Os dias seguintes.

Um aspecto importante a ser lembrado nesse imbróglio do Senado com a indicação do Messias para o STF é que temos sempre a tendência de fulanizar, no caso Alcolumbre x Lula. Quando essa disputa pessoal não se sustenta nos fatos.

A decisão de Alcolumbre de agendar em cima da hora, sem deixar tempo para Messias se articular na beija-mão com os senadores, para depois recuar sem definir data, não se sustenta nas queixas públicas.

Então, onde está o problema?

Talvez na nova tendência do presidente Lula na escolha de nomes para o STF, lembrando que, na hipótese de vencer em 2026, terá mais duas indicações por direito: Fux em 2028 e Cármen em 2029, além de Gilmar em dezembro de 2030, mas aí não vejo tempo para fazê-lo.

Parece que a decisiva característica para indicar, além da trajetória ilibada e do conhecimento jurídico notório, será a altíssima confiabilidade pessoal do presidente Lula, fazendo do STF — e, na sequência das últimas indicações, Zanin, Dino e Messias — um trio respeitável de personalidades ligadíssimas ao direito, sérias e, aqui a questão, leais.

Considerando Messias aprovado e mais duas no forno a partir de 2026, o presidente Lula deixa um legado perene nos rumos futuros do STF.

E com maioria.

Eis a questão.

A reação de Alcolumbre é o espanto dos Senadores com os rumos do STF.

Mais uma razão para votarmos com extrema atenção em 2026 em senadores progressistas e evitar problemas futuros nas indicações para o STF.

E lembrando que a dificuldade não é exclusiva de Lula, como acontece agora com Messias. O terrivelmente evangélico Mendonça demorou 4 meses entre a indicação e aprovação.

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