Oposição sem rumo mira nos juros.

A vocação de seguir mirando nos próprios pés segue orientando as decisões da oposição no Brasil.

A rigor, neste ano de 2025 eles só acertaram uma.

Nos dois primeiros anos do atual governo conseguiram manter pressão sobretudo na Câmara dos Deputados, quando Lira comandava. E o fazia na base das ameaças e conchavos, enquanto controlava o fluxo de liberação de emendas, mantendo o esquema do desgoverno anterior e os bilhões.

E mesmo assim os principais projetos de interesse do governo Lula foram aprovados e, aos poucos, os acertos dos conhecidos programas sociais e de investimentos públicos foram retornando, trazendo resultados conhecidos e esperados. Faltava trocar o presidente do Banco Central, Campos Neto, para que sua retórica explosiva fosse afastada. Com esse sujeito a oposição conseguiu seu maior feito, quando a falsa pregação do descontrole fiscal, a partir da avaliação oposicionista engajada do presidente da autoridade monetária, jogou o dólar para a estratosfera e a inflação.

A entrada de Gabriel Galípolo mudou tudo: com silêncio, serenidade e administração das expectativas, e aumento das taxas de juros, mudou a trajetória da inflação e estamos próximos de fechar o ano dentro do teto da meta de 4,5%.

Uma conquista pra lá de importante e decisiva.

A curva de recuperação da popularidade do governo e da aprovação pessoal do presidente Lula é inversamente proporcional à queda da inflação. Quanto mais a inflação cede, mais a popularidade cresce.

Pode ser que no momento estejamos no teto da aprovação, até porque, como temos tantas vezes afirmado, o desinteresse acompanha parte da população com a eleição ainda distante— que não é desprezível e pode decidir uma eleição de véspera.

A oposição conseguiu emplacar um ataque com a chacina no Rio; a discussão sobre a segurança ganhou as manchetes e a popularidade, que vinha crescente, estabilizou. Havia previsões de catástrofe para o governo que não se confirmaram, até porque a reação equilibrada não afrontou o sentimento majoritário da população com relação a esse grave problema nacional.

Que segue em disputa.

Na semana observamos mais uma frente de ataques da oposição, e aqui me parece onde eles, no desespero, seguem tentando emplacar novas frentes de desgaste. Ao atacarem os juros do BC e seu presidente Gabriel Galípolo — nos discursos de plenário observamos esse movimento — tentam atingir o local onde a maior vitória do governo, a derrota da inflação, se consolida nas próximas semanas.

Mas leva a oposição para o ringue das conquistas econômicas, onde o sucesso do governo é grande e com perspectivas de continuarem.

Talvez a necessidade de enfrentar o governo na sua zona de mais conforto seja um imperativo estratégico; se não conseguirem fazer estragos o mais rápido possível na economia, não vão conseguir na véspera da eleição.

Como é pouco provável que consigam — o estrago no câmbio já foi e está sendo resolvido, o mercado assimilando ganhos na bolsa e nos juros e não só acomodando como passando da precificação de nova vitória de Lula em 2026 (que nunca foi um desejo) para a aceitação e entendendo melhor como aproveitar a nova onda de desenvolvimento, em vez de insistir em ignorar e perder oportunidades.

Ao fazer o ataque na economia, especificamente nos juros, tentam de alguma forma provocar alguma reação negativa que influenciaria a trajetória do câmbio e a inflação.

Pouco provável, e mais um sinal da desorientação geral e da falta de rumos, enquanto esperam o chefe condenado e a caminho da prisão indicar o sucessor: o filho Flávio.

Para perder, bem entendido.

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