O PIG e nós.

Primeiro é destacar que temos dois tipos distintos de consumidores desse lixo de imprensa: quem busca confirmação de seus preconceitos, dogmas, visões distorcidas e rasas do mundo, racistas, frustrados, odiosos e cuja mediocridade o torna covarde e pronto para culpar o outro por seus problemas. Isso tudo aí é um tipo só. O outro é a vítima dessa cadeia podre de intimidação e manipulação do que deveria ser jornalismo e entretenimento.

Dito isso, afirrmo que em nenhum momento da minha vida vi essa nossa imprensa ser honesta e imparcial com os fatos e as pessoas — e quem vos fala nasceu em 1962 e passou a infância e a juventude na ditadura militar, viu a luta pela redemocratização, viu o fracasso nacional em todos os aspectos da administração do Brasil nas mãos de militares e civis ligados a eles, elegeu o Lula e entendeu, porque viveu, a diferença entre quem governa para o povo e quem não governa para o povo.

E a diferença é tão brutal, é tão definitiva nos resultados práticos da vida, que somente mentes limitadíssimas e completamente cegas aos seus próprios interesses em explorar e incapacitar o outro não percebem. E sabemos que temos muita gente aí assim. Talvez a maioria da classe média e certamente a grande maioria da classe dirigente. E são casos perdidos.

Que se dizem conservadores, e o que querem conservar são privilégios, jeitinhos, acessos e redes de interesses lícitos e ilícitos, onde sustentam suas vidas.

Entendo que queiram conservar. Mas não aceito e luto por justiça social e oportunidades, escola pública e saúde pública, investimentos públicos e privados, para nivelar as chances de sobrevivência e permitir a todos disputar com um mínimo de igualdade os desafios do mundo.

Para isso, acabar com a escala 6×1, permitir mais descanso e lazer sem diminuir salário é uma disputa necessária nesse exato momento, para marcar, na véspera do pleito de escolha do próximo presidente, quem está e quem não está ao lado da vida digna do trabalhador brasileiro. E é assim que vamos abrindo espaço de qualidade na vida de todos, até daqueles que são contra.

Não falei da imprensa até aqui, mas ela está em tudo, da primeira à última letra desse texto, porque em todas as conquistas ela sempre esteve contra todas elas, e em tudo mentindo e distorcendo, sempre preservando interesses de classe e contra tudo que representa melhoria da vida da maioria, de maneira às vezes insidiosa, rasteira. Às vezes em afrontoso ataque à verdade e à história das pessoas e até do país.

Como agora, ao esconder o sobrenome do candidato bolsonarista, que chamam de Flávio, escondendo o sobrenome odiado por maioria. Assim divulgam o candidato “limpinho”, impõem sua imagem nova — logo o filho mais ligado às milícias e ao esquema financeiro da família, totalmente corrupto desde suas origens iniciais, e imaginem agora, próximos às grandes jogadas que sequer imaginamos.

E tentar jogar no colo do Lula a crise do Master é um lavajatismo tão indecente que vai naufragar, levando o boboca desse ministro Mendonça, que agora comparam com aquele juiz Moro. A comparação até podemos aceitar, porque o desfecho dessa investigação, apesar dos crimes evidentes, segue tão distorcido quanto a Lava Jato e vai ter o mesmo desfecho de anulações. E minha desconfiança é que isso mesmo que estão fazendo conscientemente: buscam atacar o Lula e o governo com objetivos eleitorais, enquanto contaminam as provas com ilações insustentáveis e vazamentos criminosos e com alvos específicos, para não acusar, mas proteger personagens e até o criminoso que se mantenha mais calado na delação em andamento.

Escrevem nas páginas que o criminoso decidiu preservar o STF porque quis, não vai delatar não porque não teria o que dizer, mas para preservar seus interesses na corte. Percebem? Assim noticiam, acusando, sem que um pingo da delação em negociação tenha iniciado, ou sem sabermos se essa é a verdade ou não.

E fizeram um PowerPoint em rede nacional onde a imagem do presidente Lula aparece próxima à de Vorcaro, numa repetição das mais graves indecências que a força-tarefa da Lava Jato usou contra o Lula — depois tudo anulado e o procurador que o fez condenado — numa manobra desesperada para seguir no ataque total, numa declaração de guerra dessa vez. No que parece atingir alvos nos corações e mentes do consumidor desse lixo, mas que não vai colar, não vai vingar e vamos aos poucos desconstruir.

Porque essa é a nossa tarefa: de lembrar, de observar os fatos e a verdade.

Não basta não mentir numa hora assim, tem que falar a verdade.

Porque ela tem força própria, como já vimos acontecer antes.

E dessa vez vamos acabar com essa farsa muito mais rápido, porque ela é muito fraca e forçada demais para repetir a anterior, que foi longe demais e nos trouxe o bolsonarismo que vamos enterrar na próxima eleição.

Ainda não o suficiente, mas mais alguns palmos, certamente.

Seguimos.

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