
Da mesma maneira que encerrei a série em que antecipava a escolha do filho Flávio como seu indicado a concorrer à presidência em 2026, pelos motivos exaustivamente explicados — manter o legado dos votos da extrema direita na família — vou aqui, pela última vez, afirmar que Flávio não vai desistir.
A fala de ontem, quando disse ter um preço para desistir, pode ser enquadrada em mais uma das inúmeras besteiras que essa familícia fala todos os dias. No caso, a repercussão foi enorme e explorada pelos viúvos do Tarcísio, escanteado e humilhado.
O silêncio do governador paulista, a meu ver, nem tem razão na disputa de 2026, que, como lembrou Flávio, foi descartada inúmeras vezes pelo governador de SP quando afirmava não concorrer ao Planalto, e sim somente ao Palácio dos Bandeirantes; mas no futuro do legado bolsonarista, que fica com a familia.
As notícias de fragmentação da direita, insatisfação, até boicotes — essas sim não duram. Já a candidatura de Flávio vai até 2026, sem tréguas.
E aí mora o desespero do centrão, da imprensa PIG e da Faria Lima.
A resposta desses descontentes poderia ser lançar um candidato contra Lula e Flávio. Por que não? Lancem um nome: Tarcísio? E vamos para a disputa.
Só que não, porque quem tem os votos é a familícia, e não eles todos.
E digo mais.
Tarcísio e os descontentes com Flávio que abram o olho: se insistirem na catimba e não entrarem logo no barco bolsonarista, correm o risco de ficarem de fora.
A resposta do bolsonarismo pode ser lançar outros nomes para o governo de SP e outros estados e deixar os insatisfeitos no porto, sem lenço, sem documentos e sem eleitores.
Ou não?
O fato de Tarcísio ter rompido o silêncio e se apresentado com ambiguidades, falando em “ver como fica” e que Flávio poderia contar com ele, tudo numa mesma frase, serviu para manter a ilusão viva na cabeça de alguns. Sobretudo na Faria Lima e no mercado, normalmente nervosos em dezembro, mês de fechamento de posições, remessas de lucros e já esticados nas máximas, era uma chance de realizar lucros — e o anúncio de Flávio caiu como uma luva. Primeiro porque, de fato, era uma grande decepção para o mercado; segundo, porque esperavam uma razão para a realização. Juntando tudo, foi uma queda da bolsa perigosa e um dólar subindo 10 centavos, também muito.
Ontem, com o silêncio de Tarcísio, a coisa melhorou um pouco: dólar caindo e bolsa subindo, com as conversas em torno de Tarcísio não ter desistido ainda publicamente. E como ainda na noite de ontem se apresentou cheio de ambiguidades, isso pode seguir ajudando na recuperação da bolsa e na queda do dólar no dia de hoje, restabelecendo uma posição melhor para evitar disparadas e perigos inflacionários.
Passado dezembro e no retorno das férias, a coisa decanta naturalmente e a vida segue.
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