Certezas.

O médico Drauzio Varela, famoso escritor e colunista da Carta Capital, em artigo publicado essa semana nos diz da evolução das pesquisas de genes humanos e o abandono da ciência moderna quanto a definição do gênero a partir do par cromossomos XX ou XY, macho é quem tem Y.

Bom, segundo a artigo, era.

Leia o artigo, aqui estou tratando de certezas.

As mesmas que tinha de menino a adolescente, tudo preto ou branco, certo ou errado.

Minhas convicções começaram a sofrer sérios abalos quando anunciaram que o Everest não era o mais alto do mundo.

A possibilidade de certezas tão conhecidas e confiáveis serem passíveis de erros e mudarem, me arrasou.

Depois o boato de Jonh Wayne ser gay, jogou por terra o que me restavam das convicções.

Agora, nem Drauzio e essa revelação do cromossoma LGBT e simpatizantes, me abala, se já nem sabemos mais o que define o gênero humano , que me importa?

Nesses tempos líquidos até o gene é um emaranhado de sinais contraditórios e uma determinada resposta física não depende de uma específica influência, mas de interligações complexas entre elas.

Honestamente, prefiro assim, esses inúmeros tons de cinza.


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