Xá estava sendo cogitada. Não é difícil saber que nada disso nem de longe iria ocorrer, apenas na mente perturbada do desgoverno noret americano, e perderam completamente o controle da guerra que está entrando em semana decisiva quanto ao transito de petróleo e gás pelo mundo, naquilo que estamos entendendo como a maior crise de fornecimento mundial de petróleo desde os anos 70.
Para nós, e apesar de autossuficientes em petróleo, graças à Petrobras, mas perdemos a capacidade de distribuição e uma refinaria importante trocada por joias, além da importação de cerca de 20% do diesel consumido aqui, já nos causa problemas e aumentos ilegais de preços de gasolina e diesel, além de tomadas de decisões desencontradas pelos agentes privados do setor que privilegiam especulação e lucros astronômicos em crises, o que nos obrigará no futuro próximo a mudar esse quadro do jeito que for necessário e garantir a nossa segurança energética. Não temos a menor necessidade de passar por esse tipo de crise, não com a oferta disponível de gás e petróleo que temos.
Mas a insegurança mundial instalada e com ameaças crescentes de escaladas no conflito, obrigou o Banco Central a pisar no freio, sem abrir mão de afirmar sua disposição de começar o processo de queda das taxas. O que deve ocorrer, mesmo no curto prazo, em 0,25% por rodada, até que o ambiente externo se refaça.
O que ninguém pode afirmar é quando ou em que circunstâncias. O funcionamento do mercado distribuidor mundial de combustível, isso podemos dizer, não volta tão cedo ao normal, no sentido do fluxo anterior à guerra. Algumas consequências mais duradouras e prejudiciais ficarão por muito tempo.
Até lá, ficar de olho no câmbio, nosso calcanhar de Aquiles, que tem se comportado dentro do razoável, porque além de produtores de petróleo nossa balança comercial positiva e vigorosa externa tem se mantido forte e nos garante, com a atração da taxa selic altíssima, o fluxo necessário para manter o câmbio comportado mesmo nessa crise terrível.
Por aí vamos nos livrando de maiores problemas.
Até aqui, e temos tudo para assim seguirmos.
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Primeiro é destacar que temos dois tipos distintos de consumidores desse lixo de imprensa: quem busca confirmação de seus preconceitos, dogmas, visões distorcidas e rasas do mundo, racistas, frustrados, odiosos e cuja mediocridade o torna covarde e pronto para culpar o outro por seus problemas. Isso tudo aí é um tipo só. O outro é a vítima dessa cadeia podre de intimidação e manipulação do que deveria ser jornalismo e entretenimento.
Dito isso, afirrmo que em nenhum momento da minha vida vi essa nossa imprensa ser honesta e imparcial com os fatos e as pessoas — e quem vos fala nasceu em 1962 e passou a infância e a juventude na ditadura militar, viu a luta pela redemocratização, viu o fracasso nacional em todos os aspectos da administração do Brasil nas mãos de militares e civis ligados a eles, elegeu o Lula e entendeu, porque viveu, a diferença entre quem governa para o povo e quem não governa para o povo.
E a diferença é tão brutal, é tão definitiva nos resultados práticos da vida, que somente mentes limitadíssimas e completamente cegas aos seus próprios interesses em explorar e incapacitar o outro não percebem. E sabemos que temos muita gente aí assim. Talvez a maioria da classe média e certamente a grande maioria da classe dirigente. E são casos perdidos.
Que se dizem conservadores, e o que querem conservar são privilégios, jeitinhos, acessos e redes de interesses lícitos e ilícitos, onde sustentam suas vidas.
Entendo que queiram conservar. Mas não aceito e luto por justiça social e oportunidades, escola pública e saúde pública, investimentos públicos e privados, para nivelar as chances de sobrevivência e permitir a todos disputar com um mínimo de igualdade os desafios do mundo.
Para isso, acabar com a escala 6×1, permitir mais descanso e lazer sem diminuir salário é uma disputa necessária nesse exato momento, para marcar, na véspera do pleito de escolha do próximo presidente, quem está e quem não está ao lado da vida digna do trabalhador brasileiro. E é assim que vamos abrindo espaço de qualidade na vida de todos, até daqueles que são contra.
