
STF prepara julgamento do núcleo 1 do golpismo: reta final e cenário político em ebulição
O ministro Zann reservou as datas do plenário da Turma para o julgamento do núcleo 1 do golpismo, que reúne os principais responsáveis pela tentativa de golpe de Estado no Brasil, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.
As sessões foram marcadas para os dias 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro.
Como funciona o julgamento no STF
- Liberação para julgamento – Com o processo já instruído pelo relator, ele é incluído na pauta.
- Sustentação oral (se houver) – O presidente do colegiado concede a palavra aos advogados de defesa, se solicitada, e ao Procurador-Geral da República, quando aplicável.
- Votação – Segue a ordem crescente de antiguidade dos ministros.
- Resultado e publicação – O resultado aparece no andamento processual e o acórdão é publicado no Diário da Justiça Eletrônico (DJe).
Tradicionalmente, o STF leva cerca de três sessões para encerrar um caso desse porte. Sem pedidos de vista ou surpresas — improváveis —, o julgamento deve terminar em setembro, com prisão para todos os condenados a partir de outubro.
Pressa para virar a página
O clima em Brasília é de urgência para encerrar essa etapa. Aos poucos, consolida-se a percepção de que não há meio termo na relação com os EUA de Trump. A pressão internacional vai continuar, mas também existe um jogo interno: certos grupos políticos — dos quais o próprio STF não está imune — querem se livrar de Bolsonaro e testar uma versão “gourmet” do bolsonarismo.
Movimentos no tabuleiro político
Tarcísio, nome forte da direita, elevou o tom contra Lula e o governo, buscando espaço e atenção. Pode ser estratégia para sair da defensiva, agradar a base ou disputar espaço no campo bolsonarista. Outros políticos seguem a mesma linha — todos com um ponto em comum: perdem para Lula nas urnas.
Enquanto isso, o presidente ganha força, inclusive nas redes, com a disputa aberta contra Trump e suas narrativas fantasiosas.
Economia: cenário de resiliência
No Brasil, a moeda segue resistente, o crescimento é moderado e os juros permanecem altos. A inflação, porém, mantém trajetória de queda em direção à meta no médio prazo. Em 2026, ano decisivo, pode haver alinhamento raro de fatores — câmbio, inflação, fiscal, emprego e renda — que sustentariam o sucesso de um governo.
E, sinceramente, não sei vocês… mas eu acho isso o máximo
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