Pesquisas e o velho Ibope de volta.

Durante décadas, a parceria Rede Globo e Ibope dominou a opinião pública brasileira, alcançando o auge com a vitória de FHC à presidência no primeiro turno e sua reeleição nas mesmas condições.

Ficaram tão vidrados nesse período de sucesso que nunca mais foram capazes de abandonar a parceria com o PSDB e aquilo que chamavam de centro. E, por fim, chegamos a hoje sem PSDB e sem Ibope, e com a Globo muito, mas muito menor em sua capacidade de influenciar a sociedade.

O fim do PSDB e do Ibope abriu oportunidades para o bolsonarismo e, até agora, a vaga de oráculo da direita estava vaga. Não está mais. O comandante da pesquisa Quaest, Felipe Nunes, que realiza pesquisas a mil, financiadas pelo Banco Genial, parece querer assumir o posto. Ao menos é isso que se depreende da notícia saída do insuspeito jornal O Globo sobre o entusiasmo do chefe da Quaest com a candidatura Ratinho, em dobradinha com Zema.

Sim, na falta de Tarcísio, o pesquisador sugere, para derrotar Lula, a união de um nome novo com MG.

Isso aí parece receita para derrota em primeiro turno, mas sobre isso vamos conversar no próximo ano, quando as candidaturas deixarem de ser apostas e promessas e entraremos para valer na disputa.

Mas o entusiasmo do pesquisador não podemos deixar passar em branco. O fato de ser financiado por um banco não deixaria margem a dúvidas sobre para qual senhor se inclinam as aptidões do rapaz. Mas, quando ele se aventura por indicações de políticas públicas e decide participar do jogo político nacional não como pesquisador, mas como parte interessada, a credibilidade de suas pesquisas sai por outra porta.

E não volta.

O Ibope que o diga.

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