
80% dos operadores no mercado brasileiro apostam na redução dos juros SELIC em 0,25% a partir de janeiro próximo, com nosso BC iniciando a esperada curva de queda até atingir algo próximo a 12% no fim de 2026.
Com a reunião no Fed, nos EUA, no início da próxima semana, e a expectativa de mais um corte de 0,25% nas taxas de juros por lá, a segunda seguida, e com índices recentes de atividade econômica praticamente parada por aqui, é bem provável que, de fato, a redução ocorra, a ver quando.
Mas tem um senão.
Mês de dezembro, quando normalmente a pressão cambial aumenta demais por posições de fechamento contábil e envio dos lucros para as matrizes das empresas estrangeiras, somado aos movimentos antecipados de proteção por conta da discussão e depois da aprovação da cobrança de impostos sobre dividendos a partir de 2026, com reflexos atenuados quando decidiram parcelar até 2028 o pagamento. Não fosse isso, a corrida contra o real nesse fim de ano seria perigosa e poderia colocar o câmbio mais uma vez em posição altista, comprometendo todo o esforço do ano para conter o dólar e segurar a inflação.
O que foi feito com sucesso, com a inflação de alimentos em 2025 próxima de 1,3% anual!
Fora a inflação total, que está mais próxima de 4% no ano, quando ninguém esperava.
Seria o caso de o BC dar uma encerrada no ano anunciando alívio para o próximo, na reunião da próxima semana, mas não devem fazê-lo, seguindo na estratégia de apontar dificuldades e desafios, esperando esse dezembro perigoso passar, para aí sim, provavelmente, começar a nova trajetória dos juros, com quedas de 0,25% graduais, ao estilo Galípolo.
Devagar e sempre, porque o pior, por enquanto, passou.
Tem algumas questões referentes a expectativas eleitorais nessa queda do dólar e na subida da bolsa que vou analisar mais para a frente, porque quando o mercado recebe pesquisas com a disputa acirrada, se anima, e na direção de vitória de Lula ele desanima. Mas, além desse movimento óbvio de preferências, alguma coisa a mais começa a se mover na direção de acomodação quanto à reeleição do atual presidente, com parte do mercado se conformando e aproveitando a onda ao invés de apostar contra.
Ainda está no início esse movimento, e vamos esperar as quedas da Selic para observar sobretudo o câmbio e depois tirar conclusões.
E, pessoalmente, vejo a queda nas taxas a partir de março. O alvo são 3% e não 4%.
Mas fica o sinal.
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