
Não acredito na hipótese de forçar a prisão e provocar maiores reações do Laranjão do Norte. Bolsonaro é um covarde, mas provocador, e vive nos limites da legalidade — onde fez sua carreira política surfar e afundar, como provavelmente veremos de hoje para amanhã.
A decisão do ministro Fux de não seguir a decisão da maioria da Turma, confirmando as restrições, me surpreendeu, por sua total falta de discernimento e espírito de corpo, mas foi coerente com sua visão personalista e interesseira do mundo. Prevaleceu seu sossego e o visto dos EUA para si e familiares. Talvez as netas pensem em Disneylandia nas próximas férias. Sob o ponto de vista prático, não faz diferença e pode até servir para mostrar isenção e liberdade da Corte — a quem possa interessar.
O dia de ontem, quando o ministro Moraes advertiu Bolsonaro em sua estratégia de aumentar exposição com entrevistas e publicações pagas na internet, foi para interromper o ciclo de ataques e afrontas. O filho que o país sustenta nos EUA, com apoio da campanha de arrecadação dos aliados, passou a ser conluio contra os interesses do Brasil — ameaçado sem nenhuma razão econômica por tarifas dos EUA de Trump. Quem imagina ser possível aceitar passivamente um ataque frontal aos interesses nacionais, como estamos assistindo, perdeu a noção de valores e propósitos pessoais e coletivos relacionados à própria sobrevivência material do país onde vive. Em todo o caso, a maioria entende como impossível aceitar a conduta criminosa e reconhece o direito e a necessidade de interromper o fluxo criminoso onde e como for possível.
E, no nosso caso, estamos falando do ex-presidente e seu filho nos EUA servindo de aríetes contra o Brasil, no alvo de Trump por todos os motivos relacionados aos BRICS — e nada aos dessabores do ex-presidente.
Enfim, o caldo entorna e os abusos estão no fim. Eduardo, com salários e bens bloqueados e sem chance de alguém aqui no Brasil inventar cargo em secretaria de Estado para ele. Quem fizer isso substitui o pai no comando da operação de sustentar os ataques ao país. Você imagina algum governador disposto a isso? Os salários do deputado Eduardo da Câmara também estão congelados, assim como suas contas, restando para seu sustento contar com a rede de apoio lá nos EUA. Aqui no Brasil, a vigilância certamente impedirá envio de recursos.
O cerco se fecha. Bolsonaro, ao afrontar a decisão de Moraes ontem, assumiu, a seu jeito, o risco de prisão — e vai, a contragosto, para a cadeia. O filho Eduardo, assim que botar os pés por aqui, também. E ele se esquece que Trump não será presidente para sempre e nem pode se candidatar novamente, segundo as leis nos EUA — que podem até mudar, mas trariam como adversário o ex-presidente Obama para a disputa! — e sua batata fica a fogo baixo, assando.
Esperar para ver. Mas, quando o dia chega, ele chega. E para Bolsonaro, e sua aventura alucinada e doentia, chegou.
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