Ninho de mafagafos cheio de mafagafinhos.

Segundo consta, o governador Tarcísio prepara o anúncio de sua candidatura presidencial tão logo seja anunciada a prisão do chefe da milícia bolsonarista.

Tem pedido para um encontro “o mais rápido possível” com o chefe no domicílio onde se encontra preso, de onde poderíamos imaginar sair alguma indicação de apoio para a empreitada.

Mas, dependendo dos filhos — que afirmam o imperativo de a herança permanecer na família — e dos avisos do próprio pai, no sentido de adiar ao máximo a indicação do herdeiro, tendência que repetimos aqui à exaustão, não espere por parte do governador de SP nenhuma ousadia de voo solo, porque sabe que sem a unção do chefe ele não vai longe.

E arrisca perder força em casa, como aliás já começou a acontecer.

Se os filhos anunciam o imperativo de a herança eleitoral permanecer na família, a madrasta parece concordar e avisa ser ela quem melhor representa os ideais do marido. Talvez façam essa presepada para confundir, autopromoção e adiar, conforme o desejo do chefe, ao máximo uma decisão que, uma vez tomada, não tem volta — e a hipótese de ostracismo do velho é o seu provável destino, muito distante de qualquer anistia ou perdão presidencial de um herdeiro.

Mas não só eles: Haddad parece se animar com os fatos e pode aparecer como candidato em SP. Percebe a decadência do Tarcísio enroscado na teia de indecisões do seu grupo e deve sair, no mínimo, ao Senado. A possibilidade de encarar a candidatura para o governo de SP, muitas vezes negada, aumenta a cada dia. Aproveitou para afirmar na imprensa que já entregou praticamente tudo prometido ao presidente no ministério é porque tem algum objetivo futuro na mira.

Em Minas, Pacheco diz esperar a decisão do Lula sobre a vaga de Barroso no STF, enquanto prepara sua saída do PSD e uma candidatura para disputar com chances — aí sim — de vencer. Para o STF vem Messias, mais do que indicado pelo presidente.

Outro que diz que muda de partido para concorrer, custe o que custar, é o velho líder das milícias ruralistas da UDR, atual governador de Goiás, Ronaldo Caiado. Como dizia Lula em 2004: quando passar dos 2% a gente começa a levar ele a sério.

José Dirceu para deputado federal; Marina e Tebet para o Senado, Tebet talvez em SP e Marina… também.

No Rio, quem vem para o governo é o PSOL, com Braga, e Benedita para o Senado.

Boulos não vem; mira o horizonte.

Ciro e Aécio, perdidos no espaço.

E depois vamos anunciando os desdobramentos desses nomes todos, quando tudo se confirmar.

Ah, Lula para presidente, contra uma miríade de direitistas…

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