Não falei da imprensa até aqui, mas ela está em tudo, da primeira à última letra desse texto, porque em todas as conquistas ela sempre esteve contra todas elas, e em tudo mentindo e distorcendo, sempre preservando interesses de classe e contra tudo que representa melhoria da vida da maioria, de maneira às vezes insidiosa, rasteira. Às vezes em afrontoso ataque à verdade e à história das pessoas e até do país.
Como agora, ao esconder o sobrenome do candidato bolsonarista, que chamam de Flávio, escondendo o sobrenome odiado por maioria. Assim divulgam o candidato “limpinho”, impõem sua imagem nova — logo o filho mais ligado às milícias e ao esquema financeiro da família, totalmente corrupto desde suas origens iniciais, e imaginem agora, próximos às grandes jogadas que sequer imaginamos.
E tentar jogar no colo do Lula a crise do Master é um lavajatismo tão indecente que vai naufragar, levando o boboca desse ministro Mendonça, que agora comparam com aquele juiz Moro. A comparação até podemos aceitar, porque o desfecho dessa investigação, apesar dos crimes evidentes, segue tão distorcido quanto a Lava Jato e vai ter o mesmo desfecho de anulações. E minha desconfiança é que isso mesmo que estão fazendo conscientemente: buscam atacar o Lula e o governo com objetivos eleitorais, enquanto contaminam as provas com ilações insustentáveis e vazamentos criminosos e com alvos específicos, para não acusar, mas proteger personagens e até o criminoso que se mantenha mais calado na delação em andamento.
Escrevem nas páginas que o criminoso decidiu preservar o STF porque quis, não vai delatar não porque não teria o que dizer, mas para preservar seus interesses na corte. Percebem? Assim noticiam, acusando, sem que um pingo da delação em negociação tenha iniciado, ou sem sabermos se essa é a verdade ou não.
E fizeram um PowerPoint em rede nacional onde a imagem do presidente Lula aparece próxima à de Vorcaro, numa repetição das mais graves indecências que a força-tarefa da Lava Jato usou contra o Lula — depois tudo anulado e o procurador que o fez condenado — numa manobra desesperada para seguir no ataque total, numa declaração de guerra dessa vez. No que parece atingir alvos nos corações e mentes do consumidor desse lixo, mas que não vai colar, não vai vingar e vamos aos poucos desconstruir.
Porque essa é a nossa tarefa: de lembrar, de observar os fatos e a verdade.
Não basta não mentir numa hora assim, tem que falar a verdade.
Porque ela tem força própria, como já vimos acontecer antes.
E dessa vez vamos acabar com essa farsa muito mais rápido, porque ela é muito fraca e forçada demais para repetir a anterior, que foi longe demais e nos trouxe o bolsonarismo que vamos enterrar na próxima eleição.
Ainda não o suficiente, mas mais alguns palmos, certamente.
Seguimos.
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Ontem, durante o lançamento da candidatura de Haddad ao governo do estado de São Paulo, fomos testemunhas de algumas importantes revelações.
A primeira é que Haddad diz que vem para ganhar, não faz sacrifício nenhum, porque a batalha junto aos companheiros vale a pena.
Depois, Lula pede para Alckmin disputar o Senado e não a vice-presidência.
E aí a porca torce — ou já torceu — o rabo.
Torce porque Alckmin também já disse antes que, se não disputar a vice-presidência na chapa com Lula, não quer disputar nenhum outro cargo. Ou já torceu porque o pedido público de Lula pode ter sido resultado de acordos fechados, inclusive com Alckmin.
A ver o que ele decide.
Eu sempre defendi e acreditei em Alckmin como vice do Lula, mas, diante da fala pública, toda a especulação cessa.
E o pensamento procura as razões.
Uma, o próprio Lula explicou na sequência de seu discurso, que, como senador, Alckmin soma mais apoio na disputa estadual e, digo eu, não na nacional. E podemos imaginar que Lula deve anunciar um outro nome para sua chapa, alguém mais jovem, para contrapor imagem com a juventude do Flávio (Bolsonaro) e que seria uma espécie de seguro contra sua idade avançada, além de mais um nome nas bolsas de apostas futuras para 2030.
Nesse caso, alguém com força e jovem por aí.
É o que temos, por enquanto.
