E a CPI da Covid?

Semana que vem o STF analisa recurso contra o engavetamento das acusações da CPI da Covid contra o ex presidente.

O pedido anterior não teve acolhida na PGR no que foi acompanhado por Toffoli.

E de que estamos falando?

Sim, daquelas graves acusações provenientes das apurações e audiências públicas promovidas pelos Senadores naquela Comissão, onde descobrimos além da criminosa negligência no trato com a Pandemia, também tráfico de influência e corrupcão bilionária encaminhada na compra das vacinas.

Vacinas que naquela altura ainda não tinham chegado no Brasil, porque estávamos naquela quadra ocupados um promover o vírus, a imunidade do rebanho e evitar a transformação da nossa população em jacarés.

Lembra?

O reeleito governador de Minas Gerais sugeria ao vírus passear pelas terras mineiras, enquanto seu mentor sentado na cadeira de presidente tomava suas doses de imunizante às escondidas. Provavelmente o governador mineiro fez o mesmo.

Um pouco do contexto para lembramos que devemos a essa CPI e o alcance de suas denúncias e apurações a chegada das vacinas no Brasil, pelas mãos do então governador de São Paulo, Dória. Não fosse essa CPI e a iniciativa do governador, provavelmente teríamos recebido caríssimas e pouquíssimas doses, o nosso destino fosse adquirir por si a salvação, no estilo salve-se quem puder tão a gosto do genocida derrotado.

E o nosso STF?

Engavetou, acompanhando a manifestação do PGR .

Então na próxima semana retornam ao local do crime com uma oportunidade de corrigir essa trágica decisão.

E, para lembrarmos, lidamos com um tipo de justiça que ameaça tornar inelegível um ex-presidente por reunir embaixadores e espalhar mentiras, vá lá, um crime. Mas prefere ignorar um genocídio, na figura de um presidente que prefere promover o vírus à vacina e cura, contrariando não só conhecimento científico e médico, mas também nossa convivência natural com campanhas de vacinação nacional vitoriosas, com essas teorias assassinas de doenças adquiridas pelo uso da imunização . Atitudes que nos deixaram amarga herança na diminuição do alcance da vacinação contra outros males.

Agora nossos magistrados acostumados a navegar em direção aos ventos do poder de ocasião, salvo as excessões, promovendo justiça tardia e tortuosa, uma falsa justiça, escrevendo e reescrevendo decisões contraditórias na maior parte do tempo e pavimentando caminhos para pretensões novas ou velhas renovadas, podem providenciar o indiciamento do genocida , não por genocídio, mas por espalhar fofoca, como está ocorrendo no julgamento no STE, criminosa, mas fofoca.

Serve?

É o que temos.


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