
Ontem, durante o lançamento da candidatura de Haddad ao governo do estado de São Paulo, fomos testemunhas de algumas importantes revelações.
A primeira é que Haddad diz que vem para ganhar, não faz sacrifício nenhum, porque a batalha junto aos companheiros vale a pena.
Depois, Lula pede para Alckmin disputar o Senado e não a vice-presidência.
E aí a porca torce — ou já torceu — o rabo.
Torce porque Alckmin também já disse antes que, se não disputar a vice-presidência na chapa com Lula, não quer disputar nenhum outro cargo. Ou já torceu porque o pedido público de Lula pode ter sido resultado de acordos fechados, inclusive com Alckmin.
A ver o que ele decide.
Eu sempre defendi e acreditei em Alckmin como vice do Lula, mas, diante da fala pública, toda a especulação cessa.
E o pensamento procura as razões.
Uma, o próprio Lula explicou na sequência de seu discurso, que, como senador, Alckmin soma mais apoio na disputa estadual e, digo eu, não na nacional. E podemos imaginar que Lula deve anunciar um outro nome para sua chapa, alguém mais jovem, para contrapor imagem com a juventude do Flávio (Bolsonaro) e que seria uma espécie de seguro contra sua idade avançada, além de mais um nome nas bolsas de apostas futuras para 2030.
Nesse caso, alguém com força e jovem por aí.
É o que temos, por enquanto.
Muita coisa para ver na sequência, mais acontecimentos relevantes.
E, quem sabe, uma disputa acirrada em São Paulo, para variar.
Não deixando de considerar a possibilidade levantada no post anterior sobre o tema: que Lula, na verdade, usa a vaga para atrair o MDB e, quem sabe, outros mais, sem, na verdade, rifar Alckmin, que está firme na chapa como vice.
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