Muita coisa para ver na sequência, mais acontecimentos relevantes.
E, quem sabe, uma disputa acirrada em São Paulo, para variar.
Não deixando de considerar a possibilidade levantada no post anterior sobre o tema: que Lula, na verdade, usa a vaga para atrair o MDB e, quem sabe, outros mais, sem, na verdade, rifar Alckmin, que está firme na chapa como vice.
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O ministro Mendonça, terrivelmente evangélico, tomou os ares do lavajatismo para si, aproximou-se da parcela de mesma inclinação da PF e iniciou as investigações do caso Master, acelerando para cima de dois de seus pares: Toffoli e Moraes.
Acima, comemora sua indicação ao STF com louvores e pulinhos, em péssima companhia.
E como é o relator do processo das fraudes do INSS, ou seja, dois dos mais midiáticos e controvertidos processos tramitando atualmente no STF estão nas mãos do ministro bolsonarista — ex-ministro da Justiça do Bolsonaro —, achou que ia deitar e rolar para cima de petistas e governistas, enquanto protege o centrão e o PL de todas as investigações.
O primeiro tranco quem lhe proporcionou foi o PGR Gonet, no caso do sicário, em que a pressa e o voluntarismo em tomar decisões não contaram com a ajuda da PGR; pressa indevida, com morte dentro da cela da PF por suicídio do bandido. Dali em diante, PGR e Mendonça não se entendem, com Gonet cada vez mais avesso às investidas do relator e, a meu ver, pronto para, no momento seguinte, questionar tudo que está sendo feito — e mal — nos inquéritos.
Essa última proibição de acesso de deputados ao arquivo do celular de Vorcaro deve ser entendida por aí: não foi somente para preservar a citação de que Flávio Bolsonaro está na agenda do banqueiro bandido, mas porque os vazamentos descontrolados estão fazendo Mendonça perder o controle do processo, e alguém já soprou no ouvido dele que nulidades em profusão estão sendo empilhadas, e os demais ministros do STF não vão deixar passar. E contam com a PGR como aliada.
A consequência dessa lambança pode ser a de amenizar a pena de Vorcaro, por uso político da investigação. E o advogado do banqueiro está surfando na onda do lavajatismo para usar tudo isso depois, da mesma maneira que a Lava Jato original foi detonada: uso político e seletivo.
Fachin, outro lavajatista de carteirinha, começou com essa história de ética e regras para os demais ministros da Corte e agora só fala para as paredes, porque não defende a Corte, aceita os ataques políticos e ainda alimenta a imprensa contra os pares.
Mendonça, que já falava para as paredes e tem seu momento de glória — segundo a imprensa PIG, ele seria o futuro da Corte —, já já volta para o ostracismo por incompetência e uso político do cargo.
E não demora.
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Observamos no post anterior que a preocupação sobre a economia (inflação?) não consta entre as duas maiores preocupações dos brasileiros, com modestos 11% de menção em terceiro lugar na última pesquisa DataFolha.
Além da constatação de que nenhum item citado na mesma pesquisa monopoliza a preocupação, num quadro disperso de citações mostrando equilíbrio e momento sereno no cenário atual no Brasil, apesar da gritaria da imprensa e da oposição.
A inflação de fevereiro de 0,7% apontada pelo IPCA foi relativamente alta, mas, como concentrada no aumento das mensalidades escolares e inferior ao mesmo mês em 2025, segue declinante no acumulado anual, chegando a 3,81% .
Até aqui está tudo certo!
Mas agora estamos enfrentando uma pressão forte de aumento de combustíveis que pode provocar aumento dos custos dos transportes etc., invertendo momentaneamente a tendência anual de queda.
O desenrolar da guerra e os problemas de circulação do petróleo no mundo não são o nosso problema, mas a aplicação de preços internacionais por refinarias privatizadas e distribuidores privatizados, que ignoram o preço congelado dos combustíveis na produção da Petrobras e aplicam esse preço internacional também no mercado brasileiro.
Diesel o Brasil importa porque não tem produção suficiente e, por isso, o governo zerou as alíquotas de impostos para conter os aumentos, aí sim inevitáveis.
