A questão do desmonte do estado brasileiro, a partir do golpe de estado, pode ser observado sob vários aspectos importantes.
A supremacia da economia sobre todos os demais é por demais evidente, e serve para distrair enquanto acoberta com números a realidade duríssima que se abate sobre a vida concreta das pessoas.
Uma passada rápida que fiz hoje na internet mostrava uma reunião de uma comissão na Câmara sob o título ” encarceramento em massa no Brasil” e outra reunião em outra comissão ” feminicídio da mulher negra”.
Os títulos não deixam dúvidas dos dramas discutidos e dos frutos colhidos nesses tempos de exceção, com as instituições promovendo a força como solução e a concentração de renda como modelo.
Dos números historicamente dramáticos, de passivos da elite que sempre desprezou seu povo, ainda precisamos enfrentar um retrocesso tamanho contra algumas tímidas iniciativas de desenvolvimento que estávamos fazendo.
O golpe também é contra o progresso e a autonomia das gentes, do pobre, do preto, das mulheres.
O golpe fracassou, mas venceremos?
