Já era dado como certo que o ministro Barroso iria rapidamente antecipar juízo e indeferir liminarmente a candidatura do presidente lula.
Com a decisão do comite da ONU , mandando o governo brasileiro e o seu judiciário garantirem os direitos de Lula como candidato e de participar das eleições, o ministro Barroso deverá mudar seu ímpeto.
No mínimo.
Se você pesquisar um pouco sobre o comitê de direitos humanos da ONU, tratados internacionais, coisinhas do tipo, irá deparar-se com sanções e respostas muito duras do comitê e da ONU nos casos de desrespeito aos direitos humanos e as resoluções.
Por exemplo, no caso de desobediência , os agentes ativos das ações contra o presidente Lula, daqui pra frente, poderão responder por crime contra a humanidade.
Sim, isso mesmo.
Um mal irreparável contra os direitos políticos do presidente e a sua prisão, podem ser enquadrados nos casos de cárcere institucional e poderá ser julgado como crime contra a humanidade.
Imaginem o ministro Barroso em Harvard dando palestra e depois segue para o sede da ONU para responder um processo desses.
Há uma escolha que ele deverá fazer, forçosamente, nesse cenário, ou vai na palestra de Harvard ou responder processo na ONU, um fato não existe na presença do outro.
Também a PGR, Raquel Dodge, casada com americano, com seu marido e filhos morando atualmente nos EUA.
Impossível que esses pavões ignorem essa decisão da ONU e corram esses riscos que mencionei.
Mais, o silêncio de Raquel Dodge até agora tem razão é uma razão importante, Raquel é, segundo já divulgado pelo deputado Pimenta e pelo advogado de Lula, uma fiel defensora da validade das decisões internacionais nas cortes brasileiras.
Recentemente, em novembro do ano passado, participou de seminário internacional onde discursou defendendo exatamente esse ponto.
Seminário da ONU.
