
Tenho adotado o ensino de Marcos Coimbra sobre pesquisas tão distantes da eleição: parte relevante do eleitorado não se interessa por uma definição, cerca de 15% praticamente na boca da urna.
Não são inúteis, porque servem de referência para as estratégias dos futuros candidatos e as expectativas de bancadas. Nesse sentido, os acertos e acordos partidários precisam ser fechados com antecedência, e pesquisas são os principais referenciais.
Como tivemos um recente episódio da chacina no Rio de Janeiro e a disputa da pauta segue acirrada em torno de leis no Congresso Nacional — e como o apoio a essas operações tem respaldo enorme na sociedade —, exigem do governo muito cuidado no trato da grave questão da segurança pública.
Ao mesmo tempo, essa mesma maioria apoia outro tipo de abordagem, com mais emprego de inteligência e menos violência.
O que abre oportunidades de propostas e, portanto, a atual disputa na Câmara sobre a lei das facções reflete o que falam as pesquisas.
Acabou de sair uma pesquisa Quaest sobre as preferências presidenciais e praticamente nada mudou, com Lula seguindo favorito para 2026. A oscilação permanece dentro das margens de erro, e tendências só devemos levar a sério lá para julho do próximo ano.
Até lá, serve para vender notícia e debates — e nos distrair.
E os profissionais que façam as suas apostas.
De minha parte, a eleição permanece nas mãos do presidente Lula, salvo alguma tragédia negativa.
E a possibilidade de primeiro turno segue no meu radar.
Quanto ao projeto das facções, me parece seguir o mesmo caminho da lei da anistia: vai para a gaveta.
A ver.
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