Bateu, levou?

Ficamos assim.

Alckmim vai partir pra cima do Bolsonaro, que finge que não é com ele, quem reage é a turma da Polícia Federal e sua coleção de delações a lá carte, verídicas ou não.

Ciro cospe fogo na direção de Haddad, que responde com juras de amor e compromisso de estarem todos juntos no segundo turno.

Os demais, exceção de Boulos – que só bate no Bolsonaro – estapeiam-se mutuamente sem rumo e sem futuro.

Ciro parece ter sido escolhido para fazer o papel miserável de Marina nas eleições passadas, ser levantado pela merenda golpista para tirar votos do Lula.

Só que dessa vez os votos estão tão minguados que a operação apresenta riscos tremendos de tirar Alckmim de vez da jogada.

Bolsonaro ainda é a aposta de candidato paraguaio da vez, mas sem Lula a verdade é que a coisa embola.

A expectativa maior, entretanto, é para saber o quanto Lula transfere de votos dessa vez, todas as apostas contra ele no passado foram perdedoras.

A bolsa afundou de repente no meio da tarde de terça, uns dizem que foi uma delação contra Alckimin, outros que foi uma prévia de pesquisa que sai nesta quarta e o mercado não gostou do que ouviu.

Breve, saberemos.


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