O vice do Lula.

Eu fico observando o tamanho da cara de pau de alguns jornalistas e seus patrões, à medida que avança o período eleitoral e, na falta de assunto, a disposição sempre crescente de plantar intrigas e divisões no governo Lula vai se mantendo constante e crescente, com a eleição cada vez mais próxima.

A tentativa atual gira em torno de especulações sobre quem será o candidato a vice-presidente na chapa do governo; na impossibilidade de especular a ausência do Lula, sobra para o pobre Alckmin as tentativas de boicote e traições.

Absolutamente infundadas.

Depois de sugerirem a Alckmin concorrer por São Paulo, diante da recusa (?) do ministro Haddad, passaram a falar em alguém do MDB, agora Kassab do PSD e até uma conversa com o Aécio, não se sabe exatamente para quê.

A verdade nessa história é o oposto. O centrão, sem lenço e sem documento e antecipando a vitória do Lula, tem cada vez mais tentado abrir negociação e aumento de influência. Não tem nada mais atrativo que candidato com pinta de vencedor.

E político em eleição é bicho no mato caçando a sobrevivência, não brinca com coisa séria e não vacila.

Mas vamos por partes.

Lula escolheu seu parceiro há três anos atrás, que, aliás, nunca lhe faltou, e não tem nenhum motivo nem pessoal nem político para mudança.

Alckmin é o seu vice para a reeleição.

A especulação acontece porque cada um tenta se destacar na disputa por espaços e planta notícias aqui e ali na mídia, porque assim funciona a coisa.

Acreditar no que dizem é uma coisa completamente distinta.

O mais provável de os partidos do centrão fazerem é o que sempre fazem: lançam um candidato, no caso o PSD coligado com outros, e depois liberam o voto em função dos acordos regionais e cada um por si. O pobre do candidato oficial que se vire.

O que seria ideal para essa turma do centrão seria que Flávio entrasse pelo cano completamente e fracassasse miseravelmente, o que, dada a rejeição de 45% do Lula, é improvável. Se isso ocorresse, uma votação tipo a da vitória da centro-esquerda em Portugal, de 66 a 33, seria o ponto de partida para eles suplantarem o bolsonarismo em 2030 e aí sim disputarem com chances a presidência.

Mas não podem fazer, porque precisam dos votos do bolsonarismo e apostam em uma transição, na medida em que vão discretamente, mas sem vacilo, abandonando o Flávio Bolsonaro.

E vamos falar muito disso até o pleito.

Se a eleição presidencial do Lula está indo bem e Lula ensaia alguns passos em vista do futuro, do próximo mandato e até do PT, o seu sonho parece ser o de deslocar cada vez mais o partido para a centro-esquerda, uma social-democracia de fato, transformando a política nacional, com os extremistas em um nicho de onde não conseguem vitórias e atraindo a centro-direita para alianças perenes, como legado para a estabilidade nacional e algumas décadas de liderança.

Esse o discurso de ontem e a sinalização de que ele vai com tudo pessoalmente para a disputa, consciente de ser maior que o próprio PT e da baixaria política que, segundo afirmou, está podre.

Mais uma vez aponta o rumo e seria bom conseguirmos fazer. Pode ser que num primeiro momento a costura em torno do Lula se desfaça na sua ausência, mas, se for forte o suficiente, pode resistir ao desafio do tempo.

Ele sabe e nós deveríamos entender que o importante é isolar o fascismo e afastar essa gente de qualquer expectativa de poder.

Começou, porque Lulinha não mais teremos em 2030.

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