O Ministério da Educação anunciou o fim das Escolas Cívico-Militares. Um programa lamentável do passado que pretendia transformar as escolas das classes pobres do Brasil em um berçário para suas próprias sandices.
Autoritarismo, fascismo, cultura superficial e conservadora, imposição e submissão.
As bases desse programa empregavam as piores práticas e princípios em nossas crianças mais vulneráveis.
Sim, porque nas classes médias e altas ninguém sequer considerava submeter seus filhos a essa catástrofe educacional.
Outras iniciativas do governo parecem estar sendo planejadas para afastar a presença militar da sociedade civil. Estudos sobre critérios para a participação de militares e policiais em eleições estão prestes a ser anunciados. E exigirão um afastamento definitivo de posições para aqueles que pretendem seguir uma carreira política.
Uma nova pesquisa da Quaest acaba de ser divulgada, mostrando uma completa reversão das expectativas do chamado mercado em relação à condução da nossa economia pelo ministro Haddad.
Agora, Haddad é considerado um gênio em sua área e suas ideias para a nossa economia são impecáveis.
No entanto, o equívoco na avaliação começa desde o início, pois não existe uma política econômica exclusiva de Haddad, existe apenas uma política do Presidente. Aliás, o Presidente recebe uma avaliação bastante negativa na mesma pesquisa. Todos preferem qualquer opção, exceto Lula.
Isso nos leva a uma nova reflexão: de onde o tal mercado tira suas conclusões? Quem informa essas pessoas tão mal informadas?
Não é nenhuma surpresa as escolhas que seriam feitas, as reformas necessárias, as diretrizes e as prioridades. Nada disso é surpreendente. O Presidente Lula segue atualizado, especialmente no que diz respeito ao cuidado com o meio ambiente, no mais a mesma política de seus mandatos anteriores. Não há comunismo, não há improvisação, não há surpresas mirabolantes. Tudo é planejado e anunciado, tudo no sentido de inclusão, promoção e desenvolvimento. Tudo priorizando os interesses do Brasil.
Os resultados são esses, as expectativas eram essas e no futuro continuaremos na mesma direção.
Apesar de tudo, é melhor que essas pessoas compreendam o que está acontecendo, até porque o progresso beneficia a todos e deve ser assim.
Seguimos sem ilusões, eles estão no mesmo lugar de sempre, todos eles são fascistas, bolsonaristas, prontos para pular em qualquer barco que anuncie a derrota do PT.
Não podemos ignorá-los, mas também não devemos perder muito tempo com eles.
Mauro Cid, apesar de se comportar como o amarra-cachorro do ex-presidente, aparentemente tinha uma alta opinião de si mesmo.
O fato de se apresentar vestido com uniforme militar e cheio de medalhas, em um silêncio desafiador, durante o interrogatório da CPMI que investiga o movimento fascista que culminou em 8 de janeiro, mostra que há mais pessoas além dele que levam a sério a bagunça que fizeram.
Ele recebeu poucas visitas na prisão, apenas figuras conhecidas apareceram, além do Pai general.
Tudo isso, na distorcida mente de Cid – que, lembremos, foi retirado do Comando das Forças Especiais de Goiás antes de chegar ao almejado posto de general – imagina-se parte de uma missão com a qual ele foi encarregado e pela qual está disposto a qualquer sacrifício.
A distorção de sua compreensão sobre o dever de um militar é completa, inaceitável, inaproveitável, pobre, superficial, distorcida e equivocada.
Cid é uma contradição insuperável em pessoa, um exemplo completo do desastre civilizatório no qual nossas forças armadas se afundaram.
Desmoralizados e expostos por pessoas como Cid, que se recusam a responder perguntas, até mesmo sobre sua data de nascimento, imaginando-se em uma sessão de tortura em território inimigo. Cid é um indivíduo mentalmente fraco, covarde, pusilânime e incapaz.
Uma figura triste e trágica, cuja existência no topo da oficialidade militar serve como um sério alerta para todos nós: quem são essas pessoas fardadas? O que elas pensam que estão fazendo? Qual é o objetivo delas?
E nós? Como nos defender desses loucos furiosos?
Precisamos encontrar uma resposta importante e urgente.
A frase do título é atribuída ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, conhecido como FHC, que se apropriou do Plano Real do governo Itamar, do qual ele era o Ministro da Fazenda. Posteriormente, ele aproveitou-se disso.
FHC costumava passar pela piscina do Palácio, acordava tarde e nadava. Somente por volta das 14 horas é que iniciava o expediente, que costumava encerrar cedo. Ele também gostava de viajar, mas suas viagens não trouxeram resultados concretos em termos de políticas e investimentos.
Essa preguiça característica de FHC parece ter sido esquecida e foi repetida por Bolsonaro, o que mostra o quanto é exigido de um presidente que pretende cumprir um bom mandato.
