Quem ganhou? Ou ainda não acabou?

O cessar fogo entre EUA-Israel e Irã começa hoje, segundo Trump e tendo por base de negociação os 10 pontos enviados à mesa de negociação estabelecida no Paquistão e aceita pelas partes.

Israel não parece disposto a cumprir a parte referente ao Líbano, se é que pretende cumprir qualquer acordo. Mas no que diz respeito ao Irã vai ser obrigado a engolir a decisão dos EUA.

O ponto chave da guerra foi se deslocando da mudança de regime, e aqui eu sempre digo que o sucesso relâmpago obtido no sequestro de Maduro iludiu os EUA de que seria fácil repetir no Irã a manobra. Até porque pairam dúvidas sobre o que de fato aconteceu na Venezuela e as explicações seguem obscuras.

Mas a traição que promoveram na Venezuela, atacando sem aviso, repetiram no Irã quando mataram o líder supremo em um bombardeio, além da esposa e alguns filhos. Mesmo o filho que sucedeu escolhido o novo líder supremo, dizem, sem provas até agora, que se encontra ferido.

De uma maneira ou de outra o objetivo do regime iraniano seria sobreviver à guerra, custasse o que custasse.

A reação da população quando atacada foi se solidarizar com seu governo e condenar os ataques covardes, não poderia ser diferente. E cada vez mais foi fortalecendo a posição do regime, lembrando que quem chamou as pessoas para ocuparem esses espaços estratégicos foi o regime, com a resposta definitiva de grupos de pessoas ocupando pontes, centrais elétricas e de energia atômica, se colocando à frente das bombas. Coisa nunca vista e a meu ver marcou a virada nessa guerra.

Sem nenhum objetivo a conquistar, os EUA só tinham a urgente necessidade de evitar a escalada de preços do petróleo e suas consequências econômicas mundiais. A mesma especulação que tentam fazer aqui no Brasil, produtor do precioso óleo e autossuficiente praticamente, está ocorrendo mundo afora e sobretudo os países que não são produtores estavam entrando em uma crise sem precedentes de falta do produto, escalada de preços, na pior da história.

Sem a menor dúvida dessa vez a posição dos iranianos sai vitoriosa, conseguiram espalhar na região de maior produção mundial de petróleo instabilidade e ao fechar o estreito de Ormuz aos navios ocidentais provocou um caos crescente que obrigou os EUA a ceder e negociar.

Daqui pra frente nenhum dos objetivos iniciais dos EUA e Israel ao iniciar os ataques está na mesa de negociações, estão esquecidos e deixam claro o tamanho da derrota que os atuais pontos negociados testemunham para a história.

Deveria haver consequências para esse assassino laranja e seus genocidas de Israel, mas isso depende somente da decisão de seus respectivos povos. E não sei até onde alguma coisa interna de cada um desses países permite esperar ou ter esperanças quanto a isso.

O fato é que internacionalmente não valem um centavo. Não tem palavras, não tem lei, nem moral e nem Deus.

São loucos furiosos em busca de nem eles sabem o que.

E na semana passada o secretário da guerra, sim ele se chama assim, e o próprio Trump estavam cercados de apocalípticos dentro da Casa Branca aguardando o fim do mundo.

Em todo o caso, para eles, quem sabe, esse dia chegou?

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