
Algumas coisas acontecem no STF e podem deixar a impressão de falta de controle, um certo temor de assumir posições e enfrentar a avalanche contrária do momento.
De uns anos para cá, quem pensou assim errou todas.
Depois da Lava Jato e da tentativa de golpe de Estado do bolsonarismo, o que não falta na maioria dos ministros do STF é unidade e vigilância. O que não quer dizer que controlam todas as iniciativas individuais dos seus componentes.
É o caso do ministro Mendonça, o terrivelmente evangélico e uma nulidade jurídica e pessoal.
Uma bomba que o Bolsonaro deixou lá.
Só que os demais sabem mais disso do que nós, e quando a bomba ameaça alguma coisa relevante, eles vão lá e desarmam.
Como fizeram ontem no julgamento da decisão tresloucada do Mendonça de passar por cima de decisão do Senado e prorrogar o funcionamento de CPMI.
Uma ideia autoritária, inconstitucional e afrontosa. Se eu consigo entender isso claramente, como pode um juiz do STF não fazê-lo?
Porque não quer, porque despreza a lei e a Justiça e porque está lá para servir outra coisa, outros interesses.
Nos votos de 8 dos 10 que decidiram enterrar essa patacoada do Mendonça, além de todos os desaforos que ele teve que engolir, uma informação trazida por Flávio Dino foi definitiva: quebraram mais de 1100 sigilos bancários e fiscais nessa CPMI.
Segundo Dino, isso seria a soma de todas as quebras de sigilo de todos os demais ministros da Corte em todos os anos anteriores. Ou seja, o que Mendonça e seus colegas bolsonaristas faziam na CPMI e queriam continuar fazendo era perseguição política com fins eleitorais e vazamentos criminosos para atacar o governo.
E foram fragorosamente apanhados e não vai sobrar nada para contar a história dessa CPMI.
Bobagem ficar achando que Justiça e investigação dependem dessa gente; quem vai atrás dos ladrões do INSS vai ser a Polícia Federal e a Justiça comum. Mendonça vai mandar descer a investigação porque, para ele, perdeu a graça e vai para o Banco Master, onde também enfia o pé na jaca a cada decisão.
E depois vão anular tudo o que ele anda fazendo.
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