FHC ficou à sombra do sucesso do Plano Real e depois promoveu uma mudança na Constituição, comprando apoio de deputados e senadores, para garantir sua reeleição. Após isso, ele permaneceu em um segundo mandato sem grande destaque. Acreditava que voltaria ao poder em breve, apostando no fracasso de seu sucessor: Lula!
No entanto, perdeu essa aposta.
Ele deixou um legado de falência, recentemente superado apenas por Bolsonaro e seu ministério de almas penadas..
Isso porque governar o Brasil não é fácil, é muito, muito difícil.
Exige muito trabalho e dedicação, com o consolo de que os resultados acontecem.
Você quer um exemplo?
O Novo PAC – Plano de Aceleração do Crescimento – que será anunciado nos próximos dias. Ele contemplará seis eixos estratégicos: transição energética, inclusão digital e conectividade, acesso à água para todos, transporte, infraestrutura urbana e infraestrutura social.
Cada eixo é negociado com governadores, prefeitos, políticos, audiências públicas, etc.
Isso demanda muito trabalho, planejamento, esforço e investimentos significativos.
Assunto Lava Jato parece nunca ter fim, começaram novas revelações e vazamento de um novo personagem, um antigo político e empresário chamado Tony Garcia, trazendo fatos e gravações que revelam os métodos ilegais desde o início do novo milênio.
Os personagens são os mesmos, embora mostrados de forma inédita combinando sentenças e ações criminosas com o réu Tony Garcia, exatamente idênticas às mostradas depois na Vaza Jato do Hacker de Araraquara.
Os desdobramentos veremos nos próximos dias, Tony deverá depor no STF e na Câmara, além do advogado Tacla Duran. Ambos trazem provas dos abusos e crimes, além de venda de proteção, tudo na conta dos Procuradores da Lava Jato e do ex-juiz Moro.
Todos deverão responder às graves acusações e as investigações apontarão a veracidade das provas, mas o dano, nesta altura, é irreparável e as consequências de tanto desatino veremos depois na anulação em série das acusações e investigações que os tornaram famosos.
A questão da impunidade pode ser questionada, muitos dos empresários e políticos acusados de fato cometeram crimes, alguns confessos. E as leis brasileiras existem para proteger o crime de colarinho branco, como sabemos.
O que não isenta a gangue do Paraná, que pode ter cometido crimes tão graves quanto aqueles que prometiam combater, incluindo a morte do Reitor Cancilier e até de ex-presidente do Peru, obtendo também vantagens financeiras e políticas, como as apurações mostram e as carreiras políticas comprovam.
Parece tudo desabar sobre eles, e estamos ainda no começo.
Infelizmente, tanta loucura comprometeu o combate à corrupção da elite, deixando o judiciário na defensiva.
Sem falar no mal que causou para o país, prendeu o Lula, definiu uma eleição a favor do fascismo e quebrou grandes empresas.
O saldo é desesperador, e a gangue parece encontrar seu ocaso no caminho.
Não fica nenhuma lição, nada se aproveita, ninguém se salva.
Somadas, as reservas declaradas de ouro dos BRICS são pouco mais de 4 mil toneladas. Apenas os EUA possuem mais de 8 mil toneladas em reservas. O interesse no metal pode ressurgir uma vez que tenha sido anunciado e confirmado em agosto próximo o uso do ouro como lastro da moeda dos BRICS, que está em processo de criação. Pessoalmente, essa ideia me parece anacrônica, mas pode ser uma espécie de revanche pela substituição do metal pelo dólar, revertendo uma situação que ocorreu décadas atrás.
Nos EUA, a oposição – e com as eleições se aproximando – acusa Biden de enfraquecer o dólar internacionalmente. A estratégia de usar a moeda como arma para impor sanções ao redor do mundo provocou uma reação que aparentemente coloca a moeda em uma encruzilhada. Os BRICS almejam superar essa situação.
Considerando que temos uma lista de 42 países interessados em ingressar no bloco e que, também em agosto próximo, será feito um anúncio incluindo 5 novos países, como a Arábia Saudita e a Argentina, o desafio à moeda norte-americana pode se confirmar como o maior de todos os tempos. Isso chega em boa hora.
Os EUA, com Biden, tentaram reafirmar seu domínio mundial por meio de chantagem, guerra econômica e sanções, além do conflito terceirizado com a Ucrânia. Em uma era de Pix, seria impossível continuar impondo uma única moeda em um mundo que se vê e se pretende multipolar.
Depois de uma semana frenética, na qual todos os ponteiros do relógio marcaram o mesmo horário simultaneamente e as órbitas dos planetas se alinharam, esperávamos sair de uma confusão geral e encontrar um céu tranquilo. No entanto, isso está longe de ser verdade.
Como dizem por aí: “a luta continua!”
Enquanto esperamos, observamos as nuvens passarem, que mudam ao sabor dos ventos imprevisíveis.
