De volta a minas, nas movimentadas ruas de belzonte, ouvindo os sotaques do interior que é essa grande metrópole.
Belzonte não passa de uma roça, dizem.
Me lembrei quando me mudei para cá em 1974 , vindo de Curitiba onde passei a minha infância.
A mudança foi repentina, por urgência do pai que precisava assumir cargo no banco do estado. Por conta da necessidade a mudança foi no meio do ano e a chegada na nova escola foi um acontecimento na minha vida.
Sai do Colégio Senhor Bom Jesus de Curitiba, administrado pela família Arns, e fui parar no Instituto de Educação, escola estadual.
De lá tenho as melhores recordações, aliás, de todas as escolas onde estudei.
Mas meu primeiro dia me reservou um choque que ainda recordo vivamente, acontecido assim que entramos na sala e nos dirigimos às carteiras, procurei me ajeitar rápido e o mais discreto possível quando fui fulminado pelo colega do banco da frente, me encarou sorrindo e educadamente pediu : – arreda a sua carteira pra lá um pouquinho!
E eu, imóvel, pensando o que esse menino me pediu para fazer?
O que diabos poderia significar tal palavra, arreda?
Em seguida descobri o significado do singelo pedido e desde então guardei para arreda o título da palavra mais feia da língua portuguesa.
Em, minas, além da palavra mais feia, e me perdoem os simpáticos moradores, está localizada a cidade mais feia do mundo : Manhuaçu.
Mas outro dia eu explico porque eu acho.
