
A essa altura do campeonato, muita gente boa já escreveu sobre a ONG Transparência Internacional, então vou apenas adicionar algumas observações.
Começando com uma característica comum dessas ONGs do tipo franquias, a sede fica na Alemanha, fundada por pessoas ligadas ao judiciário de lá. No entanto, ela está espalhada pelo mundo, com 100 escritórios independentes que mantêm o nome e, vá lá, o prestígio. Mas há um problema de origem: os critérios para o uso da marca, quem a usa e como são totalmente opacos. Além disso, os patrocinadores, embora divulgados nas páginas da ONG, representam um combo de interesses financeiros e lavajatistas. Isso, na minha opinião, resume a atuação deles aqui no Brasil. Não podemos deixar de mencionar que eles aparecem nos diálogos vazados pelo hacker de Araraquara, combinando versões com os procuradores da força-tarefa e, pior ainda, acertando a divisão de milhões confiscados dos acordos de leniência.
Quanto ao carro-chefe da ONG, o tal índice de percepção de corrupção, não passa de uma piada de mau gosto. Quem vota para a apuração desse índice, como, onde e por quê, ninguém sabe. Provavelmente, são os mesmos nomes, interesses e percepções daqueles que financiam a tal ONG.
Isso poderia até passar despercebido por sua irrelevância. No entanto, incomoda porque tiveram a coragem de comparar o governo miliciano com o atual, desfavorecendo este último e sugerindo que a percepção da corrupção aumentou no último ano. Um ultraje ridículo.
Seria melhor esquecer esses bobocas e seus índices e focarmos na reconstrução do Brasil.