No momento, temos boas notícias na economia. Os indicadores sociais e econômicos disponíveis deixam claro que o Brasil está reagindo positivamente sob a liderança do Presidente Lula.
E não é a primeira vez.
Assim, caminhamos novamente em direção a um ciclo melhor, mais equilibrado e previsível. Onde aqueles que têm a oportunidade e a vontade podem conectar seus sonhos com a realidade.
No entanto, não basta apenas ter a disposição de ampliar os horizontes e buscar a inclusão. A meta por trás de todos esses números e disputas é garantir que as pessoas estejam melhor situadas.
Todos concordam que precisamos melhorar, pelo menos em nossos discursos, mas fazer acontecer é a única tarefa necessária.
Estamos todos convocados a participar, seja na crítica, na reivindicação, no acerto de contas, no protesto, no elogio ou na militância. Todos podemos participar democraticamente, a favor ou contra, de maneira civilizada.
As frágeis previsões formuladas pelo relatório Focus e pelo Copom evidenciam que as decisões sobre a taxa básica de juros são tomadas em estado de cabal incerteza. Não se pode conferir qualquer credibilidade a um modelo, um método ou uma calculadora de qualquer natureza que parta de projeções tão desprovidas de relação com a realidade. A disjuntiva que se apresenta é encontrar métodos mais eficientes de construção de cenários ou aceitar-se o caráter eminentemente político da decisão da taxa de juros básica da economia e arcar com as decorrências dessa constatação.
César Locatelli, mestre em economia política pela PUC-SP, jornalista independente e coordenador para São Paulo da Associação Brasileira de Economistas pela Democracia. E-mail: f2cesarlocatelli@gmail.com https://orcid.org/0009-0002-8252-0896
Desorientados com a inelegibilidade do líder, assediados por investigações e divididos entre extremistas e conservadores, o grupo barulhento do fascismo começa a se mobilizar novamente, buscando recuperar algum protagonismo ao projetar as eleições de 2024 nos municípios.
Em Brasília, neste fim de semana, ocorreu uma passeata a favor do armamento da população, como forma de reagir às recentes decisões do STF que anularam os últimos decretos do ex-presidente que visavam flexibilizar as leis de posse de armas.
Curiosamente, pouco ou nada se mencionou sobre o STF durante a marcha, provavelmente devido ao ditado “gato escaldado tem medo de água fria”. No entanto, os principais alvos dos ataques foram os professores, a cultura, a inteligência e a educação.
É evidente que esse grupo carece de todos esses elementos mencionados.
Mais uma vez, no meio de gritos, ataques, ofensas e ódio, eles pretendem trilhar o mesmo caminho que já lhes rendeu sucesso em algum momento.
Acredito que dessa vez não terão tanto êxito, pois também há cautela do outro lado. No entanto, não há dúvida de que seu discurso encontra eco em muitos ouvidos.
A semana terminou com a sensação de que todos sobreviveram, apesar das intensas disputas. Bem, quase todos.
Foram aprovadas a nova Reforma Fiscal e o Carf. A primeira metade da Reforma Fiscal ainda tem um longo caminho pela frente até sua implementação completa, dependendo de várias decisões futuras. Além disso, foi crucial o voto de qualidade no Carf, pois sem ele as cobranças de impostos ficariam presas em burocracias legais e nunca seriam efetivadas.
A última votação sobre a nova âncora fiscal ficou para agosto, aparentemente sem grandes disputas pendentes em relação ao projeto.
O saldo de uma semana tão emblemática é bastante significativo. Todas as apostas foram vencidas e o teste da base e da maior estabilidade foi bem-sucedido. Os projetos mais importantes para o futuro do atual governo foram aprovados.
E como bônus, houve uma divisão na base ultraconservadora, que se isolou em torno do ex-presidente que pretendia resistir a todas as pretensões da semana, mas falhou em tudo. Por pouco, não romperam com seu principal aliado, o atual governador de São Paulo. Ambos fizeram um grande esforço para, no último momento, reconciliarem-se. Não sabemos se essa reconciliação será parcial ou total, mas sabemos que é o que interessa a ambos no momento.
Nas próximas semanas, serão realizadas intensas negociações visando transformar a convergência de interesses da semana em um relacionamento melhor. O Centrão e seu líder parecem estar convencidos da conveniência mútua de se aproximarem do governo, e estão negociando cargos importantes e ministérios para um futuro próximo. O governo reconhece a importância dessa aproximação e os resultados positivos e necessários que ela traz.
É exatamente dessa forma que Lula conduziu seus dois mandatos anteriores, mostrando que, respeitando a vontade expressa nas urnas tanto no Legislativo quanto no Executivo, independentemente de quem seja eleito, é por meio de negociações e compartilhamento de poder de decisão e responsabilidades que se governa melhor um país como o nosso.
Isso é política!
Quando alguns a rejeitam por causa de 20 centavos ou por outros interesses muito maiores, o que resta é a tiririca que recebemos.