Corralitos de volta.

“A feira no bairro de Villa Fiorito, onde Diego Maradona nasceu em Buenos Aires, não para de crescer, como reflexo da crise econômica argentina. Moradores vendem pertences pessoais e mercadorias em mantas estendidas no chão para sobreviver, formando uma cena de mais de 20 quarteirões de comércio informal às vésperas das eleições legislativas.”

É uma imagem que retorna na tragédia argentina, porque nos recorda os corralitos de 2001 e o ocaso econômico do país, que desde então viveu de espasmos sem jamais superar essa chaga.

O que equivale às nossas filas de osso do desgoverno anterior. Porque destruir é tarefa ligeira, empobrecer é imediato; progredir e desenvolver, construir e distribuir, debelar a fome, são tarefas árduas e demoradas.

E no próximo fim de semana teremos as eleições de meio de mandato no país vizinho, e todas as previsões apontam para derrota acachapante do atual governo, que precisou abandonar promessas e partir para a chantagem com apoio dos EUA e o dinheiro salvador.

Essas, que estão perdidas, ainda dependem de confirmar o tamanho da derrota. Como o partido mesmo de Milei tem pouca representação, somente uma votação abaixo de 35% será considerada uma derrota. Não sei de onde tiram isso, provavelmente para minimizar a vergonha.

Para parte de alguns ministros, nem foi preciso esperar resultados e votação: pediram o boné e pularam fora do barco — dizem que batendo portas —, e a reforma ministerial anunciada pelo próprio presidente, para depois das eleições, foi antecipada, porque o governo se desmancha na véspera, e os remendos da pós-eleição não apontam para soluções.

Como sempre sempre a palavra está com o eleitor, e aguardamos sua decisão.

Até semana que vem saberemos se os corralitos permanecem ou se o vento da mudança começou a soprar, mais uma vez, para os hermanos.

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