
Observamos no post anterior que a preocupação sobre a economia (inflação?) não consta entre as duas maiores preocupações dos brasileiros, com modestos 11% de menção em terceiro lugar na última pesquisa DataFolha.
Além da constatação de que nenhum item citado na mesma pesquisa monopoliza a preocupação, num quadro disperso de citações mostrando equilíbrio e momento sereno no cenário atual no Brasil, apesar da gritaria da imprensa e da oposição.
A inflação de fevereiro de 0,7% apontada pelo IPCA foi relativamente alta, mas, como concentrada no aumento das mensalidades escolares e inferior ao mesmo mês em 2025, segue declinante no acumulado anual, chegando a 3,81% .
Até aqui está tudo certo!
Mas agora estamos enfrentando uma pressão forte de aumento de combustíveis que pode provocar aumento dos custos dos transportes etc., invertendo momentaneamente a tendência anual de queda.
O desenrolar da guerra e os problemas de circulação do petróleo no mundo não são o nosso problema, mas a aplicação de preços internacionais por refinarias privatizadas e distribuidores privatizados, que ignoram o preço congelado dos combustíveis na produção da Petrobras e aplicam esse preço internacional também no mercado brasileiro.
Diesel o Brasil importa porque não tem produção suficiente e, por isso, o governo zerou as alíquotas de impostos para conter os aumentos, aí sim inevitáveis.
Se por um lado o custo dos combustíveis aumenta, por outro o câmbio oscila e temos fundadas expectativas de queda, mesmo no caso de a agressão contra o Irã se prolongar.
Analistas percebem que o Brasil não só é autossuficiente como exportador do precioso óleo negro, o que o coloca em posição privilegiada nesse cenário truncado.
A tendência, segue a análise, é perceberem os fatos ao longo das semanas e nosso câmbio seguir valorizando.
A ver.
Nesse caso, a inflação por um lado segue pressionada pelo aumento dos combustíveis (a ver se as medidas do governo e as ameaças de fiscalização rigorosa fazem efeito e os preços do diesel cedem). Por outro lado, se o câmbio voltar a valorizar o real, pode haver aí compensação nas pressões inflacionárias e certo equilíbrio nos componentes que formam os preços, mantendo a inflação comportada.
Sim, tem gente falando em aumento para 5% no acumulado anual por conta do combustível.
Os próximos dias e semanas dirão.
E temos Banco Central e Selic na próxima semana!!
💳 Apoie nosso trabalho
Se você acompanha e valoriza o que fazemos, contribua via Pix: 30.454.964/0001-70.
Seu apoio mantém o projeto vivo, fortalece um trabalho independente e nos prepara para ampliar conteúdos.
📩 Inscreva-se com seu e-mail para receber as atualizações do blog e não perder nenhum conteúdo novo.
💬 Curta, compartilhe e junte-se a nós.