Campanha não começou!

Exemplos não faltam. Esse da Dilma, que ilustra o post, eu não me lembrava, mas tenho vívida lembrança da posição do Bolsonaro no início de 2021, com aprovação pífia e 20 pontos atrás do Lula nas pesquisas — o final todos nós vimos.

Lula ganhou por 1,5%.

Isso mostra algumas coisas que temos falado e ouvido: o interesse de muita gente em eleições acontece na véspera. Somente depois do início da propaganda eleitoral, e a força do cargo na reeleição é muito grande. Mesmo um energúmeno como Bolsonaro conseguiu recuperar 20 pontos nas pesquisas em um ano.

E Serra, que iniciou a campanha com 9 pontos à frente, perdeu para Dilma, porque o que decide é se o candidato merece seguir ou não. É mais uma decisão de rejeição do que propriamente uma troca por alguém melhor.

O que, nessa próxima, nem de longe teremos como opção melhorar.

A previsão é de desconstrução da candidatura Flávio, atacado pela direita e pela esquerda. Zema, Caiado e o rapaz do MBL vão fazer esse serviço, porque é de onde podem crescer.

Flávio Bolsonaro tem 60% de seus votos sem convicção; Lula, menos de 30%. Esse seria o único lugar para “pescarias”. E convenhamos que a direita vai pescar na direita, preferencialmente.

Diz-se que Flávio Bolsonaro pretende manter postura conciliatória e nem apresentar programa de governo para não afastar eleitores. Bobagem, porque, acossado pela direita, vai precisar radicalizar para não perder os cativos que exigem sua marca registrada fascista claramente definida. Além de defender suas ideias em algum momento, aí sim por exigência da própria campanha.

É verdade que eleição polarizada não permite acreditar em vantagem ampla, e para a campanha estimam em apenas 10% os votos disponíveis. Parece pouco, mas não é: fora os quase 30% de abstenções, brancos e nulos, estamos falando em 40% do eleitorado, e para vencer, aproximadamente 35% dos votos válidos bastam.

Resumindo: a direita vai pescar inteira na mesma água; Flávio Bolsonaro vai tentar pescar no centro e vai ser tragado de volta para o extremo para segurar os fiéis; o presidente Lula vai fazer campanha de desconstrução dos fracos adversários e mostrar, comparando seu governo vitorioso com o desgoverno anterior.

Motivos mais que suficientes para uma campanha otimista, sabendo dos limites que os adversários históricos impõem. E perdem todas.

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