Com quantas derrotas se constrói uma vitória?

Primeiro, é importante ressaltar a decisão imutável da imprensa oligopolista, familiar e golpista, de nunca atribuir sucesso a qualquer iniciativa do PT e do Lula, mas atribuir qualquer disputa, percalço ou mesmo um dissabor à sua aniquilação, sem chance de salvação.

Dito isso, lá vamos nós, mais uma vez, discutir a atual relação do Congresso Nacional com o governo.

Começou com a explosão do Hugo Motta, dizendo estar rompido com o líder do governo na Câmara, Lindbergh, e no dia seguinte com o líder do PL, Sóstenes. Na verdade, ele mesmo quem ficou isolado nessa história. Mas deixou escapar uma informação ou uma percepção de que Lindbergh e Sóstenes combinam até a hora de brigar entre si, uma declaração que merece atenção. Outra coisa é que Lindbergh deixa a posição de líder na volta do recesso parlamentar em fevereiro, e então o rompimento tem data de validade.

Outro que andou soltando fogo pelas ventas foi o presidente do Senado, Alcolumbre, supostamente indignado com a indicação do Advogado-Geral da União, o famoso Messias, para a vaga do Barroso no STF. Ele segue esticando a corda, mas, a meu ver, sem base para ir mais longe nos seus ataques, que certamente têm razões desconhecidas.

Quanto às desavenças no Senado, eu vejo mais facilidade de rearranjo rápido; na Câmara, a coisa foi mais para o lado pessoal, e como Lindbergh sai em algumas semanas, ficou conveniente manter a fama de mal por mais alguns dias, e Motta não deve recuar por enquanto.

Enquanto isso, a imprensa vê na derrubada dos vetos no PL da devastação derrota do governo e não de todos nós; analisa as atuais desavenças entre o Congresso e o governo como fatos irreconciliáveis; vê na votação do PL do combate ao crime uma simulação da força invencível do Centrão.

Pense no campeonato nacional de futebol , porque podemos analisar o campeão como aquele time que vence mais, mas certamente ele deve ser quem perde menos. Ou seja, ganha o campeonato, mas perde alguns jogos pelo caminho.

Como o governo Lula.

E atenção redobrada com a fábrica de escândalos e exageros, além das mentiras deslavadas, chamada de imprensa PIG. Fim de ano e escassez de notícias pioram anda mais a necessidade de acelerar a produção.

💬 Curta, compartilhe e junte-se a nós na construção de um jornalismo sem filtros.
💳 Apoie nosso trabalho: Pix 30454964/0001-70


Deixe um comentário