Se por um lado o custo dos combustíveis aumenta, por outro o câmbio oscila e temos fundadas expectativas de queda, mesmo no caso de a agressão contra o Irã se prolongar.
Analistas percebem que o Brasil não só é autossuficiente como exportador do precioso óleo negro, o que o coloca em posição privilegiada nesse cenário truncado.
A tendência, segue a análise, é perceberem os fatos ao longo das semanas e nosso câmbio seguir valorizando.
A ver.
Nesse caso, a inflação por um lado segue pressionada pelo aumento dos combustíveis (a ver se as medidas do governo e as ameaças de fiscalização rigorosa fazem efeito e os preços do diesel cedem). Por outro lado, se o câmbio voltar a valorizar o real, pode haver aí compensação nas pressões inflacionárias e certo equilíbrio nos componentes que formam os preços, mantendo a inflação comportada.
Sim, tem gente falando em aumento para 5% no acumulado anual por conta do combustível.
Os próximos dias e semanas dirão.
E temos Banco Central e Selic na próxima semana!!
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Olhando um pouco além dos números apresentados na última pesquisa Datafolha sobre o pleito eleitoral, e nos escopo da pesquisa, me chamou a atenção o quadro que ilustra o post, onde as preocupações dos brasileiros são listadas em ordem crescente de prioridades.
De cara me parece evidente a dispersão dos problemas; nenhuma pauta específica monopoliza, no sentido negativo, a atenção.
Um número de 19% de destaque para segurança me parece pra lá de razoável, perdendo para saúde, com 21%.
A posição dos temores relacionados à economia, em terceiro, com discretos 11%, mostra como estamos conscientes dos progressos no combate à inflação, desemprego e todos os infinitos e complexos ângulos para uma saudável política sustentável na nossa economia. Aqui, particularmente, em certo sentido, todo esse aspecto da pesquisa situa oposição e governo nos principais pontos a serem abordados na disputa permanente dos corações e das mentes nacionais. E não deixa muita margem para ataques consistentes e calcados na realidade, por parte da oposição. Sobra as mentiras e fake news, onde são mestres.
O fato relevante, repito, é que a dispersão dos pontos elencados pela pesquisa pode ser resumida em uma afirmação importante: que, nesse momento, no Brasil, nenhum problema específico, apesar dos constantes ataques tentando emplacar uma crise econômica ou na Segurança, nem esse tema e nem outro domina a pauta da sociedade, que responde apontando problemas dispersos, todos relevantes, mas que mostram equilíbrio e bom momento da administração central nacional.
Reconhecido, a meu ver, nesse cenário apontado pelo Datafolha.
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Invertendo a máxima, o lavajatismo que tenta ressuscitar da farsa anterior o faz de forma trágica.
Porque, se são os mesmos personagens — a mídia dita profissional, parte da Polícia Federal, o ministro Fachin, agora somado ao terrivelmente evangélico ministro André Mendonça — não perdem uma oportunidade de fazer lambança e atacam aqui e ali com renovado empenho. Deixam um rabo de imperícia e, de tão afoitos, passam por cima de procedimentos elementares, que a PGR e os demais ministros não terão nenhuma dificuldade de anular rapidamente quando a coisa chegar nas turmas.
O afastamento público pessoal de Gonet das decisões temerárias do ministro Mendonça está não somente definido, mas acompanhado de críticas do açodamento e acusações de pressa infundada e ilegal. O que quer dizer que tudo não tem futuro nenhum no que chamamos de curso do processo legal.
Parte da Polícia Federal tem vazado seletivamente para atacar os demais ministros do STF, Toffoli e Moraes, e não esperar por parte desses reação — direcionada não à PF, mas ao promotor desse desatino, o ministro Mendonça — é não conhecer nada de como funciona a Corte nesse Brasil.
E vão contar com a PGR de Gonet na empreitada, porque, de todos eles, é quem mais tem demonstrado crescente irritação, insatisfação e, em breve, reação aos desatinos do ministro Mendonça.
A Lava Jato que morreu tenta ressuscitar para, mais uma vez, tentar derrotar o projeto popular, inclusivo e nacionalista do PT e do Lula. E nosso!
Como não enganam mais ninguém, rapidamente serão desmascarados e toda essa fumaça se dissipará, para vergonha e derrota dessa gente.
