
Começa a se desenhar esquema dos extremistas para tentar influenciar a disputa eleitoral de outubro.
São várias as frentes em disputa, desde análise de decisões internas e políticas públicas lá nos EUA, incluindo PIX, tarifas de exportação, cobranças sobre as big techs sobre conteúdo e Mercosul. Até a existência da 25 de Março, além da idéia de enquadrar PCC e CV como ameaças terroristas.
Tudo obedece à lógica da pressão, da violência política, da retórica agressiva. Isso sem falar em STF e TSE, instituições que até aqui barram os golpes mais perigosos e estão também na mira.
O discurso do Flávio Bolsonaro propondo entregar riquezas minerais do Brasil para “resolver” os problemas dos EUA com a China pegou tão mal que tentam minimizar, enquanto o candidato mesmo anda sumido. A estratégia deles de seguir jogando parado não vai colar mais, funcionou até agora, mas com a proximidade do pleito os ataques serão cada vez mais pesados e não dá para fingir de morto.
Isso serve para todos os lados.
A notícia de que os EUA querem o fim do nosso PIX vai cair como uma bomba, podem esperar. Isso ocorreu na direção do governo recentemente e negativamente, e vai pesar na posição dos extremistas, porque eles não podem negar os interesses de Trump e nem assumir suas posições abertamente. Isso não costuma funcionar numa disputa, ainda mais como a nossa polarizada.
A influência dos EUA em outras disputas presidenciais mundo afora não caminhava a favor dos EUA. Recentemente andaram ganhando algumas, mas a influência dos EUA não fica evidente em todas. Por aqui, cobrar entrega de recursos naturais e acabar com o PIX não vai ser exatamente um programa vitorioso, tenham certeza.
E notícias meia-boca recentes anunciando que após o Irã os EUA virão com tudo para cima do PT, não sei exatamente como, me parecem, além de escandalosamente exageradas, possivelmente mais um tiro pela culatra. Atacar o maior partido do Brasil e seu líder a caminho do quarto mandato por uma potência estrangeira, na base da mentira e do escândalo, porque é o que podem tentar, vai trazer resultados opostos. Só esperar para ver. Isso se a amostra de atacar o PIX não deixar estrago suficiente e provocar recuo antes da coisa começar.
E de lá dos EUA para cá depende ainda do quanto Lula consegue segurar o “chefão”, porque um encontro entre eles está por acontecer e a intenção do Lula manifestada é conseguir apoio para sua reeleição.
Vocês duvidam?
Eu não.
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2 respostas para “O fator Trump na eleição brasileira .”
ótima análise!
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Adorei! Também não duvido! Deus ilumine Lula!
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