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Presidente Lula agenda almoço com Alckmim e Haddad para a próxima semana, no cardápio as definições do futuro de ambos na próxima disputa eleitoral.
Um amigo me lembrou da velha máxima da política em essência : reunião só se marca depois de tudo combinado e decidido.
Alckmim anda chateado, avisou que sem a presença na chapa da presidência não concorre a mais nada e sai da vida pública. Penso, e já afirmei aqui algumas vezes, que a hipótese de substituí-lo por alguém do MDB era mais uma carta sobre a mesa para promover diálogos e não deixar o partido livre para escolher a oposição. Alckmim nunca seria trocado, reafirmo.
Já a posição de Haddad era outra, mais preocupada com o único propósito que lhe interessa: candidatura a presidente pelo PT em 2030 e acossado pelo protagonismo de outros nomes dentro ou influente na base do PT a incluir na bolsa de apostas para o pós Lula outros nomes, como Flávio Dino por ex.
Haddad percebeu seu momento para negociar o que chama de sacrifico disputar o governo de São Paulo, lembrando da sequência de suas derrotas anteriores e reconhecendo o favoritismo no momento para a reeleição de Tarcísio. Impôs. Ao que parece, impôs um preço para a disputa : a vaga de candidato para 2030 de presidente pelo partido, apostando todas as suas fichas.
Quem não nasceu ontem sabe que promessas com tantos anos de antecedência são sonhos e ilusões, mas compromissos também são encarados como limites e projetos pessoais que devem ser respeitadas, na medida do possível.
De certa forma Ciro Gomes embarcou em canoa semelhante no seu passado de compromissos com Lula e Pt. E não perdoou o que parece não ter sido cumprido ou nem
tão amarrado e certo como julgava. O certo é que afastou e não quer mais papo.
Espero que Haddad saia como candidato ao governo acompanhado de forte chama de Tebet e Marina Silva nas disputas para as duas vagas no Senado. E podemos ter surpresas nessa reeleição considerada certa de Tarcísio no atual momento. Quem sabe ao menos um segundo turno mais animado e dividindo os preciosos votos dos paulistas?
Então, para a tal reunião futura é caprichar nas ditos porque a costura já está pronta.
Depois do meu último post tratando desse tema sobre a escolha do vice na chapa presidencial com Lula, uma enxurrada de notícias e declarações surgiu e me obriga a voltar a ele.
Começo reafirmando ser Alckmin o nome que vai compor a chapa para a reeleição.
E digo isso fundamentado em alguns aspectos relevantes que provocaram essa discussão e que não estão devidamente esclarecidos.
O primeiro ponto, e o principal: de onde partiu essa ideia de substituir Alckmin?
Talvez do próprio Lula ou do PT. Se foi o Lula, o fez na rotina normal de consultas para estratégias eleitorais, que não poupam ninguém, nem o próprio Lula. E, se foi o PT, é porque estão preocupados com a sucessão em 2030 e, quem sabe, até com a condução do próximo mandato, comandado por um homem forte e saudável, mas de 80 anos.
E, ainda dentro do PT, um personagem cujas ações estão muito estranhas: Fernando Haddad, que anuncia saída do ministério para trabalhar no programa do próximo mandato, diz não querer disputar nenhuma eleição e não confessa sua única ambição: ser presidente. E, sendo vice agora, pavimentaria seu caminho.
Naturalmente, quando esse tipo de especulação começa a circular abertamente, um monte de candidato aparece. E, nesse caso, penso que Lula não coloca um ponto final nessa história porque, de alguma maneira, ela o beneficia, atrai interesses e abre portas para conversas, além de revelar pessoas e estratégias que ficariam camufladas e precisam vir à tona para tentar ganhar o cargo.
Acho normal especular sobre vice, como ocorrem inúmeras especulações sobre candidaturas e, depois, sobre ministros e etc., nesse espiral infinito da política.
Se Lula deixa a coisa seguir, é porque está bom assim.
Mas ele vai confirmar Alckmin, até porque trocar um vice de São Paulo por um de Alagoas ou Pará, convenhamos, não é bom negócio. E o MDB vem dividido, não importa o que decidam em convenções.
Fora o histórico anterior e recente com o vampiro Temer.
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